Efeitos colaterais do excesso de turismo e da consequente demanda por espaços comerciais em zonas centrais…
Ou tens € ou vais de vela…
Foda-se. 🙁
O Café Imperial é hoje um McDonalds. A Livraria Lello eventualmente será uma Fnac ou pior, uma Worten. É lei de vida. Sugerem que o estado intervenha para evitar estas situações? É muito bonito ficar triste porque X negócio deixou de existir, mas como o homem diz e bem:
>“Penso ‘que pena, que pena’, mas também que se as pessoas gostam de ver estes espaços, também é preciso que os ajudem. Mas as pessoas estão habituadas a ir aos ‘grandes’. Se eu visse aqui hipóteses de aumento, ou se tivesse um familiar que pegasse nisto…”, resigna-se Alberto Rodrigues.
Se não tivéssemos num país em que +50% das famílias tem de fazer contas para chegar ao final de mês, talvez desse para apoiar um pouco mais estes negócios tradicionais que são efetivamente mais caros e com menor variedade. Eu ainda vou à mesma mercearia que ia com 10 anos, a diferença é que em vez de ser um negócio familiar, com o tempo viu-se obrigada a fazer parte de um franchising para não fechar. E admito que só lá vou para compras pequenas e porque fica a uma distância saudável de casa.
Vizinhança indignada com fecho de loja onde nunca ia de qualquer maneira.
o que mais me chateia é dar lugar a uma loja de venda de bugigangas que ainda nem sei como ainda fatura dado que já se vê muito pouca gente a ir lá e o que vendem há mais barato na net.
Ale Hop, Tiger, Normal, etc etc eu mentiria se dissesse que não gosto de espreitar algumas destas lojas, mas está tudo a tornar-se aos poucos um mercado de quinquilharias.
Do ponto de vista do cidadão comum é um pouco triste mas não há nada a fazer e também não nos afecta muito, para nós os centros históricos já perderam o apelo há muito.
Mais do que nós quem se podia preocupar com isto seriam os próprios negócios e lojas orientados para os turistas, não vão as ruas ficar demasiado parecidas ou aborrecidas para os turistas e perder também o apelo para eles, deviam-se diversificar um bocado também para não estarem dependentes só de um tipo de cliente.
Mas não querem, paciência, então depois se os turistas deixarem de preferir estas zonas não venham chorar que o negócio está difícil ou que precisam de ajuda, focaram os negócios num determinado cliente, agora vivem e morrem por ele.
A Ale-Hop é uma merda mas a “mercearia mais antiga” só fecha porque ninguém lá vai.
Se a ideia é meter o contribuinte a pagar a conta para existirem, a câmara que compreo e espaço e transforme num museu.
O Turismo desenfreado está a matar a identidade do país.
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Efeitos colaterais do excesso de turismo e da consequente demanda por espaços comerciais em zonas centrais…
Ou tens € ou vais de vela…
Foda-se. 🙁
O Café Imperial é hoje um McDonalds. A Livraria Lello eventualmente será uma Fnac ou pior, uma Worten. É lei de vida. Sugerem que o estado intervenha para evitar estas situações? É muito bonito ficar triste porque X negócio deixou de existir, mas como o homem diz e bem:
>“Penso ‘que pena, que pena’, mas também que se as pessoas gostam de ver estes espaços, também é preciso que os ajudem. Mas as pessoas estão habituadas a ir aos ‘grandes’. Se eu visse aqui hipóteses de aumento, ou se tivesse um familiar que pegasse nisto…”, resigna-se Alberto Rodrigues.
Se não tivéssemos num país em que +50% das famílias tem de fazer contas para chegar ao final de mês, talvez desse para apoiar um pouco mais estes negócios tradicionais que são efetivamente mais caros e com menor variedade. Eu ainda vou à mesma mercearia que ia com 10 anos, a diferença é que em vez de ser um negócio familiar, com o tempo viu-se obrigada a fazer parte de um franchising para não fechar. E admito que só lá vou para compras pequenas e porque fica a uma distância saudável de casa.
Vizinhança indignada com fecho de loja onde nunca ia de qualquer maneira.
o que mais me chateia é dar lugar a uma loja de venda de bugigangas que ainda nem sei como ainda fatura dado que já se vê muito pouca gente a ir lá e o que vendem há mais barato na net.
Ale Hop, Tiger, Normal, etc etc eu mentiria se dissesse que não gosto de espreitar algumas destas lojas, mas está tudo a tornar-se aos poucos um mercado de quinquilharias.
Do ponto de vista do cidadão comum é um pouco triste mas não há nada a fazer e também não nos afecta muito, para nós os centros históricos já perderam o apelo há muito.
Mais do que nós quem se podia preocupar com isto seriam os próprios negócios e lojas orientados para os turistas, não vão as ruas ficar demasiado parecidas ou aborrecidas para os turistas e perder também o apelo para eles, deviam-se diversificar um bocado também para não estarem dependentes só de um tipo de cliente.
Mas não querem, paciência, então depois se os turistas deixarem de preferir estas zonas não venham chorar que o negócio está difícil ou que precisam de ajuda, focaram os negócios num determinado cliente, agora vivem e morrem por ele.
A Ale-Hop é uma merda mas a “mercearia mais antiga” só fecha porque ninguém lá vai.
Se a ideia é meter o contribuinte a pagar a conta para existirem, a câmara que compreo e espaço e transforme num museu.
O Turismo desenfreado está a matar a identidade do país.