A grande “família” do Chega

by Kein_Wunsch

12 comments
  1. O artigo até pode ser pago, mas o nome do autor não fica aqui o twitter dele.
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    A obsessão da personagem pela “extrema-direita” é demais. É triste quando um “jornalista” não tem o mínimo de neutralidade. Uma vergonha para a profissão.

    Este foi o mesmo palhaço que não se calava com o CHEGA no 5.º Congresso dos Jornalistas, estava se ali para falar do futuro da profissão, mas a personagem só queria falar do partido, alias culpava o CHEGA pela crise do jornalismo.

  2. O artigo é um florilégio bastante bem esgalhado das personalidades que apoiam o CH com donativos. Vale a pena ler. Para quem não pode, algumas passagens:

    > “Quem manda é o povo e não as elites que nos governam.” A frase de André Ventura, qual mantra, serve para todas as estações e eleições desde que o Chega foi fundado, em Abril de 2019. Mas certas elites empresariais e financeiras não fizeram caso disso, nem o apoio e simpatia pelo Chega nessas áreas é novidade. Já a dimensão e variedade, talvez.

    > Os donativos oficiais de membros dos clãs Mello e Champalimaud, de João Bravo (líder na venda de armas e equipamento militar ao Estado), de Miguel Costa Félix (imobiliário e turismo), e de Jorge Ortigão Costa (grupo Sogepoc) superavam, pelo menos até meados de 2022, 40 mil euros. No mesmo período, Salvador Posser de Andrade (Coporgest, imobiliário, antigo vice-presidente do Chega), a família Pedrosa (grupo Barraqueiro) e o empresário de transportes José Paulo Duarte, transferiram perto de 19 mil euros.

    > O empresário e gestor Miguel Sommer Champalimaud (10 mil euros) esteve implicado na tentativa de golpe spinolista da “maioria silenciosa”, a 28 de Setembro de 1974. Francisco Van Uden (100 euros), monárquico na linha de sucessão ao trono e ex-comando com carreira na área imobiliária, foi chefe operacional do ELP (Exército de Libertação de Portugal), braço da rede terrorista citada. 

    > Luís Aguiar de Matos, engenheiro, criador de cavalos e antigo vice-presidente do Sporting na direcção de Sousa Cintra (1989-1991), partilha nas redes sociais fotografias e referências a Salazar, “honesto dirigente”. Em 2021, votou Chega por, entre outras razões, querer “um sistema de saúde livre da patética ideologia de esquerda, privilegiando os doentes, dando resposta eficiente em vez de tratar de abortos, drogados, bêbados e pessoas que querem mudar de sexo”. 

    > Sargento pára-quedista aposentado, artista plástico, Cândido de Oliveira adoptou o pseudónimo literário Cândido Arouca para escrever romances com títulos como O Amor não pára p’ra jantar. Integrou as listas do movimento Nós Cidadãos nas legislativas de 2015, encabeçou a lista do Chega à Câmara de Aveiro (2021), é dirigente distrital e conselheiro nacional. A propósito dos ordenados da classe política, escreveu, no seu Facebook: “Só o cano frio da espingarda encostado à testa é capaz de impor algum respeito.”

  3. Só quem é muito ingénuo sobre a política é que fica impressionado com isto.

    Qualquer personalidade, família ou empresa influente fazem doações aos principais partidos do arco de governação, ou seja, PS e PSD.
    O Chega com a sua ascensão a terceiro maior partido e com uma percentagem grande que se avizinha pelas sondagens, do ponto de vista do lobby faz sentido a quem já doa ao PS e PSD comece também a doar ao Chega.

  4. A lista é pública, vai lá ver quem apoia o Chega através de donativos e toma a tua decisão… uma cena super normal alguém viu também outros partidos? Porque não é tema também?

    Acho que a transparência e abertura ao público debates e decisões é melhor ataque à corrupção.

    Quanto ao artigo ficava melhor ao jornal público fazer um estudo de todas as famílias nos partidos e se realmente queriam fazer um serviço público, desculpe lá redundância, colocavam sem paywall, eles sabem, que o tema chega vende bem

  5. Gostava de ver o mesmo escrutínio aplicado ao PS… 🙂

  6. Adeptos do Ch:

    “PoRqUê QuE nÃo FaZeM o MeSmO aOs OuTrOs PaRtIdOs?”

    “Os OuTrOs SãO IgUaIs”

    🤡🤡🤡

  7. Aproximam-se as eleições, começa a campanha anti-chega.
    Prevejo uma grande reportagem na véspera das eleições.

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