>O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos frisa que os jovens portugueses são dos mais qualificados da Europa, mas são também dos que recebem menos. Daí que seja “inevitável” saída do país.
>Atrair para Portugal **profissionais qualificados** que venham criar por cá **projetos empreendedores** não é apenas positivo para a economia nacional. **Ajuda também a reter no país os jovens portugueses** que estão a sair das universidades. O cenário é traçado pelo presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que, em entrevista ao ECO, adianta que é preciso, também para manter cá esses jovens, **qualificar os líderes das empresas nacionais.**
Desde que paguem em condições eu diria que o facto do meu chefe ter a quarta classe tirada à noite não me paga as contas. /redditshrug Ou seja, é indiferente. Ou deve ser, para alguém normal.
Bem identificado um dos maiores problemas deste país. É fácil esquecer que temos fraca educação mas os dados mostram que as classes dirigentes em Portugal têm uma educação ainda abaixo da média.
O que será interessante de analisar é porque os jovens não conseguem eles formar as próprias empresas e “derrotar” as velhas.
Felizmente acho que as coisas vão mudando lentamente com a atração de cada vez mais empresas modernas para Portugal, mas é um processo lento
Eu fiz mais em 1 ano lá fora do que 2/3 em Portugal. É que as empresas portuguesas não tem mesmo hipótese / chance.
Para mim o problema não são as qualificações, mas sim terem a capacidade de construir empresas que criem um ambiente de trabalho estimulante, inovador e justo (especialmente relativamente à remuneração e condições de trabalho). Muitas destas pessoas funcionam pela regra do “as coisas aqui funcionam assim” e não aceitam sugestões dos seus empregados mais novos e/ou com mais qualificações (talvez devido a egos sensíveis?). Para alem disso, muitos tratam as pessoas como números numa tabela… Portanto, não tem a ver com qualificações mas sim com mentalidades. Um líder pode ter a 4a classe e ser excelente a construir um ambiente que permita aos seus empregados crescer e florescer.
Não consigo entender bem a lógica da afirmação sinceramente.
Os maiores arrombos nas contas públicas foram dados por pessoas extremamente qualificadas…ou estou errado?
A qualificação é importante, mais informação nunca fez mal a ninguém, mas parece-me, que o tecido industrial que temos, e as próprias áreas que operamos, são sustentadas em salários baixos. Podia enumerar umas quantas que têm um peso muito relevante no PIB.
Sinceramente eu estou-me a cagar para as qualificações do meu patrão… Hoje trabalho para pessoas com cursos superiores e são uns asnos que não fazem ideia do que é bom. O meu último patrão em Portugal tinha a sexta classe e era muito melhor trabalhar para ele porque havia confiança e humildade. Eu dizia algo e ele confiava na minha experiência e saber técnico, eu não me metia no que ele era bom e ele não se metia no que eu sabia de trás para a frente.
A arrogância e falta de humildade de quem manda é que é um dos principais problemas, não o nível académico a que chegou.
Ir para a faculdade e tirar cursos sem empregabilidade.
Formação superior sem formação básica, pessoas que não foram ensinadas a ser empreendedoras e a pensar em resolver problemas simples.
O mercado é competitivo e não te deve nada só porque achas que mereces.
Adaptabilidade, mudar se necessário, aprender mais qualquer coisa ou investir nessa mudança.
Os lamentos não vão ser a chama do sucesso.
Se não podes ser colarinho branco, aprende a ser colarinho azul. Quem não consegue, tenta entender porque não consegue.
Há uma musica dum brasileiro, chamado Raul Seixas que diz:
“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”
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>O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos frisa que os jovens portugueses são dos mais qualificados da Europa, mas são também dos que recebem menos. Daí que seja “inevitável” saída do país.
>Atrair para Portugal **profissionais qualificados** que venham criar por cá **projetos empreendedores** não é apenas positivo para a economia nacional. **Ajuda também a reter no país os jovens portugueses** que estão a sair das universidades. O cenário é traçado pelo presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que, em entrevista ao ECO, adianta que é preciso, também para manter cá esses jovens, **qualificar os líderes das empresas nacionais.**
Desde que paguem em condições eu diria que o facto do meu chefe ter a quarta classe tirada à noite não me paga as contas. /redditshrug Ou seja, é indiferente. Ou deve ser, para alguém normal.
Bem identificado um dos maiores problemas deste país. É fácil esquecer que temos fraca educação mas os dados mostram que as classes dirigentes em Portugal têm uma educação ainda abaixo da média.
O que será interessante de analisar é porque os jovens não conseguem eles formar as próprias empresas e “derrotar” as velhas.
Felizmente acho que as coisas vão mudando lentamente com a atração de cada vez mais empresas modernas para Portugal, mas é um processo lento
Eu fiz mais em 1 ano lá fora do que 2/3 em Portugal. É que as empresas portuguesas não tem mesmo hipótese / chance.
Para mim o problema não são as qualificações, mas sim terem a capacidade de construir empresas que criem um ambiente de trabalho estimulante, inovador e justo (especialmente relativamente à remuneração e condições de trabalho). Muitas destas pessoas funcionam pela regra do “as coisas aqui funcionam assim” e não aceitam sugestões dos seus empregados mais novos e/ou com mais qualificações (talvez devido a egos sensíveis?). Para alem disso, muitos tratam as pessoas como números numa tabela… Portanto, não tem a ver com qualificações mas sim com mentalidades. Um líder pode ter a 4a classe e ser excelente a construir um ambiente que permita aos seus empregados crescer e florescer.
Não consigo entender bem a lógica da afirmação sinceramente.
Os maiores arrombos nas contas públicas foram dados por pessoas extremamente qualificadas…ou estou errado?
A qualificação é importante, mais informação nunca fez mal a ninguém, mas parece-me, que o tecido industrial que temos, e as próprias áreas que operamos, são sustentadas em salários baixos. Podia enumerar umas quantas que têm um peso muito relevante no PIB.
Sinceramente eu estou-me a cagar para as qualificações do meu patrão… Hoje trabalho para pessoas com cursos superiores e são uns asnos que não fazem ideia do que é bom. O meu último patrão em Portugal tinha a sexta classe e era muito melhor trabalhar para ele porque havia confiança e humildade. Eu dizia algo e ele confiava na minha experiência e saber técnico, eu não me metia no que ele era bom e ele não se metia no que eu sabia de trás para a frente.
A arrogância e falta de humildade de quem manda é que é um dos principais problemas, não o nível académico a que chegou.
Ir para a faculdade e tirar cursos sem empregabilidade.
Formação superior sem formação básica, pessoas que não foram ensinadas a ser empreendedoras e a pensar em resolver problemas simples.
O mercado é competitivo e não te deve nada só porque achas que mereces.
Adaptabilidade, mudar se necessário, aprender mais qualquer coisa ou investir nessa mudança.
Os lamentos não vão ser a chama do sucesso.
Se não podes ser colarinho branco, aprende a ser colarinho azul. Quem não consegue, tenta entender porque não consegue.
Há uma musica dum brasileiro, chamado Raul Seixas que diz:
“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”