em espinho tem de ser o bacano com a cruz invertida tatuada na testa
Em Rio Tinto temos o Rui, que [ já por aqui apareceu a assar sardinhas para o S. João](https://www.youtube.com/watch?v=4fsHXofWOUY) e o sem-abrigo que costuma estar no Continente e anda sempre com o seu cãozinho num carrinho de bebé.
Emplastro, acho que nem é preciso dizer mais nada.
Luís Maluco. Pesquisem no Google/Youtube.
O Bêbado do Leixões
Em Leiria é o Cabeças. Pelo menos era, agora não sei
“Pouca roupa”. Seja qual for a temperatura chove ou não calcas cortadas como calções, manga curta e colete reflector. Alguém sabe qual a cidade? 😉
Moro numa vila de Oeiras e aqui o cromo é um traumatizado da guerra colonial. Anda de camuflado, com um cajado a fazer de espingarda, no meio da rua grita coisas como “granada” e manda-se logo pro chão, nos jardins anda de arbusto em arbusto sempre a apontar a “espingarda” e quando entra no autocarro vai até ao fundo dele a rastejar até ficar entrincheirado nos bancos do fundo a apontar a “espingarda. De vez enquando dispara a “espingarda com um bem sonoro “trratatatatatat”. Não é gajo perigoso e já há algum tempo que não o vejo (ou foi internado ou já morreu porque já tinha alguma idade). Posso dizer que tenho genuinamente saudades dele.
Porque é que ambas na sub de Detroit? Tens um desejo de morrer?
Em Leiria era o Messias (aquele que oferecia flores) mas desapareceu
No Cartaxo havia um velho que tinha a maravilhosa alcunha de “Enrraba galinhas”.
No meu distrito, à partida, é o Zezé Camarinha ou o Luís Marreco.
Na minha cidade… não sei. Espero não ser eu.
Aqui perto da minha aldeia havia uma fulana que tinha um porco preto como animal de estimação e passeava-o na rua com uma trela e tudo, ficou famosa e nem sabia
Onde morava antes, era um sr, simpático, mas tem uma deficiência, anda todos os dias com um rádio atrás a ouvir rápido musica etc.
Onde moro agora, é um que teve ter algum tipo de transtorno.
Passa na rua a falar sozinho a berrar como se nada fosse.
Na semana passada apanhei-o naquela bicicletas estáticas que costuma a ter nos parques, a pedalar enquanto berrava bem alto e a cantar, tenho que admirar o multitasking. O homem berrava, cantava mas não largava a bicicleta.
Ah e depois tenho o gajo da bolacha americana, quem não chora, não mama.
Trofa temos alguns.
O Miro, o senhor simpático que bebe muito.
Faz facilmente 10km todos os dias a pé, porque sim.
Quando era miúdo havia em Vila Nova de Milfontes o “Aúa”, assim chamado pelo som que fazia. O homem era surdo-mudo, nunca o ouvi a tentar pronunciar uma palavra concreta, era sempre aos gemidos e grunhidos estranhos. Completamente inofensivo e às vezes até simpático, no entanto tinha comportamentos estranhos (tipo meter-se sozinho aos berros no meio da rua, em particular em frente da igreja) que indicavam que o senhor tinha problemas de saúde mental. Toda a gente conhecia o Aúa e era um ícone da vila.
Em Benfica existe o “Não te vou roubar!!”
BOLACHA AMERICANA
QUEM NÃO CHORA
O Faria. Explorador e cientista, foi curador do museu de história natural da cidade onde exibiu, com imenso orgulho, os animais empalhados e os ossos de dinossauro que o mesmo escavou. Grande adepto de meia-maratonas, embora nunca tenha ganho, era figura essencial do evento. Actualmente retirado e bastante debilitado, continua a espalhar magia onde passa.
PS – Fazia quilómetros para ir jantar e almoçar ao restaurante mais conhecido da zona, um agradecimento do estabelecimento para o seu contributo à cidade.
Depois do bocage, o Zé dos gatos que foi corrido de tudo o que era casino deste país. Ou o Toy, também pode ser o Toy.
Em Portugal cada rua tem o seu.
No meu caso é o Sr. Abilio com os seus 50 e poucos anos de idade que começa a beber os pacotes do Pingo doce logo de manhã e não faz mais nada senão cravar a malta e ir para o jardim gritar que é o Tarzan quase todos os dias.
“Que gritos são estes??”
“Ah, é o Abilio não ligues que não faz mal a ninguém”
Leça da Palmeira tinha o quinta-feira, quando eu era puto.
Ja morreu, coitado.
Tb havia a Micas, no farol… mas tb ja deve ter fechado actividade
Cresci no Seixal e enquanto puto tínhamos dois personagens de estimação, ambos sem-abrigo.
O primeiro era o Drops, este tinha o hábito de mamar vinho de pacote e vai na volta virava a boneca. Uma vez tentou entrar na nossa escola básica, foi impedido pela porteira e fez um escândalo: disse que ia tirar um tomate a cada homem, uma mama a cada mulher, e ia levar tudo de joelhos até Fátima.
O segundo era o Cota Roto, este nem tinha grandes pancas, a não ser aquela que lhe deu o nome: andava sempre com roupa rasgada, muita gente lhe oferecia roupa nova no entanto ele rasgava-a antes de a usar.
Na minha terra tivemos o Sr.Fernando (deus), o bacorinho e o queimado. Ah, e o Pina galinhas
Onde eu tou tenho um homem conhecido por Xana.
Super simpático mas antes andava na rua embebedado com frequência. Falava sozinho de cenas mais parvas e ridículas, nunca falhava em fazer-me rir sempre que o encontrei xD
Em Corroios tínhamos o “Atrai Merdas”, pastava as ovelhas pelos sítios menos convenientes possíveis e falava uma linguagem só dele. Faleceu numa paragem de autocarro um bocadinho antes da pandemia, se não me engano.
Em Matosinhos/Porto (não sem bem onde) havia um “Manel sem pila”. Nunca conheci a personagem, não me façam perguntas sobre …
em campo de ourique há “o gajo da bicicleta”: um gajo já com alguma idade que há décadas que passa os dias a dar voltas ao bairro na sua bicicleta decorada com uma bandeira do benfica e com um rádio a bombar música aos altos berros. diz-se por aí que trafica substâncias mas não o quero acusar de nada sem saber
Em Barcelos, o Mendes ou o Mariano Cigano
o preto Vitinha. nao digo mais nada
Na Maia temos o Camone, sempre de chapéu de Portugal aos berros pela rua completamente bebado.
Infelizmente penso que já morreu
Em Almada havia o maluco do Sommer .
Um gajo com uma rasta gigante no cabelo que ficava sentado a porta do centro comercial Sommer . Quando as miúdas passavam o gajo apalpava ou mandava piropos . Chegou a levar uns apertos por essas merdas , uma vez vi o gajo sem a ponta do dedo toda em sangue como se não fosse nada
Moscavide/Parque das nações: Homem que vem para as rotundas/semáforos fazer T-Pose.
Faça chuva, vento, frio ou sol, o senhor em causa vem para a rua de casaco largo, óculos de sol e chapéu de chuva. Mete-se em T-pose, e afirma a sua dominância e superioridade para com os carros que fazem as rotundas e/ou semáforos.
Por acaso já não o vejo a algum tempo, espero que esteja bem.
Raimundo do PCP. Quem conhecer a peça acuse-se hehe
46 comments
O Messias, o Vanessa, o Kabeças e o 007.
o personagem → [**a personagem**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-personagem-ou-o-personagem/343) (é preferível empregar no feminino tal como determina a sua origem) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fr%2Fportugal%2Fcomments%2F1c6cvie%2Fqual_%C3%A9_o_personagem_da_vossa_cidadedistrito%2Fl001q6i%3Fcontext%3D3 “Clica aqui se achares que esta correção está errada!”) [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml “Experimenta o meu corrector ortográfico automático!”)
em espinho tem de ser o bacano com a cruz invertida tatuada na testa
Em Rio Tinto temos o Rui, que [ já por aqui apareceu a assar sardinhas para o S. João](https://www.youtube.com/watch?v=4fsHXofWOUY) e o sem-abrigo que costuma estar no Continente e anda sempre com o seu cãozinho num carrinho de bebé.
Emplastro, acho que nem é preciso dizer mais nada.
Luís Maluco. Pesquisem no Google/Youtube.
O Bêbado do Leixões
Em Leiria é o Cabeças. Pelo menos era, agora não sei
“Pouca roupa”. Seja qual for a temperatura chove ou não calcas cortadas como calções, manga curta e colete reflector. Alguém sabe qual a cidade? 😉
Moro numa vila de Oeiras e aqui o cromo é um traumatizado da guerra colonial. Anda de camuflado, com um cajado a fazer de espingarda, no meio da rua grita coisas como “granada” e manda-se logo pro chão, nos jardins anda de arbusto em arbusto sempre a apontar a “espingarda” e quando entra no autocarro vai até ao fundo dele a rastejar até ficar entrincheirado nos bancos do fundo a apontar a “espingarda. De vez enquando dispara a “espingarda com um bem sonoro “trratatatatatat”. Não é gajo perigoso e já há algum tempo que não o vejo (ou foi internado ou já morreu porque já tinha alguma idade). Posso dizer que tenho genuinamente saudades dele.
Porque é que ambas na sub de Detroit? Tens um desejo de morrer?
Em Leiria era o Messias (aquele que oferecia flores) mas desapareceu
No Cartaxo havia um velho que tinha a maravilhosa alcunha de “Enrraba galinhas”.
No meu distrito, à partida, é o Zezé Camarinha ou o Luís Marreco.
Na minha cidade… não sei. Espero não ser eu.
Aqui perto da minha aldeia havia uma fulana que tinha um porco preto como animal de estimação e passeava-o na rua com uma trela e tudo, ficou famosa e nem sabia
Batizámo-lo de “la mulhier de l cochino negro” a mulher do porco preto em [mirandês](https://en.m.wikipedia.org/wiki/Mirandese_language)
Em Lisboa tinhamos o “Senhor do Adeus”
Luís Marreco – Portimão
!RemindMe 5 days
Toino de Janas
Onde morava antes, era um sr, simpático, mas tem uma deficiência, anda todos os dias com um rádio atrás a ouvir rápido musica etc.
Onde moro agora, é um que teve ter algum tipo de transtorno.
Passa na rua a falar sozinho a berrar como se nada fosse.
Na semana passada apanhei-o naquela bicicletas estáticas que costuma a ter nos parques, a pedalar enquanto berrava bem alto e a cantar, tenho que admirar o multitasking. O homem berrava, cantava mas não largava a bicicleta.
Ah e depois tenho o gajo da bolacha americana, quem não chora, não mama.
Trofa temos alguns.
O Miro, o senhor simpático que bebe muito.
Faz facilmente 10km todos os dias a pé, porque sim.
Quando era miúdo havia em Vila Nova de Milfontes o “Aúa”, assim chamado pelo som que fazia. O homem era surdo-mudo, nunca o ouvi a tentar pronunciar uma palavra concreta, era sempre aos gemidos e grunhidos estranhos. Completamente inofensivo e às vezes até simpático, no entanto tinha comportamentos estranhos (tipo meter-se sozinho aos berros no meio da rua, em particular em frente da igreja) que indicavam que o senhor tinha problemas de saúde mental. Toda a gente conhecia o Aúa e era um ícone da vila.
Em Benfica existe o “Não te vou roubar!!”
BOLACHA AMERICANA
QUEM NÃO CHORA
O Faria. Explorador e cientista, foi curador do museu de história natural da cidade onde exibiu, com imenso orgulho, os animais empalhados e os ossos de dinossauro que o mesmo escavou. Grande adepto de meia-maratonas, embora nunca tenha ganho, era figura essencial do evento. Actualmente retirado e bastante debilitado, continua a espalhar magia onde passa.
PS – Fazia quilómetros para ir jantar e almoçar ao restaurante mais conhecido da zona, um agradecimento do estabelecimento para o seu contributo à cidade.
Depois do bocage, o Zé dos gatos que foi corrido de tudo o que era casino deste país. Ou o Toy, também pode ser o Toy.
Em Portugal cada rua tem o seu.
No meu caso é o Sr. Abilio com os seus 50 e poucos anos de idade que começa a beber os pacotes do Pingo doce logo de manhã e não faz mais nada senão cravar a malta e ir para o jardim gritar que é o Tarzan quase todos os dias.
“Que gritos são estes??”
“Ah, é o Abilio não ligues que não faz mal a ninguém”
Leça da Palmeira tinha o quinta-feira, quando eu era puto.
Ja morreu, coitado.
Tb havia a Micas, no farol… mas tb ja deve ter fechado actividade
Cresci no Seixal e enquanto puto tínhamos dois personagens de estimação, ambos sem-abrigo.
O primeiro era o Drops, este tinha o hábito de mamar vinho de pacote e vai na volta virava a boneca. Uma vez tentou entrar na nossa escola básica, foi impedido pela porteira e fez um escândalo: disse que ia tirar um tomate a cada homem, uma mama a cada mulher, e ia levar tudo de joelhos até Fátima.
O segundo era o Cota Roto, este nem tinha grandes pancas, a não ser aquela que lhe deu o nome: andava sempre com roupa rasgada, muita gente lhe oferecia roupa nova no entanto ele rasgava-a antes de a usar.
Na minha terra tivemos o Sr.Fernando (deus), o bacorinho e o queimado. Ah, e o Pina galinhas
Onde eu tou tenho um homem conhecido por Xana.
Super simpático mas antes andava na rua embebedado com frequência. Falava sozinho de cenas mais parvas e ridículas, nunca falhava em fazer-me rir sempre que o encontrei xD
Zé borracha e no concelho ao lado Luís marreco.
O Gandarela
O [Rufino](https://youtu.be/T6bYP0Uy6f0), se bem que não sei o que é feito dele
O velho do Restelo
Rest in Peace
Em Corroios tínhamos o “Atrai Merdas”, pastava as ovelhas pelos sítios menos convenientes possíveis e falava uma linguagem só dele. Faleceu numa paragem de autocarro um bocadinho antes da pandemia, se não me engano.
Em Fafe há uma figura mítica o Costinha. https://youtu.be/Q1vZWztoZUo?si=mmi1l–RG_Wx1Ck8
Paulinha de Arrifana
Em Matosinhos/Porto (não sem bem onde) havia um “Manel sem pila”. Nunca conheci a personagem, não me façam perguntas sobre …
em campo de ourique há “o gajo da bicicleta”: um gajo já com alguma idade que há décadas que passa os dias a dar voltas ao bairro na sua bicicleta decorada com uma bandeira do benfica e com um rádio a bombar música aos altos berros. diz-se por aí que trafica substâncias mas não o quero acusar de nada sem saber
Em Barcelos, o Mendes ou o Mariano Cigano
o preto Vitinha. nao digo mais nada
Na Maia temos o Camone, sempre de chapéu de Portugal aos berros pela rua completamente bebado.
Infelizmente penso que já morreu
Em Almada havia o maluco do Sommer .
Um gajo com uma rasta gigante no cabelo que ficava sentado a porta do centro comercial Sommer . Quando as miúdas passavam o gajo apalpava ou mandava piropos . Chegou a levar uns apertos por essas merdas , uma vez vi o gajo sem a ponta do dedo toda em sangue como se não fosse nada
Moscavide/Parque das nações: Homem que vem para as rotundas/semáforos fazer T-Pose.
Faça chuva, vento, frio ou sol, o senhor em causa vem para a rua de casaco largo, óculos de sol e chapéu de chuva. Mete-se em T-pose, e afirma a sua dominância e superioridade para com os carros que fazem as rotundas e/ou semáforos.
Por acaso já não o vejo a algum tempo, espero que esteja bem.
Raimundo do PCP. Quem conhecer a peça acuse-se hehe