Já são um milhão: Portugal precisa de mais imigrantes?

by NeatBoy74

12 comments
  1. > Todos os partidos abordam a imigração nos seus programas eleitorais, entre um maior controlo e restrição de entradas à Direita ao enfoque na integração e solidariedade à Esquerda. **Em comum a ideia de que Portugal precisa dos estrangeiros – e todos, até o Chega, o colocam por escrito -, em áreas como a agricultura, a restauração ou os lares.** Ou pelos milhões com que engordam a Segurança Social. Ou pelos bebés que rejuvenescem a natalidade em perda. **É na integração e na representação política que mais se falha.**

    > O número oficial, confirmado pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) ao Expresso, ainda não está explanado em nenhum relatório mas é **já certo que os cidadãos estrangeiros com autorização de residência em Portugal são atualmente cerca de 10% da população nacional** – fazendo fé arredondada que entre entradas e saídas, nascimentos e mortes, o país mantém-se com os dez milhões de moradores.

    > A marca, a mais elevada desde sempre, foi atingida ainda no fim de 2023, e desde então só cresceu, sendo as nacionalidades mais representativas, por ordem de importância, o Brasil, a Ucrânia, o Reino Unido, Angola e Cabo Verde. Em matéria de entradas anuais – cerca de 300 mil no ano passado – crescem em representatividade o Nepal, o Bangladesh e a Índia. **Por dia há cerca de mil novos pedidos de legalização.**

    Respeitem as regras do sub, sff.

    1000 por dia é muita fruta. O mercado imobiliario tão cedo não fica com a corda ao pescoço. Em última instância, agora é boa altura para entrar no negócio das tendas.

  2. Podem concordar ou não, mas a opinião com que fico é esta:

    Portugal tem (entre muitos) 3 problemas graves, que são uma população cada vez mais envelhecida, uma taxa de emigração alta entre os jovens e baixos níveis de natalidade.

    Ora, os imigrantes acabam por ajudar a solucionar parte do problema. Permitindo um maior número de nascimentos e contribuições importante para a sustentabilidade da segurança social.

    Contudo, eu acho que qualquer governo deve empreender medidas imediatas e fundamentais a curto prazo, que promovam a natalidade e permitam parar com a sangria de população jovem.

    Eu acho que só assim, faz sentido falar-se em quotas de imigração.

    E quando falo em quotas de imigração, falo numa imigração mais controlada e que tenha em mente pessoas que estejam à procura de uma vida melhor, não na sua maioria imigrantes mais ricos que vêm cá comprar casa para passar férias a cada 2 anos.

  3. Um estudo recente nos Países Baixos demonstrou que a imigração era positiva a nível fiscal, mas quando foram avaliar os diferentes grupos de imigrantes, chegaram à conclusão que só contribuam positivamente os imigrantes da UE, EUA, UK, Japão e Indonésia. Todos os outros imigrantes tinham uma contribuição fiscal negativa. Quem tinha a maior contribuição negativa eram os refugiados.

    A imigração em Portugal tentar solucionar um problema que os governos sucessivos não querem resolver, que é a falta de condições para os portugueses terem uma vida decente e conseguirem ter filhos do ponto de vista financeiro.

    Conheço muitos casais que não têm mais que um filho porque o dinheiro não chega para mais. Na realidade nem tinham dinheiro para um filho, mas estavam dispostos a sofrer para poder ter um filho.

    A imigração só vem piorar a situação dos jovens Portugueses, que não conseguem comprar uma casa, e têm uma pressão salarial por causa dos imigrantes.

  4. Um milhão aqueles que ainda são estrangeiros, acrescenta aí aqueles a quem já lhes deram o cartão e “deixaram de ser”, o número vai ser bem diferente…

  5. A parte que me causa menos contrariedade é a evidência que Portugal precisa efetivamente de imigrantes, no entanto, acho que estamos a chegar ao limite, um milhão de imigrantes já é um número mais do que necessário.

    A parte que me causa efetivamente muita preocupação são as leis que regulam a imigração, principalmente a forma como é atribuída a nacionalidade e os direitos que passam a ter e a não existência de quotas, aqui reside o verdadeiro problema, ao qual acresce a pressão que tal fenómeno coloca na habitação.

  6. Portugal precisa de suportar o sistema de pensões.

    Portugal precisa de pessoas que aceitem baixos ordenados e condições de trabalho deploráveis para manter à tona a sua economia de baixo valor acrescentado.

    Os imigrantes resolvem estes 2 problemas.

    Há custa de estourar tudo há volta: habitação (!!!), saúde, educação, transportes, segurança, cultura,…

    Há outra solução para Portugal? Provavelmente não.

    Estamos num mercado europeu e as camadas mais jovens têm mais competências e perspectivas que as anteriores. Face à situação do país simplesmente vão-se embora para onde há mais condições.

    E com os Jovens vai a natalidade que já estava pelas ruas da amargura devido à evolução natural da sociedade.

    Goodbye and thank you for all the fish

  7. As empresas esfregam as mãos , carne para canhão a preço da uva mijona . A esquerda bate palmas porque o mais correcto é aceitar imigrantes, seja qual for o custo e a direita apoia o patronato. O tuga que é contra a imigração desmesurada não pode dar opinião , ou r racista ou facho.

  8. O que é que é “Portugal”? É os empresários donos das plantações ou empreiteiras que têm acesso a mão-de-obra cada vez mais barata a viver em condições cada vez piores? Ou é os trabalhadores dos cafés e das caixas que vêem os seus salários a estagnar? O debate da imigração em Portugal é tão básico e movido à base de emoção que até aflige e o mais bizarro de tudo isto é que tanto os nossos partidos de esquerda como de direita estão unidos no apoio às nossas políticas de imigração que mais nenhum cidadão alheio compreende.

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