>Desta forma, a estratégia desenhada por Fernando Medina para baixar o rácio da dívida para menos de 100% do PIB em 2023 através da aquisição de títulos de dívida pública com recursos das Administrações Públicas traduz-se, pelo menos no curto e médio prazo, como benéfica para as contas do Estado. “Há uma narrativa que torna esta operação defensável”, destaca Pedro Brinca.
>No entanto, Brinca ressalva que isso só acontecerá se esta operação for “vista como uma vez sem exemplo, como on-off“, porque, caso esta passe a ser uma prática recorrente, será natural que as agências de rating vejam isso como um risco acrescido para a gestão da dívida pública, dado que o nível de financiamento do Estado dependerá crescentemente das pensões dos contribuintes.
Portanto, vamos ver no que dá. Pessoalmente, olhando para o histórico de Portugal, não confio. Mas vamos ver.
obrigações do Tesouro:
– retorno abaixo da inflação
– sistema de pensões ainda mais exposto às finanças do próprio Estado
Qual virá primeiro: o colapso do Ponzi, ou a Segurança Social sugar 70% do salário? Já vamos em 34.75% e o pior ainda nem começou.
6 comments
Espero que o Expresso peça desculpa /s
Vai ficar tudo bem.
Chefe
Em 2014 a SS tinha cerca de 60% do dinheiro aplicado na dívida portuguesa
https://observador.pt/2014/09/25/onde-e-investido-o-dinheiro-que-entrega-a-seguranca-social-na-bolsa/
Agora que as taxas subiram, queriam o quê?
>Desta forma, a estratégia desenhada por Fernando Medina para baixar o rácio da dívida para menos de 100% do PIB em 2023 através da aquisição de títulos de dívida pública com recursos das Administrações Públicas traduz-se, pelo menos no curto e médio prazo, como benéfica para as contas do Estado. “Há uma narrativa que torna esta operação defensável”, destaca Pedro Brinca.
>No entanto, Brinca ressalva que isso só acontecerá se esta operação for “vista como uma vez sem exemplo, como on-off“, porque, caso esta passe a ser uma prática recorrente, será natural que as agências de rating vejam isso como um risco acrescido para a gestão da dívida pública, dado que o nível de financiamento do Estado dependerá crescentemente das pensões dos contribuintes.
Portanto, vamos ver no que dá. Pessoalmente, olhando para o histórico de Portugal, não confio. Mas vamos ver.
obrigações do Tesouro:
– retorno abaixo da inflação
– sistema de pensões ainda mais exposto às finanças do próprio Estado
Qual virá primeiro: o colapso do Ponzi, ou a Segurança Social sugar 70% do salário? Já vamos em 34.75% e o pior ainda nem começou.