O que impede maior uso de bicicletas? Demasiado trânsito e mau desenho das ruas

by dnivi3

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  1. O que impede o maior uso da bicicleta no Porto, na minha modesta opinião, são duas coisas: o trânsito e a falta de faixas **fisicamente separadas** para as bicicletas e que tenham extensão suficiente para serem verdadeiramente úteis para deslocações diárias.

    Neste momento a única coisa que temos são umas “ciclovias” que não passam de um desenho no chão e onde temos circulação de automóveis e motos, veículos estacionados, etc, etc.

    E mesmo essas são muito poucas para se poder fazer um trajeto casa-trabalho-casa de bicicleta com segurança.

  2. Não existem milagres. Se as nossas cidades forem desenhadas completamente em redor do automóvel (como é atualmente o caso em Portugal) então naturalmente que o automóvel será o método preferido de transporte. Se forem construídas a pensar nos peões, nas bicicletas e no transporte público, então teremos mais utilizadores destes.

    Só há uma coisa a fazer – retirar espaço aos carros para dar aos peões e às bicicletas. Construir vias verdadeiramente segregadas e com dois sentidos, em vez de uma pintura na estrada.

  3. Vivo em Lisboa e tento-me deslocar ao máximo de bicicleta. É uma completa desilusão ser ciclista na cidade. As ciclovias que existem muitas das vezes não têm conexão entre si, tenho de estar constantemente a saltar entre trajetos de ciclovia e ruas com trânsito automóvel. Os condutores não são amistosos. A quantidade de pessoas que vês a andar nas ciclovias também não ajuda, é muito raro ver alguém a ir para o trabalho de manhã de bicicleta (faço a avenida Lusíada todas as manhãs, e o mais provável é ver um ou dois estafetas).
    Estamos a anos-luz de uma cidade ciclável

  4. Falta de consistência. Eu queria ver como era se fizessem autoestradas como fazem ciclovias, retalhadas sem conexão umas com as outras.

  5. Eu cá acho que, sem ter informação suficiente, é uma questão de as pessoas morarem cada vez mais longe do trabalho e, por vezes se for dentro de um centro, em espaços cada vez mais reduzidos e com menos arrumação. Sendo um gajo que transpira muito e facilmente, também não me atrevaria a chegar todo suado, a cheirar a cavalo ao trabalho.

    Para comércio local ou para compras de fim de semana, compensa mais ir a uma superfície maior (centro comercial) e pagar menos por mais. E mesmo ir num veículo próprio para carregar mais que 2 sacos (difícil numa bicicleta). Se puder pagar 1€ por X no Continente grande, prefiro que ir ao Bom Dia local pagar 1,50€.

    Alem que o ciclista está em desvantagem em várias frentes: se a bicicleta for roubada, o ciclista é que se fode. Se a bicicleta for atropelada ou abalroada por um carro ou maior, o ciclista é que se fode.

    Diria que os grandes fatores são a comuta, a segurança física e legal, a conveniência, a geografia e a temperatura são desculpas razoáveis para que não haja tanto a cultura da bicicleta – alguns são mais trabalháveis que outros.

  6. Outra coisa que pouco se fala é a falta de infraestrutura para estacionar as bicicletas. No trajecto que faria nem é preciso ciclovias, dá para fazer em estradas em que se convive bem com carros sem atrapalhar ninguém.

    O problema é só mesmo não haver sítios dedicados para estacionar bicicletas.

  7. Se calhar as pessoas não querem andar de bicicleta. Já se pensou nisso?

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