A literacia financeira que os liberais tanto querem, queriam ter um pai assim?

by Bart_333

29 comments
  1. Pelo menos aprendeu o que é fazer um credito…

    Eu aos 12 anos quando queria um Nokia N-Gage tive de passar um mês a cavar e a pintar paredes.

    São maneiras de aprenderes que as coisas custam a comprar.

  2. Não acho que a ideia seja necessariamente má, mas faz-me comichão estar a ir para o LinkedIn vangloriar-se dessas coisas sem grande interesse público… Mas não sei do que devia estar à espera do local mais conhecido para massagem de egos :/

  3. É apenas mais um usando historinhas com a filha para gerar buzz e engajamento no LinkedIn, que podem até ser verdade, mas são repetitivas e sem valor. Tive o desprazer de ver isso na minha timeline e bloqueei.

    Essa malta posta essas coisas no LinkedIn como se tivesse descoberto o fogo. Ou como se fosse a história de vida mais inspiradora já vista. O LinkedIn está lotado desses “ensinamentos” opacos.

    Imagina a cena que foi para chegar à foto do post: o pai diz “filha, já terminou a tabela? Então fica parada segurando o lápis enquanto enquadro a foto” e vai lá o idiota com o telefone buscando a pose perfeita para postar no seu post de engajamento do LinkedIn. Beira o cringe!

    Atenção que ADORO a empresa Doutor Finanças e acho o conteúdo profissional da empresa MUITO BOM, mas os posts deste CTO são uma piada!

  4. Que me tivesse ensinado isto exatamente desta forma? Sim, muito. Teria sido excelente.

    Que fosse para a internet gabar-se disso? Não. Isso é ridículo.

    O Sr. João Saleiro deve ser um tipo divertido…

  5. Se é o ambiente ideal para o desenvolvimento psico-sociologico? Não sei, não sei como é a relação deles fora disto, agora que se a probabilidade de a encontrar a virar hamburgueres no mcdonalds aos 25 é baixa, isso é.

  6. Este é daqueles posts que me dá um nó no cerebro a tentar perceber “como é que é possível alguém levar isto para o lado político?”. É que nem sequer fez nada de mal.

    Eu pessoalmente não daria um smartphone a um filho de 12 anos, mas ele deu, comprou um barato (e não um iPhone, por exemplo) e arranjou um método para que a filha valorize o dinheiro.

    Devia ter postado no LinkedIn? Possivelmente não. Fora isso, excelente exemplo de boa educação financeira e didática.

  7. 12 anos é bastante cedo para falar em créditos, mas eu gostaria muito de ter aprendido este tipo de coisas durante a adolescência. E acho que ir ensinando bases de gestão financeira ao longo do crescimento só vai capacitar para a vida adulta…devia inclusive ser ensinado nas escolas (não sei se já o fazem, mas na minha geração não fazia parte).

  8. Numa idade mais avançada um pouco ( 17 para cima) até acho que fazia sentido fazer isto, agora com uma rapariga de 12 anos, too much diria eu.

    Faz-me lembrar um reel que vi uma vez no insta em que uma daquelas pessoas pseudo-empredadoras/Forex falava que um dia o filho (ainda criança) tinha recebido dinheiro de um familiar e que com esse dinheiro queria comprar um brinquedo qualquer, e que teve uma longa conversa com ele pois o mais importante era ele desde criança já ter noção de dinheiro e querer poupar e investir e tal. Atenção que não acho nada de errado nisso, mas também tirar um pouco a infância ao miúdo, não.

  9. O quê, um pai que ensina devidamente a forma como funciona crédito exactamente usando o desejo (telemóvel) como motivação ?

    …. Sim…..

    Podes crer que essa mesma filha vai ter muitas vantagens de:

    * percepcao e compreensao do mundo real
    * valor do dinheiro
    * nocao do desperdicio que muitos miudos tomam
    * vai começar a poupar muito mais cedo
    * vai tomar decisoes muito mais cedo, melhorando a sua maturidade

    ​

    Isto é mau? Começo a achar que as pessoas não têm bem noção da vantagem que dão aos seus próprios filhos se decidirem ensinarem-lhes exatamente o que a escola não ensina e deveria ensinar. E preferem argumentar “deixa as crianças serem crianças” como se não o fossem à mesma, simplesmente ficam mais bem preparadas.

  10. Um crédito com 10% juros em 3 meses, ou seja TANB de 40%

    Sim senhor tá aí uma literacia financeira, oh, chefs kiss

  11. A ideia nem é má. Mas acho 12 anos demasiado cedo para pô-la a lidar com crédito e taxas de juro. 15-16 anos talvez fosse uma idade mais apropriada

  12. É de veras interessante e é uma excelente lição de vida. Há um ou dois posts a dizer que ela é demasiado nova para se preocupar com isto, mas um adolescente de 12 anos já tem cabeça para pensar.

    Pensem um bocado, aos 12 anos já deve de estar no 6º ano. Muita da matemática até então já serve para saber fazer os calculos necessários para estas cenas. Os miudos gostam de dizer que “isto é uma seca, nunca vou precisar disto na minha vida”, porque não têm como contextualizar o que aprendem na escola na vida real.

    Foi uma excelente oportunidade para ela aprender. Não substimem a inteligência dos miudos.

  13. Qual é o problema de ter um pai assim? A miúda de certeza que vai valorizar isto no futuro.

    Pensei que educar era uma coisa normal.

  14. Uau quem me dera ter tido pais assim. Mas nao tive pais q m privaram de td e assisti a outros a n serem privados de nada. Bela merda

  15. Conseguia o mesmo telemóvel a 99€ sem juros, moral da história, o pai é maior ladrão que o banco com uns juros estupidamente altos, a filha está pronta para comprar um carro novo a crédito de 10 anos.

  16. Não queria ter um pai que subestima a criança. O exercício é muito fraco e devia ensinar as coisas devidamente tal como funcionam na realidade e com uma taxa de juro realista indexada a Euribor. Da forma que ele ensina diz que a divida é sempre má em vez de ensinar que a divida pode ser uma coisa boa quando se investe num ativo com rendimento superior a taxa de juro.

    Aos 12 anos uma criança se nunca reprovou está a iniciar o 3o ciclo escolar, já tem capacidade para aprender sobre matemática e ciências porque não pode entender o que é o dinheiro e o seu custo? Acho que não devemos subestimar as crianças. Comecei a aprender por minha iniciativa sobre os mercados financeiros aos 16 anos e fiz o meu primeiro investimento aos 19 anos e quem me dera que alguém me tivesse ensinado mais cedo principalmente quando as dúvidas eram tantas e na altura esses temas não eram tão falados na internet como hoje em dia. Investir num ETF nem que seja 100 ou 200€ de umas mesadas aos 12 anos faz uma diferença enorme na velhice devido ao juro composto.

  17. Aposto que esse fulano vai acabar num lar de terceira idade 5 estrelas….. /s

  18. Sou só eu que acho que as contas não batem certo?
    10% de juros sobre 60€ são 12€?

  19. Daqui a um ano está a viver na rua ou a recorrer á prostituição para pagar as dívidas ao pai

  20. Não dá para analisar isto pois não conheço a relação que tem com a filha.

    Se for como muitos CTOs e CSOs e CTOs que vêm o filho de mês a mês e lhe pregam com uma cena destas é uma coisa.

    Se conversa com a menina todos os dias, lhe explica bem as coisas, brinca também com a menina e depois também lhe faz estes desafios mais sérios. É outra coisa.

    Mas sinceramente, o facto de instrumentalizar isto no linkedin dá-me vibes de uma coisa parecida com a primeira opção. Espero estar enganado.

  21. gozam gozam mas quem dera a muitos de vocês terem tido our ter um pai/mãe assim que vos prepara para a vida. Tenho a certeza que essa miúda quando chegar aos 18, 20 anos… não vai andar a pagar iphones a prestações pelo status, nem coisa que se pareça.

    E sim é esse tipo de assuntos (acrescento IRS, compra de imóvel e impostos adjacentes, crédito automóvel, PPRs, certificados de aforro, fundo de emergência, etc…) que nos deveria ser ensinados na escola para que estes conhecimentos não dependam de termos um pai/mãe com literacia financeira e preocupados em transmitir-nos esses conhecimentos.

  22. Literacia financeira. Não se aprende na escola tem de se aprender de alguma forma

  23. Queres saber onde o vai buscar? Não vai porque não tem emprego, ou então sai do teu bolso. A lição que passas de uma maneira ou outra é estúpida: ou não vai pagar e vai achar que é só pedir, ou então vai pagar com dinheiro que não é dela. Qualquer das hipóteses estás basicamente a ensinar à miúda que o dinheiro é fácil. GG

  24. Não queria um pai assim não. Com 12 anos deve andar no 6° ou 7° ano. Educar e ensinar é uma coisa, andar com a mania que já tem idade para estas coisas é completamente diferente.

    Se queria mostrar o valor do dinheiro, preferia que mostrasse o recibo do ordenado e explicasse “filha, o pai trabalha um mês inteiro para receber este dinheiro, um telemovel a esse preço corresponde a x dias do pai a trabalhar. Há coisas mais importantes, dá-lhe tempo.”

    Andar a fazer créditos à filha é do mais ridiculo possível.

    Agora, com 16/17/18 anos, aí sim começa-se a explicar essas coisas, crianças também têm direito à sua infância e juventude sem ter de andar já com problemas de dinheiro na cabeça.

    Postar isto na net… Bem… Que há malucos por aí já todos sabiamos.

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