Esta entrevista a Diana Adringa, jornalista e sindicalista, aborda o tema sensível de como a precariedade laboral no jornalismo e a falta de recursos das redacções colocam em causa a própria liberdade de imprensa.

“A jornalista e antiga presidente do Sindicato de Jornalistas garante que a precariedade e a falta de recursos das redações são uma ameaça ao jornalismo livre em Portugal. Mas também deixa críticas à sua classe, dizendo mesmo ter uma atitude “suicida”: “estamos a fomentar o medo e a imposição de um regime de força, de um líder forte que traga ordem ao caos”.

by lightninrods

7 comments
  1. Coitadinhos dos jornalistas…são umas vítimas…  

    Iniciativas como “Truques da imprensa portuguesa” tentaram tornar o jornalismo mais isento e viu-se a perseguição que os jornalistas lhes fizeram. Mas agoea choram baba e ranho lol 

     EDIT: Damn, em 30 segundos já levei o primeiro downvote. Quick Draw McGraw, journalist edition

  2. > Havia um tempo em que eu dizia que a Lusa escrevia os jornais todos e os editores inventavam títulos diferentes. As notícias são as mesmas.

    Ainda acontece.

    > Não sejamos inocentes: ninguém compra um jornal que não dá lucro por outra razão que não o poder político que lhe confere.

    Bingo.

    > No meu tempo, ensinava-se que uma notícia deveria trazer o seu contexto. Hoje, isso não existe. O resultado: cria-se uma insegurança imensa na população.

    Levei com downvotes noutro lado por referir o óbvio. Não se noticia mortes nas pontes em Lisboa. Nada obriga um jornalista a públicar algo que veio ao de cima por causa do crime de quebra de Segredo de Justiça. Mas quando o dinheiro está acima do bom-senso, é o que acontece.

    Não olho para os jornalistas dos jornais mainstream de outra forma que não apenas ferramentas para publicar as coisas quando convém, da forma que convém. E enquanto não mudarem certas coisas, vou continuar a manter esta opinião.

  3. Como alguém que tirou jornalismo como licenciatura (mas que se recusa a exercer), fico sempre contente por haver alguém a reflectir na prática da profissão. Por mais que discorde com a forma como determinadas posições políticas transparecem nas perguntas feitas, é bom ver jornalistas a reflectir no papel do jornalismo. Acredito que muita gente ficasse assustada com a total falta de auto-questionamento e auto-crítica numa profissão em que isso deveria ser uma obrigação. Mas não o é, e depois criam-se os pensamentos únicos em relação a bastantes temas – e ficamos com autênticos peões, que dão pelo nome de jornalistas. Mas na verdade, tal como é abordado na entrevista, o tempo para se parar para pensar no que se faz não abunda nas redacções. Ha um livro muito interessante sobre o jornalismo e notícias, chamado “Stop Reading the News” (aqui) , que aborda muitas das questões que são levantadas neste artigo.

  4. “”A imprensa finge”, revelou Diana Andringa numa entrevista, onde a jornalista e sindicalista aborda o tema sensível de como a precariedade dos profissionais de jornalismo põe em causa a credibilidade da informação que é transmitida.”

    É mais ou menos assim que eles fazem.

  5. *”Por outro lado, os jornalistas tornaram-se passadores de recados. Desconfiam dos políticos, mas publicam os recados todos que a magistratura e a polícia querem fazer passar sobre os políticos. “*

    *”A infeliz invasão da Ucrânia não faz de [Volodymir] Zelensky um democrata. Os massacres de inocentes feitos pelo Hamas não justificam um genocídio. Há que estudar a história e o contexto em que as coisas acontecem. Mas isso foi destruído no jornalismo. “*

    *”Ao retirar o contexto da transmissão de uma notícia, o mundo vai se tornando incompreensível, e o que é incompreensível cria pânico. Hoje vivemos todos mais ou menos assustados.”*

    *”Os jornalistas não podem aceitar ser passa-recados. Como é que se noticia que um secretário de Estado tem haxixe em casa? É manipulação da opinião pública. Como é que o jornalista soube que estava lá esse haxixe? Não sabemos, mas duvido que tenha sido a mulher-a-dias. Convém citarem-se as fontes. De repente, desapareceu essa necessidade.”*

    Entre muitas outras frases totalmente na mouche. Claro que ninguém vai ter tempo para ler.

Leave a Reply