> Perante o cenário em que a Aliança Democrática perde as legislativas no domingo, mas a Direita tem maioria no Parlamento, o jornal Expresso escreve que Marcelo Rebelo de Sousa não irá aceitar um primeiro-ministro que substitua Luís Montenegro.
> Isto porque Montenegro já garantiu que, se perder, **não governa** e também não derruba o Governo do partido que ganhou para apresentar uma alternativa de Direita (com IL ou Chega).
> Assim sendo, o líder do PSD aplicará o princípio de que **não pode ser primeiro-ministro quem não foi a votos**. Mas e se os sociais-democratas o substituírem? É um ‘não’ para Marcelo.
> O Presidente rejeitará essa solução, da mesma forma que **não aceitou a proposta de substituição de António Costa por Mário Centeno**.
> Marcelo também fará tudo o que puder para evitar que o Chega integre um Governo.
> Para já, o Presidente da República só antevê um Governo formado pelo partido que vencer as eleições.
>> Marcelo também fará tudo o que puder para evitar que o Chega integre um Governo.
A tal democracia do bem
> Isto porque Montenegro já garantiu que, se perder, **não governa** e também não derruba o Governo do partido que ganhou para apresentar uma alternativa de Direita (com IL ou Chega).
Supondo que não fazem acordos com o Chega, isto parece-me uma não-questão. A IL vai ter certamente menos deputados do que os partidos à esquerda do PS, portanto (excluindo o Chega) só é possível a direita ter o maior bloco parlamentar se a AD vencer as eleições.
> Marcelo também fará tudo o que puder para evitar que o Chega integre um Governo.
Tão democrático que ele anda
Isto estava óbvio desde o início. O Marcelo esteve mal em não clarificar isto antes, só serviu para a Esquerda explorar o papão do Chega e insuflar o eleitorado do Chega de que o seu voto não seria inutil.
Não voto não Chega.
Mas isto cheira um bocado antidemocratico, para não dizer outra coisa.
Então as legislativas não servem para eleger politicos e depois quem vence é que cria o governo? Qual é o problema do 1º ministro ser outro, se for dentro do mesmo partido/aliança?
O marcelo muito gosta de chafurdar na merda que ele mesmo cria…
Marcelo a fazer campanha pelo PSD no último dia antes das eleições. Classe.
Porra.
Mas é só em Portugal que este tipo de conversa anti-democrática passa na comunicação social como algo sensato ou racional?
Tudo bem que somos uma república democrática, mas a imparcialidade do presidente tem de ser mais notória do que isto, senão começamos a roçar em autocracias de bem, que tanto receiam do AV e de chega.
Já vi malta a ser chamada de fascista por menos.
O Marcelo não deveria é aceitar mais geringonças, haja responsabilidade de quem suporte o poder, seja esquerda ou direita.
Mas vindo do gajo que só se preocupa com abraços e beijinhos já não se espera muito.
Acho muito bem e democrático. E é nesse espírito democrático que concordo que o Chega deve ser igualmente democrático se um dia governar, e impedir os outros partidos de participar no processo democrático e abolir o Presidente da República. Para manter os valores democráticos do respeito pelos outros e pela pluralidade. Certamente será aceitável.
>O Presidente rejeitará essa solução, da mesma forma que não aceitou a proposta de substituição de António Costa por Mário Centeno.
Além de estar a ser consistente nesse aspeto também compreendo um bocado a situação.
Se foi o Montenegro o cabeça de lista da AD, foi quem debateu, discursou, fez campanha e tem a sua interpretação da ideologia da AD é ele que tem de tomar poder e não outra pessoa. Aliás dentro da AD, e principalmente do PSD, não é garantido que a pessoa que troque lugar com o Montenegro tenha as mesmas ideias. Haver diferenças de ideias dentro de um partido não é novidade nenhuma.
Essa possibilidade é de certo modo anti democrático.
O Marcelo há muito que não fazia das dele.
Um cenário após legislativas é completamente diferente do cenário em que foi proposto o Centeno para primeiro ministro.
O governo caiu por um caso de corrupção, alegadamente.
Se existir uma maioria de direita foi porque o povo a escolheu.
Nesse cenário diria que propor um governo AD + CHEGA será problema da AD e do CHEGA. Se representarem uma maioria o Marcelo só tem de comer e calar.
Não representa esses votos nem tem de se exprimir por eles. Muito menos a dois dias das eleições para condicionar o voto.
Serviço péssimo à democracia. Já me tinha esquecido o quão mau presidente é ao andar tão calado.
Não surpreende.
Preparem-se para a choradeira do AV 🍿🍿🍿
A teoria das “Forças vivas” já foi o catano
E acho muito bem, era o que faltava.
Tendo em conta que é o presidente que dá posse ao governo, fico contente que o Marcelo clarifique antes das eleições quais serão as suas decisões, assim os eleitores já sabem em que estão a votar e os partidos depois não podem acusar o presidente de estar a decidir contra a vontade do eleitorado.
Republica das bananas. As pessoas não votam em primeiros ministros nem há “1 partido vencedor” nas eleições.
Esta conversa e o ultraje que houve com a geringonça (que em qualquer lado do mundo se chama ✨maioria parlamentar ✨ou coligação) mostra o quão desfasada está a ideia daquilo que temos e aquilo que realmente temos na cabeça do pessoal. Ter o PR a ir na onda é ainda mais parvo. As pessoas elegem deputados e os deputados devem formar governo. Ter o PR a fazer birra em relação a isto é impressionante.
Eu acredito que este timing é SUS e só vai dar mais força ao CHEGA no futuro.
Vamos ser honestos o governo que for governar agora é para limpar a merda que os boys andaram a fazer e o Montenegro vai ser mais um Passos Coelho. Só vão alimentar ainda mais o bicho papão do CHEGA para o próximo governo. Se deixassem o CHEGA fazer esse papel estava da porta fora em 3 meses e nunca mais isso ouvir falar de André Ventura
Ainda que o Montenegro se demitisse, teria que haver um congresso para eleger um novo líder.
Ninguém no partido ia indicar um candidato a primeiro ministro que não tivesse sido eleito pelos militantes. E esse processo demoraria vários meses.
19 comments
> Perante o cenário em que a Aliança Democrática perde as legislativas no domingo, mas a Direita tem maioria no Parlamento, o jornal Expresso escreve que Marcelo Rebelo de Sousa não irá aceitar um primeiro-ministro que substitua Luís Montenegro.
> Isto porque Montenegro já garantiu que, se perder, **não governa** e também não derruba o Governo do partido que ganhou para apresentar uma alternativa de Direita (com IL ou Chega).
> Assim sendo, o líder do PSD aplicará o princípio de que **não pode ser primeiro-ministro quem não foi a votos**. Mas e se os sociais-democratas o substituírem? É um ‘não’ para Marcelo.
> A hipótese tem sido levantada pelo próprio André Ventura, que tem dito que [só haverá um Governo estável em Portugal com o Chega](https://sicnoticias.pt/especiais/eleicoes-legislativas/2024-03-08-Ventura-diz-que-PSD-sera-culpado-de-ingovernabilidade-se-recusar-acordo-com-Chega-c745edbc), e que até equacionou a saída de Luís Montenegro – que se mantém contra esse acordo.
> O Presidente rejeitará essa solução, da mesma forma que **não aceitou a proposta de substituição de António Costa por Mário Centeno**.
> Marcelo também fará tudo o que puder para evitar que o Chega integre um Governo.
> Para já, o Presidente da República só antevê um Governo formado pelo partido que vencer as eleições.
>> Marcelo também fará tudo o que puder para evitar que o Chega integre um Governo.
A tal democracia do bem
> Isto porque Montenegro já garantiu que, se perder, **não governa** e também não derruba o Governo do partido que ganhou para apresentar uma alternativa de Direita (com IL ou Chega).
Supondo que não fazem acordos com o Chega, isto parece-me uma não-questão. A IL vai ter certamente menos deputados do que os partidos à esquerda do PS, portanto (excluindo o Chega) só é possível a direita ter o maior bloco parlamentar se a AD vencer as eleições.
> Marcelo também fará tudo o que puder para evitar que o Chega integre um Governo.
Tão democrático que ele anda
Isto estava óbvio desde o início. O Marcelo esteve mal em não clarificar isto antes, só serviu para a Esquerda explorar o papão do Chega e insuflar o eleitorado do Chega de que o seu voto não seria inutil.
Não voto não Chega.
Mas isto cheira um bocado antidemocratico, para não dizer outra coisa.
Então as legislativas não servem para eleger politicos e depois quem vence é que cria o governo? Qual é o problema do 1º ministro ser outro, se for dentro do mesmo partido/aliança?
O marcelo muito gosta de chafurdar na merda que ele mesmo cria…
Marcelo a fazer campanha pelo PSD no último dia antes das eleições. Classe.
Porra.
Mas é só em Portugal que este tipo de conversa anti-democrática passa na comunicação social como algo sensato ou racional?
Tudo bem que somos uma república democrática, mas a imparcialidade do presidente tem de ser mais notória do que isto, senão começamos a roçar em autocracias de bem, que tanto receiam do AV e de chega.
Já vi malta a ser chamada de fascista por menos.
O Marcelo não deveria é aceitar mais geringonças, haja responsabilidade de quem suporte o poder, seja esquerda ou direita.
Mas vindo do gajo que só se preocupa com abraços e beijinhos já não se espera muito.
Acho muito bem e democrático. E é nesse espírito democrático que concordo que o Chega deve ser igualmente democrático se um dia governar, e impedir os outros partidos de participar no processo democrático e abolir o Presidente da República. Para manter os valores democráticos do respeito pelos outros e pela pluralidade. Certamente será aceitável.
>O Presidente rejeitará essa solução, da mesma forma que não aceitou a proposta de substituição de António Costa por Mário Centeno.
Além de estar a ser consistente nesse aspeto também compreendo um bocado a situação.
Se foi o Montenegro o cabeça de lista da AD, foi quem debateu, discursou, fez campanha e tem a sua interpretação da ideologia da AD é ele que tem de tomar poder e não outra pessoa. Aliás dentro da AD, e principalmente do PSD, não é garantido que a pessoa que troque lugar com o Montenegro tenha as mesmas ideias. Haver diferenças de ideias dentro de um partido não é novidade nenhuma.
Essa possibilidade é de certo modo anti democrático.
O Marcelo há muito que não fazia das dele.
Um cenário após legislativas é completamente diferente do cenário em que foi proposto o Centeno para primeiro ministro.
O governo caiu por um caso de corrupção, alegadamente.
Se existir uma maioria de direita foi porque o povo a escolheu.
Nesse cenário diria que propor um governo AD + CHEGA será problema da AD e do CHEGA. Se representarem uma maioria o Marcelo só tem de comer e calar.
Não representa esses votos nem tem de se exprimir por eles. Muito menos a dois dias das eleições para condicionar o voto.
Serviço péssimo à democracia. Já me tinha esquecido o quão mau presidente é ao andar tão calado.
Não surpreende.
Preparem-se para a choradeira do AV 🍿🍿🍿
A teoria das “Forças vivas” já foi o catano
E acho muito bem, era o que faltava.
Tendo em conta que é o presidente que dá posse ao governo, fico contente que o Marcelo clarifique antes das eleições quais serão as suas decisões, assim os eleitores já sabem em que estão a votar e os partidos depois não podem acusar o presidente de estar a decidir contra a vontade do eleitorado.
Republica das bananas. As pessoas não votam em primeiros ministros nem há “1 partido vencedor” nas eleições.
Esta conversa e o ultraje que houve com a geringonça (que em qualquer lado do mundo se chama ✨maioria parlamentar ✨ou coligação) mostra o quão desfasada está a ideia daquilo que temos e aquilo que realmente temos na cabeça do pessoal. Ter o PR a ir na onda é ainda mais parvo. As pessoas elegem deputados e os deputados devem formar governo. Ter o PR a fazer birra em relação a isto é impressionante.
Eu acredito que este timing é SUS e só vai dar mais força ao CHEGA no futuro.
Vamos ser honestos o governo que for governar agora é para limpar a merda que os boys andaram a fazer e o Montenegro vai ser mais um Passos Coelho. Só vão alimentar ainda mais o bicho papão do CHEGA para o próximo governo. Se deixassem o CHEGA fazer esse papel estava da porta fora em 3 meses e nunca mais isso ouvir falar de André Ventura
Ainda que o Montenegro se demitisse, teria que haver um congresso para eleger um novo líder.
Ninguém no partido ia indicar um candidato a primeiro ministro que não tivesse sido eleito pelos militantes. E esse processo demoraria vários meses.
A historinha do Ventura não tem pés nem cabeça.