A justificação é contenção de custos. Os exames e medicamentos são total ou parcialmente comparticipados pelo Estado.
O que pode ser discutido é se faz sentido. No caso dos exames, o diagnóstico precoce de muitas doenças evita imensos custos ao SNS de complicações da mesma. Da mesma forma, medicação que permita controlar doenças poupa custos mais tarde ao sistema.
Acho que aqui a chave vai ser se os limites são bem definidos. Há exames e medicamentos que fazem todo o sentido e trazem ganhos em saúde e económicos e depois há médicos que passam coisas só por passar e esses sim são gastos supérfluos
O objectivo parece ser reduzir o consumo de medicamentos comparticipados.
Isso pressupõe uma ideologia que diz que “tomar medicamentos é mau”. Mesmo os receitados por um profissional de saúde.
Economicamente onera menos o estado.
O reverso é pessoas com doença crónica, terão de ir mais vezes ao médico pedir receitas.
Isto acontece, por exemplo, no meu caso. A minha filha tem alergias o ano todo e desenvolve episodios de tosse alérgica que chegam a durar 4 semanas. Tosse durante a noite, a cada 2 minutos, não dorme. Nem eu durmo. Às vezes a tosse é tão forte que activa o reflexo de vómito.
Não temos médico de família.
Quando o medicamento em gotas se acaba tenho de marcar consulta em clinica privada, demora um mês e meio a obter consulta… Para conseguir um frasco.
Ora, eu preciso de ter 3 frascos no mínimo. Uma para minha casa, um para a casa da mãe, outro para a ama. Se tiver um frasco de reserva em cada local isso significa 6 frascos. (Que só consegui uma única vez)
Suponho que esse tipo de coisa seja para desencorajar. É o futuro planeado pelas elites, apenas mais um aspecto do Degrowt.
Professores se chumbarem acima dos limites ganham menos – pronto resolvi o problema da educação, next?
Então? Pensei que tinham posto mais dinheiro na saúde! Já não há?
Parece uma excelentíssima péssima ideia. Tudo vai depender dos limites impostos e se medicamente fazem sentido.
Se há abusos em exames prescritos, analisem os casos concretos, agora fazer isto como “objectivo” de performance parece-me um péssimo incentivo.
Pelo menos até que alguma autoridade médica me explique que isto é boa ideia.
Por que custa ao estado, minha médica de família diz que estão sempre a lhe dar na cabeça se receitar medicamentos ou pedir muitas analises.
Sensacional. Livre mercado que se exploda. Vamos criar um incentivo negativo de impacto imediato na população.
Uma notícia dessa é suficiente para qualquer pessoa sã nunca mais votar em socialista.
7 comments
A justificação é contenção de custos. Os exames e medicamentos são total ou parcialmente comparticipados pelo Estado.
O que pode ser discutido é se faz sentido. No caso dos exames, o diagnóstico precoce de muitas doenças evita imensos custos ao SNS de complicações da mesma. Da mesma forma, medicação que permita controlar doenças poupa custos mais tarde ao sistema.
Acho que aqui a chave vai ser se os limites são bem definidos. Há exames e medicamentos que fazem todo o sentido e trazem ganhos em saúde e económicos e depois há médicos que passam coisas só por passar e esses sim são gastos supérfluos
O objectivo parece ser reduzir o consumo de medicamentos comparticipados.
Isso pressupõe uma ideologia que diz que “tomar medicamentos é mau”. Mesmo os receitados por um profissional de saúde.
Economicamente onera menos o estado.
O reverso é pessoas com doença crónica, terão de ir mais vezes ao médico pedir receitas.
Isto acontece, por exemplo, no meu caso. A minha filha tem alergias o ano todo e desenvolve episodios de tosse alérgica que chegam a durar 4 semanas. Tosse durante a noite, a cada 2 minutos, não dorme. Nem eu durmo. Às vezes a tosse é tão forte que activa o reflexo de vómito.
Não temos médico de família.
Quando o medicamento em gotas se acaba tenho de marcar consulta em clinica privada, demora um mês e meio a obter consulta… Para conseguir um frasco.
Ora, eu preciso de ter 3 frascos no mínimo. Uma para minha casa, um para a casa da mãe, outro para a ama. Se tiver um frasco de reserva em cada local isso significa 6 frascos. (Que só consegui uma única vez)
Suponho que esse tipo de coisa seja para desencorajar. É o futuro planeado pelas elites, apenas mais um aspecto do Degrowt.
Professores se chumbarem acima dos limites ganham menos – pronto resolvi o problema da educação, next?
Então? Pensei que tinham posto mais dinheiro na saúde! Já não há?
Parece uma excelentíssima péssima ideia. Tudo vai depender dos limites impostos e se medicamente fazem sentido.
Se há abusos em exames prescritos, analisem os casos concretos, agora fazer isto como “objectivo” de performance parece-me um péssimo incentivo.
Pelo menos até que alguma autoridade médica me explique que isto é boa ideia.
Por que custa ao estado, minha médica de família diz que estão sempre a lhe dar na cabeça se receitar medicamentos ou pedir muitas analises.
Sensacional. Livre mercado que se exploda. Vamos criar um incentivo negativo de impacto imediato na população.
Uma notícia dessa é suficiente para qualquer pessoa sã nunca mais votar em socialista.