Mãe de cadete da Escola Naval relata abusos físicos e psicológicos sobre o filho

7 comments
  1. Se por algum acaso terem de ir para um cenário de guerra com toda a certeza que o ambiente vai ser mais calmo e descontraído.

    Os tais abusos físicos e psicológicos fazem parte da formação de um militar, ainda mais de um que vai para oficial assim que sair da escola naval, chefiar um conjunto de militares.

    Podem também entrevistar uma qualquer mãe cujo o filho realizou o curso de fuzileiro o que sentia quando lavava a roupa ao final da semana cheia de sangue.

  2. Vou dizer o que penso, porque já passei por lá, sei do que a mãe do “cadete” se queixa.

    Amigos, não há relvados vencedores sem remover ervas daninhas enquanto o mesmo ainda cresce. Se alguém é sujeito seja aquilo que for dentro dos limites da decência humana, e não aguenta. Por favor só tem de se retirar. A vida militar não é para meninos da mamã.
    Abusos físicos é normal, é a tropa. Abusos psicológicos ainda mais normal.

    Quando toda a gente olha com respeito para o vice-almirante Gouveia e Melo, é porque ele se formou numa instituição militar que o fez passar por um processo de crescimento individual em que na altura dele provavelmente foi submetido a testes piores. E o resultado está à vista. Um militar completamente controlado com um discurso coerente, pronto para terminar a missão que lhe foi confiada.

    Agora, imaginemos que este rapaz de quem a mãe se queixa é deixado “passar”, e ninguém mais lhe toca nem o submete a pressão seja ela qual for. Acham que daqui por 20 ou 30 anos temos alguém pronto para comandar a operação vacinação ao covid-59?

  3. É o normal (não quer dizer que ache o correcto).

    Também já ouvi relatos semelhantes na Academia Militar.

    Talvez, por isso, uma carreira militar nunca me tenha interessado.

    Não faz parte do meu carácter ser subserviente a grunhos.

    E nem estou a colocar em causa a dureza do treino que deve ser à medida do desafio, apenas a parte de “crescimento pessoal” com recurso a humilhações constantes não me parece o correcto.

  4. Quer queiramos admitir quer não melhor maneira para treinar alguem para um cenário de guerra é replicando o ambiente.

    Numa futura situação bélica é preferível chegarem la e aquilo ser mais relax que os treinos e conseguem manter a compustura e organização que o oposto chegam lá e ficarem completamente desorientados e ai ocorrem erros e mortes.

    Estão a treinar para ser militares não faz parte, malta.

  5. Numa sociedade cada vez menos rigorosa e disciplinada, tem que haver um reforço maior nestas áreas. Estamos a preparar individuos para cenários de guerra, para o pior cenário possível. Não é com bejinhos e abraços e a cantar os teletubbies que vamos lá.

    Não duvido que esse jovem tenha passado maus bocados lá dentro, mas se não aguenta então não é vida para ele. É assim, nem todos somos feitos para o mesmo, não há vergonha nisso.

    Tenho contactos dentro da academia militar, sei como o percurso lá dentro mudou essas pessoas, mas também sei que as pessoas que eles eram não chegava para o papel que agora desempenham.

  6. Não entendo esta mentalidade agora que tudo é abuso… Vida militar, por definição (pelo menos é o que acho), é um abuso. Desde horários super rigorosos, a excelência física, a simulações realistas de combate. Um militar independente das forças armadas em que estiver inserido tem de estar preparado para resistir a tudo, inclusive abusos psicológicos. Numa situação real de combate o militar não vai ter a mãe a ir lá pedir satisfações ao “inimigo”…

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