Esta é que é a verdadeira falha da democracia. Não dar a mesma importância a votos independentemente de onde se vive, reduzindo a importância do eleitor do interior, perpetuando a sua miséria.
Bem ao menos os claramente errados votos no ADN nao deram 4 deputados
Por mim bastava acabar com os ultrapassados círculos eleitorais e fazer apenas um nacional. Ou no mínimo criar um círculo de compensação como nós Açores
O problema não é o método dhondt. O problema são os círculos eleitorais.
Adiciona umas colunas para um “método d’hondt nacional”.
Vais ver que apesar de ser menos proporcional a diferença não é a abismalidade atual.
Aí o problema são os círculos eleitorais, não o método de Hondt.
Hondt a nível nacional em vez de distrital reduzia (e muito) o desperdício de votos, mas sem permitir uma anarquia parlamentar como o método proporcional.
Meteste aí à socapa os votos em branco a eleger lugares vazios.
A questão não seria mais ao contrario?
Se já estamos numa situação tão má, há beira de prolongar a crise política após estas eleições, com o método proporcional não ficaria ainda pior?
A questão também se centra na razão de ser dos círculos eleitorais, ou seja que o deputado eleito represente o distrito ou região de onde vem. Por esse método manter se ia? Ou não é importante?
Estou apenas a debater, não a criticar.
Agora acrescenta duas variantes do método proporcional: uma só com os votos de Lisboa e Porto e outra só com os votos do resto do país, só para ver uma coisa
Tudo na vida tem um propósito
Por favor aprendam o que é o método de hondt. Estou farto de ver espalhado por todo o lado rants contra o método de hondt, o nosso sistema eleitoral não é o “método de hondt”. Mesmo que o método de hondt pudesse ser substituído por outro melhor não é esse o problema do nosso sistema eleitoral
O método de Hondt serve para dar governabilidade a um sistema que já privilegia por si a representatividade. Sistemas que permitem a polaridade de partidos em órgãos legislativos usam o método de Hondt para que os partidos mais votados tenham condições de governar.
Por outro lado, sistemas como o britânico ou o americano favorecem a presença de apenas 2 partidos, ou seja, de sistemas que favorecem a governabilidade e onde a representatividade dá lugar à estabilidade governativa.
O nosso sistema usa o método de Hondt precisamente para equilibrar o excesso de representatividade que pode resultar em grande instabilidade política. No entanto, não impede o crescimento de pequenos partidos que têm a vida mais dificultada em sistemas como os de influência britânica. É no fundo um sistema de equilíbrio entre governo e representação.
Como já aqui disseram, o metodo d’ hondt faz todo o sentido, o que não faz são os circulos eleitorais. A questão é, não estará na altura de fazermos uma petição para o tema? Mas para isso é necessario que credibilizemos o metodo d hondt como positivo.
A barbaridade dos outros:
* [Limites % para se entrar no parlamento](https://en.wikipedia.org/wiki/Electoral_threshold#Europe). Se tiverem menos do que isso, não entram.
* Grécia – O partido que ficar em 1º lugar recebe um bónus de deputados, entre 20 a 50 a mais.
* Reino Unido – O 3º partido mais votado (Partido Liberal Democrata) teve 11,6% dos votos e 1,7% dos deputados.
76,22% das pessoas votaram em PSD, PS e Chega.
Vamos prejudicar 76,22% para dar a Tinos de Rans e MRPPs? Espera aí joca.
O parlamento ia ser muito melhor com mais comunistas e o tino
Concordo, o método d’hondt deveria de ser abolido. É injusto para os pequenos partidos, e apenas favorece o afunilamento da política nos mesmos de sempre porque alternativa é difícil.
Preferia que sem o mesmo, os políticos tivessem que realmente a chegar a compromissos e coligações partidárias para governar, e não tenho dúvidas que a qualidade da governação seria superior.
Reparem, com o método d’hondt, o CDS-PP e o PPM vão eleger deputados a um “custo” de votos por deputado muitíssimo mais baixo que os outros partidos, e isso não é justo.
A culpa não é do método de Hondt, mas sim dos círculos eleitorais. Com método de Hondt usado a nível nacional, como se faz com o círculo de compensação nos Açores, a distribuição não seria muito diferente daquela que tens aí.
E só para esclarecer umas coisas, o método de Hondt é proporcional. Há vários métodos de alocação e é inclusive um Teorema Matemático que nenhum é “perfeito” (há algumas propriedades intuitivas para um sistema de alocação e não é possível ter essas propriedades todas). Confesso que o método de Hondt não é o meu método preferido, mas não é assim tão mau. Prefiro ou Huntingon-Hill com 0,5% ou 1% de entrada, ou Sainte-Lague, mas estes métodos na prática diferem muito pouco do método de Hondt – nas minhas contas para 2022, dariam menos 2 deputados ao PS e PSD e +1 à IL, BE, CDS e PAN.
A Nova Direita e o MRPP entrarem na AR com 0,24% dos votos é um bocado parvo na minha opinião. O método de Hondt está bem na parte de ser dificil o 1º candidato entrar, este tem um peso muito maior que todos os outros.
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Esta é que é a verdadeira falha da democracia. Não dar a mesma importância a votos independentemente de onde se vive, reduzindo a importância do eleitor do interior, perpetuando a sua miséria.
Bem ao menos os claramente errados votos no ADN nao deram 4 deputados
Por mim bastava acabar com os ultrapassados círculos eleitorais e fazer apenas um nacional. Ou no mínimo criar um círculo de compensação como nós Açores
O problema não é o método dhondt. O problema são os círculos eleitorais.
Adiciona umas colunas para um “método d’hondt nacional”.
Vais ver que apesar de ser menos proporcional a diferença não é a abismalidade atual.
Aí o problema são os círculos eleitorais, não o método de Hondt.
Hondt a nível nacional em vez de distrital reduzia (e muito) o desperdício de votos, mas sem permitir uma anarquia parlamentar como o método proporcional.
Meteste aí à socapa os votos em branco a eleger lugares vazios.
A questão não seria mais ao contrario?
Se já estamos numa situação tão má, há beira de prolongar a crise política após estas eleições, com o método proporcional não ficaria ainda pior?
A questão também se centra na razão de ser dos círculos eleitorais, ou seja que o deputado eleito represente o distrito ou região de onde vem. Por esse método manter se ia? Ou não é importante?
Estou apenas a debater, não a criticar.
Agora acrescenta duas variantes do método proporcional: uma só com os votos de Lisboa e Porto e outra só com os votos do resto do país, só para ver uma coisa
Tudo na vida tem um propósito
Por favor aprendam o que é o método de hondt. Estou farto de ver espalhado por todo o lado rants contra o método de hondt, o nosso sistema eleitoral não é o “método de hondt”. Mesmo que o método de hondt pudesse ser substituído por outro melhor não é esse o problema do nosso sistema eleitoral
O método de Hondt serve para dar governabilidade a um sistema que já privilegia por si a representatividade. Sistemas que permitem a polaridade de partidos em órgãos legislativos usam o método de Hondt para que os partidos mais votados tenham condições de governar.
Por outro lado, sistemas como o britânico ou o americano favorecem a presença de apenas 2 partidos, ou seja, de sistemas que favorecem a governabilidade e onde a representatividade dá lugar à estabilidade governativa.
O nosso sistema usa o método de Hondt precisamente para equilibrar o excesso de representatividade que pode resultar em grande instabilidade política. No entanto, não impede o crescimento de pequenos partidos que têm a vida mais dificultada em sistemas como os de influência britânica. É no fundo um sistema de equilíbrio entre governo e representação.
Como já aqui disseram, o metodo d’ hondt faz todo o sentido, o que não faz são os circulos eleitorais. A questão é, não estará na altura de fazermos uma petição para o tema? Mas para isso é necessario que credibilizemos o metodo d hondt como positivo.
A barbaridade dos outros:
* [Limites % para se entrar no parlamento](https://en.wikipedia.org/wiki/Electoral_threshold#Europe). Se tiverem menos do que isso, não entram.
* Grécia – O partido que ficar em 1º lugar recebe um bónus de deputados, entre 20 a 50 a mais.
* Reino Unido – O 3º partido mais votado (Partido Liberal Democrata) teve 11,6% dos votos e 1,7% dos deputados.
76,22% das pessoas votaram em PSD, PS e Chega.
Vamos prejudicar 76,22% para dar a Tinos de Rans e MRPPs? Espera aí joca.
O parlamento ia ser muito melhor com mais comunistas e o tino
Concordo, o método d’hondt deveria de ser abolido. É injusto para os pequenos partidos, e apenas favorece o afunilamento da política nos mesmos de sempre porque alternativa é difícil.
Preferia que sem o mesmo, os políticos tivessem que realmente a chegar a compromissos e coligações partidárias para governar, e não tenho dúvidas que a qualidade da governação seria superior.
Reparem, com o método d’hondt, o CDS-PP e o PPM vão eleger deputados a um “custo” de votos por deputado muitíssimo mais baixo que os outros partidos, e isso não é justo.
A culpa não é do método de Hondt, mas sim dos círculos eleitorais. Com método de Hondt usado a nível nacional, como se faz com o círculo de compensação nos Açores, a distribuição não seria muito diferente daquela que tens aí.
E só para esclarecer umas coisas, o método de Hondt é proporcional. Há vários métodos de alocação e é inclusive um Teorema Matemático que nenhum é “perfeito” (há algumas propriedades intuitivas para um sistema de alocação e não é possível ter essas propriedades todas). Confesso que o método de Hondt não é o meu método preferido, mas não é assim tão mau. Prefiro ou Huntingon-Hill com 0,5% ou 1% de entrada, ou Sainte-Lague, mas estes métodos na prática diferem muito pouco do método de Hondt – nas minhas contas para 2022, dariam menos 2 deputados ao PS e PSD e +1 à IL, BE, CDS e PAN.
A Nova Direita e o MRPP entrarem na AR com 0,24% dos votos é um bocado parvo na minha opinião. O método de Hondt está bem na parte de ser dificil o 1º candidato entrar, este tem um peso muito maior que todos os outros.
Já agora, vídeo sobre métodos de alocação: [https://youtu.be/GVhFBujPlVo?si=NAbes59f0gWlT1UJ](https://youtu.be/GVhFBujPlVo?si=NAbes59f0gWlT1UJ)