
[https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2024/02/23/gouveia-e-melo-seria-completamente-inaceitavel-um-protesto-de-rua-dos-militares/368026/](https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2024/02/23/gouveia-e-melo-seria-completamente-inaceitavel-um-protesto-de-rua-dos-militares/368026/)
Os militares não têm direito à greve, e mesmo um protesto destes já parece estar a levantar alguma inquietude entre os cidadãos, fica aqui a posição do Almirante quanto a um possível protesto de rua militar.
by NoNeedleworker2303
17 comments
Ouviram aqui primeiro, Gouveia e Melo é contra o 25 de abril /s
Talvez se fosse Soldado Gouveia e Melo a opinião não fosse igual 😎👍
O Capitão Iglo que vá passear nos seus navios a afundar.
Os polícias também se podem manifestar em todo o lado, menos no capitólio no dia do debate, isso é que não.
Not in my backyard.
Lei Orgânica n.º 2/2009, TÍTULO I, CAPÍTULO II, Artigo 16.º:
>Dever de **lealdade**
1 — O dever de lealdade consiste em guardar e fazer guardar a Constituição e demais leis e no desempenho de funções em subordinação aos objetivos de serviço na perspetiva da prossecução das missões das Forças Armadas.
2 — Em cumprimento do dever de lealdade incumbe ao militar, designadamente:
**a) Não manifestar de viva voz, por escrito ou por qualquer outro meio, ideias contrárias à Constituição ou ofensivas dos órgãos de soberania e respetivos titulares, das instituições militares e dos militares em geral ou, por qualquer modo, prejudiciais à boa execução do serviço ou à disciplina das Forças Armadas;**
b) (…);
c) (…);
**d) Não tomar parte em manifestações coletivas atentatórias da disciplina, entendendo-se como tais as que ponham em risco a coesão e disciplina das Forças Armadas, nem promover ou autorizar iguais manifestações;**
e) (…);
f) (…).
Qualquer protesto por parte de militares seria um direito atentado ao dever de lealdade inscrito na lei.
Este pessoal não entende minimamente os compromissos que assumem ao ir para uma carreira destas, senhores não é uma caixa de supermercado nem tirar cafés, é das funções mais basilares de um estado
Qualquer pessoa que não entenda os problemas de uma manifestação de militares só tem um adjectivo: burro.
Sinceramente já cansa este ódio generalizado pelas forças armadas e pelas forças de segurança.
Quando são os médicos a fechar urgências com as suas greves tudo bem ,mas cuidado se a polícia sai à rua para se manifestar é um escândalo.
Meus amigos as forças de segurança e as forças armadas estão num estado lastimável ,e o povo concorda que assim estejam .
Mas quando a merda der para o torto chamem pela mãe pode ser que corra bem.
O 25 de Abril também foi “completamente inaceitável” e uma insubordinação de todo o tamanho. Who cares? Noboby, Melo. Nobody.
Se o presidente actual não fala, tem de vir o próximo falar.
O protesto de 25 de abril de 1974 tambem é inaceitavel?
Mostra bem o grave estado da república.
Capitão Iglo bem. Apenas a dizer o óbvio.
Legião estrangeira portuguesa incoming…
Para quem conhece o mínimo da história recente do nosso país sabe que o antigo regime caiu por menos e a elite que se ocupou do estado também lembra muito a bolha do antigo regime – completamente alienados das necessidades da sociedade.
Os militares e outras forças de segurança também são pessoas como qualquer um e devem ter direito a protestar tal como qualquer português.
O Almirante deve se ter esquecido que a nossa democracia só existe porque um grupo de militares não seguiram as ordens de quem estava acima deles e trouxeram liberdade aos portugueses. Se o Sr. Gouveia e Melo está tão chateado com a ideia de um protesto de militares talvez devia pensar em olhar para os que estão no seu comando e ver se não têm pontos que podem melhorar as suas condições de trabalho mas claro, “mandar bitítes” é mais fácil.
Qual é a dúvida? Ele já tinha mostrado bastante firmeza quando os outros marinheiros se recusaram a cumprir ordens.
Infelizmente muita gente é que não entende nada do que significa o estatuto militar ou o estatuto de força policial e os deveres que isso implicam.
A ironia máxima é que estão a pedir um suplemento de missão que a PJ recebe exactamente para compensar os deveres acrescidos e limitação de direitos.
E se há malta que se pode queixar de receber mal, são mesmo os militares (pelo menos os rasos)