Ontem no debate de PSD VS PCP Rui Rio acusa o PCP de ser um partido que quer acabar com o euro e sair da união europeia, mas isto é verdade?

Não sabia se era verdade ou não e imagino que muitos também não saibam, então fiz uma pesquisa sobre o assunto e decidi partilhar.

A informação é algo contraditoria sobre a saída de Portugal da união europeia.

Por um lado este artigo (https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/portugexit-pcp-vai-campanha-pela-saida-do-pais-da-ue-marco-106811) diz que queriam sair da união europeia mas depois em 2019 (https://eco.sapo.pt/entrevista/joao-ferreira-o-pcp-propoe-a-dissolucao-organizada-do-euro/) já dizem que afinal só querem é deixar o euro.

Parece que o PCP quis remar na onda do brexit e quando percebeu que a medida era impopular afastou-se da discussão.

Mas nas suas raízes sim o PCP é anti união europeia e anti euro. O PCP culpa a união europeia e o euro pelo estado económico atual de Portugal.

“Nenhuma outra força política, como o Partido Comunista Português, preveniu e alertou para os impactos das políticas da União Europeia, do Mercado Único e muito especialmente do Euro na vida nacional.

Quando outros espalhavam promessas e ilusões, o PCP fez avisos e previsões, a que a vida veio dar inteira razão.

Défices, dívida, dependência e submissão nacional. Nada disto caiu do céu. Tudo isto é inseparável das opções a que PS, PSD e CDS amarraram o país, comprometendo a sua independência e soberania.”

https://www.pcp.pt/conferencia-por-um-portugal-com-futuro/ue-euro

6 comments
  1. Acho mal esse medo de assumir a posição…

    Devíamos sair da UE e do Euro o mais depressa possível.

    Os nosso compatriotas merecem um estado soberano.

  2. [https://www.cdu.pt/2022/compromisso-eleitoral-do-pcp](https://www.cdu.pt/2022/compromisso-eleitoral-do-pcp)

    “Uma resposta que enfrente e rompa com os interesses do grande capital e que assuma a libertação do País da submissão ao Euro e das imposições da UE. Uma resposta que assuma uma estratégia soberana de desenvolvimento e uma política externa não subordinada à agenda da UE e da NATO e assente na paz e na cooperação. Uma resposta que passe pela recuperação de instrumentos de soberania; reclame o controlo público dos sectores e empresas estratégicas que estão hoje, sobretudo, nas mãos do capital estrangeiro; que aposte na produção nacional como questão estratégica para o emprego, o desenvolvimento, a soberania e a diminuição da dependência e endividamento externos; que assuma a defesa dos interesses dos trabalhadores e do Povo e assegure um Portugal com futuro. Estas são questões centrais que um governo comprometido com os interesses nacionais deverá prosseguir”

    “O PCP reafirma a actualidade e validade do Programa Eleitoral de 2019, apresentando em simultâneo o presente «Compromisso Eleitoral – Com o PCP, soluções para Portugal», em que se apontam razões e soluções”

    [https://www.cdu.pt/2022/programa-eleitoral-do-pcp-2019](https://www.cdu.pt/2022/programa-eleitoral-do-pcp-2019)

    “1.1.1. Portugal livre e soberano, um País que comanda o seu destino, um povo que constrói o seu futuro
    Romper com as dependências externas, reduzir os défices estruturais e assegurar um desenvolvimento soberano. O que exige a renegociação da dívida nos prazos, juros e montantes, articulada com a intervenção com vista ao desmantelamento da União Económica e Monetária e a necessária libertação do País da submissão ao euro, visando recuperar instrumentos centrais de um Estado soberano (monetário, orçamental, cambial); a eliminação de condicionamentos estratégicos pelo controlo público de sectores como a banca e a energia.
    Afirmar a soberania e a independência nacionais, numa Europa de cooperação de Estados soberanos e iguais em direitos, de progresso social e paz entre os povos, rompendo com a submissão à União Europeia e a conivência com a NATO.”

  3. Concordo na questão da soberania, a ideia e o sonho Europeu nunca foi um governo central a legislar para os estados membros. A Europa é liberdade de movimento e negócio, muito negócio entre os estados.
    Ou não, se calhar a ideia sempre foi um um governo único globalista autoritário, não nos foi é contado.

    A realidade é que aqui o Burgo sem o dinheiro da UE ia ser ainda mais pobre, acho que ainda andaríamos a conduzir em estradas de terra batida.

  4. E tem razão, agr temos de respeitar leis europeias? O UK tinha razão (e não venham com a Venezuela, olhem a ZEE)

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