Os Reis Guerreiros de Portugal – Os Reis portugueses que participaram em batalhas (VERSÃO CORRIGIDA)

by Europa_Teles_BTR

1 comment
  1. Bom post.

    Engraçado que muitas das batalhas que damos ainda na escola foram no reinado de D. João I, mais conhecido por Mestre de Avis, não por coroa ou título de rei.

    O seu reinado de 48 anos, o mais longo de qualquer monarca português, envolveu redistribuição de riqueza, Cortes de diálogo, a batalha de Aljubarrota, celebrado o Tratado de Windsor e a Conquista de Ceuta e ainda que não o auge, viu o início que possibilitou a Época dos Descobrimentos e da criação das Províncias de Portugal Ultramarino, só mais tarde denominado de “Império”.

    Sendo filho ilegítimo de D. Pedro I, foi legitimado nas Cortes de Coimbra e marcou o início da 2ª dinastia portuguesa, a da Época dos Descobrimentos. O último Rei desta dinastia foi D. Sebastião I, dando-se de seguida a dinastia filipina e a dinastia de Bragança, tendo sido Afonso I, o primeiro duque de Bragança, filho ilegítimo do Mestre de Avis com Inês Pires, mas sendo certamente essa a base por detrás do seu apoio enquanto dinastia monárquica. O que marca a legitimidade da dinastia de Bragança é, portanto, a sua proximidade com a de Avis.

    A nível de condecorações, de Ordens Honoríficas Portuguesas da Presidência da República, as únicas menções de nome monárquicas são a Mestre de Avis, antiga Ordem Militar, e de D. Infante Henrique, seu filho, Ordem Nacional.

    Dado o Sebastianismo e as Ordens Honoríficas actualmente existentes, creio que tenha sido a que mais carinho e saudade deixou entre o Povo.

    Gostava ainda de mencionar que é preciso ter prestado pelo menos 7 anos de serviço militar enquanto Oficial para poder ser membro da Ordem Militar de Avis. [https://www.ordens.presidencia.pt/?idc=183](https://www.ordens.presidencia.pt/?idc=183) Não será isto um factor relevante para só deixar ficar nas Forças Armadas 6 anos quem quer entrar a contracto? Não é deixando pessoas profissionalizarem-se e ganharem experiência nas Forças Armadas, que temos bons militares? Assim por um lado, os que querem ir dificilmente ficam lá enquanto carreira para a vida limitando militares de carreira portugueses e o serviço permanente da Defesa Nacional, e por outro visa-se o SMO que também não supre as necessidades das Forças Armadas de profissionais qualificados e duradouros ao serviço. A Defesa Nacional é uma obrigação de todos, art. 276º/1 CRP, e obrigação do Estado de assegurar art. 273º/1. O dia da Defesa Nacional não supre o dever cívico do art. 276º/1, mas o SMO também não me parece uma boa solução na medida em que podemos estar a fazer peixes trepar árvores, quando há pessoas com valências não propícias ao seu desenvolvimento em SMO. SMO parece demais, dia da Defesa Nacional de menos.

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