Abusos nas autobaixas podem levar a perda de dias de férias e até ao despedimento

by Ok_Neighborhood2239

23 comments
  1. “Este mecanismo pode ser ativado até duas vezes por ano e surgiu com vista a aliviar a pressão que os médicos estavam a sentir.”

    Vão existir assim tantos abusos por causa de 2 faltas por ano (e digo 2 dias porque pelos vistos o problema é só com quem fica de baixa à sexta ou segunda)? Ainda por cima dias que depois o empregador não tem que pagar a quem ficou de baixa?

  2. Por exemplo, se um trabalhador estiver doente, mas publicar nas redes sociais uma fotografia de um momento de lazer, o empregador pode entender isso como indício de um abuso das autobaixas. Mas terá de apurar se a fotografia em causa diz mesmo respeito à data da ausência e se a doença alegada pelo trabalhador impedia ou não essa atividade de lazer.

    De qualquer modo, o trabalhador pode sempre contestar em tribunal qualquer sanção aplicada pelo empregador (da repreensão ao despedimento por justa causa). E, nesse caso, caberá ao empregador provar a infração, isto é, fazer prova de que houve falsa informação a servir de justificação para uma ausência ao trabalho.

  3. São 2 dias e em Portugal os primeiros 3 dias de baixa não são pagos. O trabalhador está a perer 1 ou 2 dias de salário por ano. Se não me engano é duplicado em vespara de folga.

    Não percebo tanto alarido a volta disto. Isto só é chato para a entidade patronal que tem de fazer mudanças de última hora e para quem calha a ‘fava’ e de substituir o trabalhador que faltou. Mas já acontece com baixas normais.

    Há países (acho que na Polónia) em que podes faltar até 5 dias por ano e não tens que dar justificação nenhuma. Perdes a remuneração e é isso. Deixem-nos de pequenez e mais foco no que é importante.

    Ou preferem que o trabalhador tire um dia para ir ao centro de saúde pedir a baixa médica desse dia, em vez de ficar em casa a recuperar?

    Edit: em Portugal ainda há muito o estigma de pedir baixa. Quantas vezes já estivemos ou tivemos um colega ‘que não conseguia’ e mesmo assim estava a trabalhar? Há que normalizar o pedido de baixa. Se o trabalhador não está bem, fica em casa. Se está bem, vai trabalhar.

  4. Presos no século passado.
    Em vez de se focarem nos problemas do negócio focam-se no mais fácil – não analisar os dados e culpar o outro.
    Depois choram que não contratam.
    Depois choram que não conseguem reter talento.

  5. Eu axo muito bem a autobaixa.

    A próxima medida é automedicação, novamente para aliviar os medicos. /s

  6. O ECO foi mesmo atiçado pelos donos contra as autobaixas.

    Isto não tem a ver com autobaixas, isto tem a ver com controlo.

  7. Abusos ? São 3 dias que se pode pedir **2 vezes por ano não pagas**. Se o trabalhador é assim tão importante que não pode faltar 6 dias ao trabalho **por ano**, então se calhar a empresa tem de criar condições ao trabalhador para ele não ter esse desejo.

    Eu diria que a lei está perfeita e mesmo que existam falsas autobaixas é preferível que estas sejam pedidas online, em vez de ser necessário uma deslocação a um posto médico e ocupar recursos do SNS.

  8. Não se calam com medo de abusos numa medida que basicamente já é por si só apenas uma migalha para quem trabalha. Andamos aqui a discutir no fundo do balde por concessões já de si insuficientes quando deviam estar a exigir muito mais.

    É pena que a mesma importância não seja dada a quem não paga a tempo e horas, rouba salários ou foge a pagar impostos.

  9. Mas que abusos há, só se pode tirar duas vezes por ano, em 365/6 dias…que nem sao pagos.

  10. O patronato uma vez mais a mostrar a sua vil natureza…

  11. > O Expresso avança que os dias que concentram o maior número são as segundas-feiras e os dias que antecedem ou sucedem os feriados

    O Expresso fez uma “análise” a olhómetro que consistiu em perguntar ao Ministério da Saúde qual foi o dia em cada mês com mais autobaixas. Viu que alguns desses dias calhavam à segunda ou perto de feriados e concluiu que a causa deve ser o abuso dos trabalhadores.

    Vai-se a ver os números e estamos a falar dumas poucas centenas de baixas a mais do que a média. Números irrisórios num universo de milhões de trabalhadores.

    Isto para não falar de outras causas bem mais plausíveis para esses picos, convenientemente descartadas pelos jornalistas do Expresso, como o facto do pico de autobaixas em novembro/dezembro/janeiro coincidir com o pico da gripe…

  12. Completamente de acordo,há trabalhadores que usam e abusam nesse tipo de situação…não querem trabalhar larguem o osso a milhares no desemprego que não tem uma oportunidade!

  13. É por estas notícias e outras que eu digo que o verdadeiro problema salarial em Portugal sempre veio da mesquinhez empresarial que existe no nosso país. Choram por tudo o que não seja para encher ainda mais os bolsos deles.

  14. Os designados self sick days noutros país são completamente normais.
    Variam claro de empresa para empresa (3-5 dias são normais mas também já vi 10).
    Ninguém os questiona e ninguém investiga se o trabalhador realmente está mal ou não.
    Existe geralmente o acordo de cavalheiros entre o patrão e trabalhador de que são usados para usos pessoais ou doença.
    Quem no seu perfeito juízo acha que uma pessoa deve ir para o escritório trabalhar e espalhar doenças em vez de ficar na cama recuperar?
    Enfim, mentalidade portuguesa parou na revolução industrial de 1920 e parece que ainda temos que trabalhar 6 dias por semana que nem escravos.

  15. Os patrões esquecem-se que sem os trabalhadores não são ninguém, têm sorte que em Portugal as pessoas necessitam e sujeitam-se a empregos e empregadores de 💩

  16. Se há assim tanto abuso secalhar a sociadade em geral está a Virar a favor da semana de 4 dias

  17. Ruído! É só ruído!! Os patrões queixam-se de uma coisa trivial e que trás inconvenientes menores para a grande maioria das empresas, mas que é altamente visível e algo que o governo não quererá deixar cair (pois no fundo é uma boa medida). Em concertação social vão fazer mais ruído e por baixo do radar de todos trocar a manutenção desta medida por algo menos mediático mas muito mais vantajoso para os patrões (que geralmente é menos vantajoso para os empregados).

    O governo vai fazer o brilharete de conseguir manter a medida e os patrões vão conseguir o que realmente querem (win-win e lixa-se o mexilhão).

    Quem não chora não mama!

  18. Abuso é as pessoas que estão de baixa e a trabalhar na mesma!!! …… Como se diz por aqui, “andar a dois carrinhos” ![gif](emote|free_emotes_pack|facepalm)

  19. Ah por isto é que o José Manuel Fernandes se estava a espumar todo na rádio observador? Por seis dias no total de um ano?

    Muito bom, nota-se que algumas pessoas têm as prioridades bem definidas no que toca ao mercado de trabalho.

  20. Acho um enorme desrespeito as pessoas a defenderem quem faz estes abusos.

    Sabem quais são as datas que foram feitas mais auto-baixas ? Natal , passagem de ano e feriados prolongados.

    Aqui quem são prejudicados são os colegas de trabalho e não a empresa.

    Falo por experiência própria.

    Imaginem que tem um passeio programado com a v/ namorada.

    O v/ chefe liga-vos a pedir (obrigar) para ir trabalhar pois o colega faltou. Não é justo pois não? E sim , podem obrigar o funcionário a comparecer no posto de trabalho .

  21. por acaso isto è meio que um pesadelo em grandes operações. Nao se pode dar folga a todos no natal ou no Ano novo então basicamente tinham folga em um deles e meteram autobaixa noutro. não há gestão que aguente. uma coisa è uns poucos fazerem isto outra è 1/4 de um projecto.

  22. Qualquer bom patrão incentivava os empregados a ficarem em casa para não infectarem os colega. Qualquer patrão tuga anda a “patrocinar” estas notícias

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