Desconhecida por grande parte dos portugueses, esta ação da polícia de choque foi um dos últimos grandes atos repressivos do Estado Novo. Cinco meses depois, deu-se o 25 de Abril

by maticbeast

2 comments
  1. O artigo é ambíguo. Por um lado:

    > O meu pai era gerente comercial e, na turma onde eu andava, apenas eu e outro colega, cujo pai era motorista da Carris, éramos socialmente um pouco abaixo da média do liceu. Portanto, sempre que havia algum problema na turma o reitor imediatamente dizia que éramos nós. Era o filho do carroceiro, porque para ele ser motorista da Carris era a mesma coisa que ser um carroceiro, e no meu caso, o filho do pasteleiro. Obviamente, isto gera revolta, conta.

    Por outro:

    > Fui chamado por um dos elementos do piquete de vigilância, um colaborador com dupla nacionalidade, brasileiro e português, que disse ‘ó Rui, estão aqui três miseráveis polícias, três miseráveis chuis’”, conta.

    Reflecte muito o estado do país actual e não augura nada de bom para o futuro. Continuamos a ser uma sociedade classista.

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