Não renovação de contratos a grávidas continua a bater recordes

17 comments
  1. Alguém tem dados da gerais sobre a não renovação de contratos a prazo e a sua evolução no mesmo período temporal? Analisar isto de forma isolada para uma determinada população (neste caso mulheres grávidas) não basta.

  2. A não renovação de contratos a prazo com trabalhadoras grávidas, no período imediatamente após o parto ou a amamentar, bem como com trabalhadores em licença parental, atingiu em 2020 um novo máximo, com mais de duas mil comunicações à Comissão de Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE).

    No entanto não é preciso parecer nenhum do CITE se não renovarem o contrato antes do parto, durante por exemplo uma baixa por gravidez de risco… Assim é difícil existir igualdade no trabalho.

  3. Porque é que a população de está a envelhecer? *shocked pikachu*

    O que precisamos é mais flexibilidade laboral, que isto de contratos sem termo é para comunistas calões.

  4. A questao é que sucessivos governos de esquerda nao conseguem resolver o problema da precariedade.

    É preciso votar no pctp-mrpp é isso?

    As empresas tão se a cagar pas pessoas, somos números.

  5. “nAdA mELhor qUE aMoR a uMx Filhx”

    O artigo fala que 20% não teve o contrato renovado. Em média, por cada 5 grávidas, uma vai ficar no desemprego. Também fala que muitas entidades recusam flexibilidade laboral de horários.

    Portanto poder de compra dos mais baixos da Europa, leis que não protegem tanto o trabalhador, muita malta corrida a smn, rendas altas etc.

    É que para muita malta, alguém do casal perder o emprego é convite a pobreza, nem todos temos pais que nos apoiem. Assim nunca vamos ter natalidade suficiente.

  6. Somos uma vergonha!!! Depois admiram-se que haja taxa de natalidade baixíssima e que os Portugueses tenham sempre a possibilidade de emigrar como opção/salvação

  7. Estamos a falar de um trabalhador a prazo, eventualmente sem skills diferenciados . O empregador tens duas escolhas :
    – extender o contrato e ao mesmo tempo ter de recrutar alguém temporário
    – contratar alguém novo

    Que 1 em 5 decidiam contratar uma pessoa nova não choca, sendo pessoas a prazo e possivelmente com pouca ligação a empresa.

    Para quem disse que as pessoas são números, neste sub não se está sempre a dizer que é largar o emprego a cada aumento? Que não devia haver ligação emocional e trocar-se? A seguir esperam ligação emocional e investimento do empregador? Um pouco mais coerência era bom.

  8. Acho perfeitamente normal(mesmo que não ache o correto) que mandem embora alguém que está com um contrato a prazo. Presume se que estes sejam para suprimir alguma falha temporária. Se não há trabalhador, como é que se suprime a necessidade? Contrata se outro? Eventualmente algum tem que saltar fora.

    Seha gravidez ou outros casos que obriguem a faltar ao trabalho, acredito que as estatísticas sejam similares. Doenças, problemas familiares, etc.

    Acho que nos devíamos concentrar primeiro em ter menos contratos a prazo, e só ter em casos que sejam realmente uma necessidade urgente e temporária.

  9. Vou levar “baixo-votos” que nem um doido, mas pronto… Percebo perfeitamente a razão para isto acontecer, e do ponto de vista das empresas, é óbvio.

    É a mesma lógica pela qual para uma empresa será sempre mais fácil contratar um homem, jovem, sem historial de doenças graves e sem família: o tempo disponível para trabalhar será maior e a probabilidade de ter de faltar será menor. Portugal já tem uma cultura de sobrecarga dos trabalhadores má demais em geral, quanto mais se tivermos pessoas a faltar, independentemente de ser por um motivo bom para o futuro da humanidade em geral ou porque alguém se lembrou de se enfrascar na noite anterior e está com uma ressaca tal que não consegue ir trabalhar.

    Do ponto de vista das empresas isto é a coisa mais simples que existe: eu quero “algo” (ser uma pessoa não entra nesta equação) que trabalhe 40 horas por semana porque é o que a lei me permite exigir. Se puder trabalhar mais, bom; se não puder trabalhar tanto, mau. A gravidez vai “desencadear” faltas para consultas de maternidade, meses a fio no futuro sem a trabalhadora, mais alguns meses em que ela não poderá trabalhar as 8 horas diárias e ainda uma variável extra que poderá/irá com quase toda a certeza provocar mais faltas no futuro. Com tudo isto, não admira que muitas mulheres não vejam o seu contrato renovado.

    Se é “correcto” ou “humano”? Isso para a empresa não interessa.

  10. Até criei uma conta nova só para fazer este comentário, porque sei que muita gente não vai concordar.

    **Não concordo com as licenças de maternidade ou paterninade nos moldes actuais.**

    Eu não tenho filhos nem planeio ter. Porque é que eu não posso ter direito a 3/6/9 meses de licença pelo meu bem-estar e desenvolvimento pessoal ou profissional? Da mesma forma como os professores universitários podem fazer uma licença sabática a cada X anos, com vencimento.

    Eu pago os mesmos impostos que uma grávida, uma mãe ou pai recente.

    Porque é que uma mulher pode estar anos num ciclo de engravidar e ser mãe, continuar a receber e ter o seu posto de trabalho constantemente à espera dela? Porque eu não quero ter filhos, não posso ter direito a uma fração disso?

    E o empregador? Se uma mulher tiver dois filhos seguidos (acontece muitas vezes) pode ficar quase três anos sem trabalhar, e no fim tem o seu posto à espera. Nesse tempo é preciso contratar e formar outra pessoa, que se vai ambientar à empresa e aos colegas de trabalho durante aquele período, constantemente num limbo, porque sabe que o seu emprego está dependente de terceiros.

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