Eleicão – Os deputados Eleitos e o que teríamos se fosse por percentagem direta

by ZeToni

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  1. Como a nossa democracia funciona.

    Grandes partidos roubam votos aos pequenos partidos.

    Literalmente a única maneira de um pequeno partido ter alguma representatividade é apenas focar um grande círculo tipo Lisboa ou Porto, porque quaisquer votos que sejam feitos fora destes círculos não são sequer considerados (a não ser para estatistica).

  2. Ainda bem que não é assim. Uma sessão da assembleia em que uma dezena de partidos têm tempo de intervenção ia ser menos produtiva, e poluída com intervenções potencialmente idióticas de deputados de partido único.

  3. Não esquecer que PS e PSD votaram contra o círculo de compensação

  4. Circulo de compensação seria melhor para a assembleia que eleição direta

  5. E como ficaria se houvesse um círculo da compensação?

  6. Eleição directa é muito mais fácil, simples e justa:

    x% de votos = x% de deputados

    Não nada nada mais fácil, limpo e justo

  7. Como a democracia dos outros funciona:

    – [Limites % para se entrar no parlamento](https://en.wikipedia.org/wiki/Electoral_threshold#Europe). Se tiverem menos do que isso, não entram.

    – Grécia – O partido que ficar em 1º lugar recebe um bónus de deputados, entre 20 a 50 a mais.

    – Reino Unido – O 3º partido mais votado (Partido Liberal Democrata) teve 11,6% dos votos e 1,7% dos deputados.

  8. Alguma razão para não teres juntado AD e PSDM nas contas?

  9. A alternativa seria um modelo holandês em que há um único círculo nacional. Isto leva a maior fraccionamento do parlamento, daí pôr um mínimo de % para entrar em parlamento faria algum sentido (como a Alemanha faz). Não diria uma % tão grande quanto a da Alemanha (5%) mas algo tp 2% faria sentido.

  10. Pessoalmente acho deveria ser assim, acho que seria mais dificil haver governos … mas tb como estamos atualmente vai ser.

    Mas as coisas atualmente nao sao assim, atualmente o que funciona ou a menos a meu ver o que funcionaria eram coaligaçoes. Um Jpp/Rir/Nos prov conseguiria elegerm, um ND/ADN/E tambem. Sim podem nao eleger nada na mesma. mas ha que adaptar ao sistema que temos enquanto o temos.

  11. E ainda bem que não é assim. Eu desprezo o PAN, mas ADN ter o mesmo número de deputados justifica bem o porquê de este sistema não poder ser aplicado de forma tão linear.

    Talvez implementar um círculo de compensação fosse o ideal mediante certos requisitos, mas não trocava o atual sistema que temos por um de percentagem direta.

  12. Se fosse por percentagem direta talvez mais pessoas até votariam em pequenos partidos, ou seja, o seu número de deputados eleitos até poderia ser maior do que o mostrado na coluna corrigida desta tabela.

  13. Um sistema híbrido é mesmo o melhor. Dou-vos o exemplo do caso do meu distrito “Leiria” e esta situação que acho, no mínimo, caricata. Vamos fingir que Leiria existe só para efeitos de exemplo.

    O Ps elegeu 3 deputados, 2 dos quais são lisboetas impostos pela nacional. Que raio de democracia representativa é esta quando o PS de Leiria permite uma maioria de lisboetas figurarem nas listas… Num sistema híbrido terminava a imposição de cabeças de lista pelas nacionais digo eu. Tinha-mos uma lista nacional e uma lista local.

    Outro aspeto, aposto que se formos perguntar aos Portugueses se no ato de voto têm em mente o seu distrito ou o partido nacional, a grande maioria vai dizer que é a nacional. Em distritos mais pequenos, as pessoas nem conhecem os cabeças de lista a não ser que tenham algum mediatismo.

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