Depois de mais uma grande noite europeia, despediu-se o treinador que deu ao meu clube os 90 minutos de maior gloria da sua historia
Descansa em paz
Já não se fazem bigodes como antigamente. Que descanse em paz
E agora quem vai treinar o Braga?
o Artur ficara na historia como idolo como jogador no Benfica onde foi um dos maiores jogadores da historia do clube (e um dos maiores idolos do meu Pai) e como idolo do FC Porto como treinador, deu a primeira grande gloria europeaia ao clube
Um dos grandes da década de ouro da Académica de Coimbra, 59/69. Um abraço solidário à família, principalmente ao sobrinho Namora, as histórias que ele contava do pai e do mister Artur são fantásticas.
Não era por acaso que lhe chamavam Rei Artur. Rei porque, enquanto avançado e temível homem de área, brilhou na Académica e no Benfica entre títulos coletivos e de melhor marcador do Campeonato. Rei porque, enquanto técnico ainda em início de carreira, conseguiu catapultar a equipa do FC Porto a patamares nunca antes vistos com a conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Rei porque, ao longo de todo o trajeto, passou por outros clubes grandes, abriu a porta da Europa via PSG e foi selecionador nacional já depois de ter estado num Europeu pela Suíça. Artur Jorge, o Rei Artur, **morreu**
Nascido no Porto, Artur Jorge, um jogador e uma pessoa à parte que desde pequeno foi sabendo trabalhar o que tinha de menos desenvolvido (como o pé esquerdo) entre um genuíno gosto pelo conhecimento, teve um percurso “anormal” perante aquilo que deveria ter sido. Expliquemos: aposta de José Maria Pedroto para o FC Porto, sagrou-se campeão nacional de juniores frente ao Sporting, mereceu as primeiras chamadas às seleções jovens mas teve depois duas contrariedades que lhe mudaram a carreira e a vida: a morte da mãe, que fez com que se fechasse no quarto sem querer treinar admitindo mesmo deixar o futebol, e uma lesão depois de ter sido chamado por Otto Glória aos seniores portistas. **Aí, surgiu a Académica.** Durante essa paragem, Artur Jorge candidatou-se à faculdade e entrou no curto de Filosofia na Universidade de Coimbra, o que fez com que pedisse ao FC Porto para ser emprestado à Briosa. Os azuis e brancos, perante a proposta, acabaram por compreender e aceitar
Como jogador conquistou Portugal, como treinador ganhou a Europa. Depois da passagem como técnico adjunto do V. Guimarães e pelo Belenenses, Artur Jorge deu nas vistas no Portimonense durante dois anos e foi o escolhido por Pinto da Costa para assumir o cargo que tinha sido deixado de forma precoce e inesperada por José Maria Pedroto por doença. O “discípulo” cumpriu o desígnio do Zé do Boné e, entre Campeonatos e Taças de Portugal, comandou o FC Porto à conquista do primeiro título europeu dos dragões na final de Viena frente ao Bayern em 1987, dando início a um caminho que teve ainda passagens por PSG, Benfica ou Seleção, entre vários outros cargos.
Um dos principais responsáveis pela sabotagem interna do Benfica na década de 90, e do consequente descalabro total. Ele e o merdas do Damásio.
Espetaram enorme facada no Toni e nos adeptos, destruindo uma grande equipa para nada e lançando o Benfica para uma ecatombe nos próximos 15 anos.
Rip ao homem, o profissional não deixa saudades.
Como benfiquista, tenho zero simpatia por um sujeito que participou activamente para destruir o meu clube.
Condolências à familia, que certamente estará a sofrer neste momento, mas não consigo ter pena por ele.
Antiga gloria da Academica onde jogou ao lado do Toni e Mario Wilson.
correcao: O Mario Wilson foi treinador dos dois na Academica na decada de 60 do seculo passado. Uma equipa temivel dizem.
Goste-se ou não, é uma lenda do futebol português, e passou largos anos do fim de vida relativamente escondido (ao contrário de muita gente “do futebol”, que pouco ou nada percebe em comparação a este homem mas passa a vida na rádio/televisão).
ate no dia da sua morte os doentes do costume não ganham vergonha na cara.
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Depois de mais uma grande noite europeia, despediu-se o treinador que deu ao meu clube os 90 minutos de maior gloria da sua historia
Descansa em paz
Já não se fazem bigodes como antigamente. Que descanse em paz
E agora quem vai treinar o Braga?
o Artur ficara na historia como idolo como jogador no Benfica onde foi um dos maiores jogadores da historia do clube (e um dos maiores idolos do meu Pai) e como idolo do FC Porto como treinador, deu a primeira grande gloria europeaia ao clube
Um dos grandes da década de ouro da Académica de Coimbra, 59/69. Um abraço solidário à família, principalmente ao sobrinho Namora, as histórias que ele contava do pai e do mister Artur são fantásticas.
Não era por acaso que lhe chamavam Rei Artur. Rei porque, enquanto avançado e temível homem de área, brilhou na Académica e no Benfica entre títulos coletivos e de melhor marcador do Campeonato. Rei porque, enquanto técnico ainda em início de carreira, conseguiu catapultar a equipa do FC Porto a patamares nunca antes vistos com a conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Rei porque, ao longo de todo o trajeto, passou por outros clubes grandes, abriu a porta da Europa via PSG e foi selecionador nacional já depois de ter estado num Europeu pela Suíça. Artur Jorge, o Rei Artur, **morreu**
Nascido no Porto, Artur Jorge, um jogador e uma pessoa à parte que desde pequeno foi sabendo trabalhar o que tinha de menos desenvolvido (como o pé esquerdo) entre um genuíno gosto pelo conhecimento, teve um percurso “anormal” perante aquilo que deveria ter sido. Expliquemos: aposta de José Maria Pedroto para o FC Porto, sagrou-se campeão nacional de juniores frente ao Sporting, mereceu as primeiras chamadas às seleções jovens mas teve depois duas contrariedades que lhe mudaram a carreira e a vida: a morte da mãe, que fez com que se fechasse no quarto sem querer treinar admitindo mesmo deixar o futebol, e uma lesão depois de ter sido chamado por Otto Glória aos seniores portistas. **Aí, surgiu a Académica.** Durante essa paragem, Artur Jorge candidatou-se à faculdade e entrou no curto de Filosofia na Universidade de Coimbra, o que fez com que pedisse ao FC Porto para ser emprestado à Briosa. Os azuis e brancos, perante a proposta, acabaram por compreender e aceitar
Como jogador conquistou Portugal, como treinador ganhou a Europa. Depois da passagem como técnico adjunto do V. Guimarães e pelo Belenenses, Artur Jorge deu nas vistas no Portimonense durante dois anos e foi o escolhido por Pinto da Costa para assumir o cargo que tinha sido deixado de forma precoce e inesperada por José Maria Pedroto por doença. O “discípulo” cumpriu o desígnio do Zé do Boné e, entre Campeonatos e Taças de Portugal, comandou o FC Porto à conquista do primeiro título europeu dos dragões na final de Viena frente ao Bayern em 1987, dando início a um caminho que teve ainda passagens por PSG, Benfica ou Seleção, entre vários outros cargos.
Um dos principais responsáveis pela sabotagem interna do Benfica na década de 90, e do consequente descalabro total. Ele e o merdas do Damásio.
Espetaram enorme facada no Toni e nos adeptos, destruindo uma grande equipa para nada e lançando o Benfica para uma ecatombe nos próximos 15 anos.
Rip ao homem, o profissional não deixa saudades.
Como benfiquista, tenho zero simpatia por um sujeito que participou activamente para destruir o meu clube.
Condolências à familia, que certamente estará a sofrer neste momento, mas não consigo ter pena por ele.
Antiga gloria da Academica onde jogou ao lado do Toni e Mario Wilson.
correcao: O Mario Wilson foi treinador dos dois na Academica na decada de 60 do seculo passado. Uma equipa temivel dizem.
Goste-se ou não, é uma lenda do futebol português, e passou largos anos do fim de vida relativamente escondido (ao contrário de muita gente “do futebol”, que pouco ou nada percebe em comparação a este homem mas passa a vida na rádio/televisão).
ate no dia da sua morte os doentes do costume não ganham vergonha na cara.
RIP