Até dá a impressão que há grupos clandestinos que estão a tentar normalizar a violência étnica e racial para ganhos políticos.
Aqui não me interessa raças, etnias, nacionalidades, etc., para colocar esta questão.
Como é que é possível crianças com nove anos já estarem num ponto de sadismo e crueldade tal que não só agridem outra criança em grupo como *filmam* e partilham em grupos do WhatsApp?! Há tantos elementos aqui que deveriam ser impensáveis nesta idade, foda-se, deviam estar a discutir qual é o mais forte entre o Thor e o Son Goku, não a fazer estas merdas.
Eu só consigo refletir na minha infância, que já foi má o suficiente em termos de bullying na escola, e a pensar que até tenho de me considerar privilegiado por ter precedido a era dos smartphones.
Eu sei que já houve várias gerações a queixar-se das gerações seguintes, mas acho que estamos a permitir que cheguemos a níveis de desumanização ainda maiores que os quais andámos a lutar socialmente nas últimas décadas. Andamos a falhar as nossas crianças em todos os aspetos.
Barbárie.
“Sensação de insegurança” se calhar é isto
Será que vamos ter comentários mentecaptos com centenas de votinhos a justificar o enxerto de porrada com o “ambiente de insegurança”?
[deleted]
A culpa é das crianças e de todos à sua volta.
Incluindo CS, incluindo políticos, incluindo pais, incluindo a escola.
“A denúncia deste caso surge depois de, no Porto, no início de maio, um grupo de **seis homens encapuzados, armados com bastões, facas e uma arma de fogo**, ter invadido a casa onde vive uma dezena de imigrantes argelinos, além de um venezuelano, para os espancar, destruir o recheio da habitação e proferir insultos racistas.”
Motivos totalmente diferentes. Mas vamos meter tudo no mesmo saco. A ver se difere do esperado.
A mãe da vítima por medo não apresenta queixa. E a escola não pode apresentar? Preservando a família.
Who are these parents? Bloody cowards. They need to teach the youngest, no matter how confortable they get to live nowadays, it’s in Portugal legacy to emigrate and face discrimination elsewhere, and that’s not how you treat others facing the struggle of living in a place that gives them something their home couldn’t.
Crianças ignorantes como os pais e com acesso às redes. Brutal…
Incentivar ao ódio dá nisto. As crianças repetem o que ouvem em casa.
Mas que mal algum pode ter feito a alguém um miúdo de 9 anos
Antes que venha o racismo dissimulado do costume perguntar porque é que importa referir a nacionalidade da criança:
«Em relação às motivações do ataque, Ana Mansoa diz que no filme há palavras racistas e xenófobas das crianças agressoras em relação à vítima.
Ana diz que a criança foi agredida também verbalmente com “nomes que não posso proferir”, a que se somaram frases como “vai para a tua terra”, “tu não és daqui”, “não queremos nada contigo” e “mais coisas que não posso dizer”.»
Claro como água: o país era, em muitos aspetos, um ninho de vespas quietinho à espera que alguém o viesse atiçar.
Só que andaram a vender a ideia de que o português genérico integra e se mistura melhor que os outros (aliás, esta ideia até é parte basilar da forma como se ensina um período da história do nosso país). Mesmo depois dos vários incidentes, da discriminação e das coisas horríveis que se diziam sobre os imigrantes da Europa do leste e do Brasil nas últimas duas décadas do século passado (que vinham roubar maridos, que vinham para a prostituição, etc).
Isto é a consequência de um país culturalmente fechado (quase 50 anos de uma dituradura que cerceava boa parte das manifestações culturais de fora), etnicamente muito homogéneo e onde continua a imperar um conservadorismo beato em boa parte do tecido social.
Exemplo óbvio disso é um acontecimento como este, que só pode provocar horror e repúdio, e em que há claramente uma motivação xenófoba, ser recebido com os desvios habituais: “não interessa a nacionalidade”, “isto tem dois lados”, “onde estão as notícias dobre o bullying com crianças portuguesas?”.
Torcendo para que portugal se torne definitivamente uma terra de imigrantes, servindo como karma como resultado das ações dos povos portugueses antigos.
“**A própria escola não denunciou o caso**.”
até a escola normaliza
“portugal não é um pais racista” – dito por muitos
Isto é nojento.
Revolta me imenso , só me apetecia pegar nos agressores e arrancar lhe os dentes ao estalo.
O facto de fazerem isto a uma criança já é doentio, nós como sociedade temos muito a aprender.
Os pais destas crianças deviam ter vergonha de um filho fazer isto a outro ser humano.
Quando é o funeral ?
Edit – Vi agora que não morreu. O título está errado
Incrivel como dizem SEMPRE a nacionalidade das vitimas quando não são portugueses. Se a vitima fosse portuguesa “ah e tal do que é que interessa?”
Vá, dá lá o ban..
Porque não se menciona que os agressores são estrangeiros? Pergunta genuina. Se sabemos a nacionalidade da vítima porque não nos dizem a nacionalidade dos agressores? A escola CEPAP é uma escola para filhos de refugiados.
21 comments
Até dá a impressão que há grupos clandestinos que estão a tentar normalizar a violência étnica e racial para ganhos políticos.
Aqui não me interessa raças, etnias, nacionalidades, etc., para colocar esta questão.
Como é que é possível crianças com nove anos já estarem num ponto de sadismo e crueldade tal que não só agridem outra criança em grupo como *filmam* e partilham em grupos do WhatsApp?! Há tantos elementos aqui que deveriam ser impensáveis nesta idade, foda-se, deviam estar a discutir qual é o mais forte entre o Thor e o Son Goku, não a fazer estas merdas.
Eu só consigo refletir na minha infância, que já foi má o suficiente em termos de bullying na escola, e a pensar que até tenho de me considerar privilegiado por ter precedido a era dos smartphones.
Eu sei que já houve várias gerações a queixar-se das gerações seguintes, mas acho que estamos a permitir que cheguemos a níveis de desumanização ainda maiores que os quais andámos a lutar socialmente nas últimas décadas. Andamos a falhar as nossas crianças em todos os aspetos.
Barbárie.
“Sensação de insegurança” se calhar é isto
Será que vamos ter comentários mentecaptos com centenas de votinhos a justificar o enxerto de porrada com o “ambiente de insegurança”?
[deleted]
A culpa é das crianças e de todos à sua volta.
Incluindo CS, incluindo políticos, incluindo pais, incluindo a escola.
“A denúncia deste caso surge depois de, no Porto, no início de maio, um grupo de **seis homens encapuzados, armados com bastões, facas e uma arma de fogo**, ter invadido a casa onde vive uma dezena de imigrantes argelinos, além de um venezuelano, para os espancar, destruir o recheio da habitação e proferir insultos racistas.”
Motivos totalmente diferentes. Mas vamos meter tudo no mesmo saco. A ver se difere do esperado.
A mãe da vítima por medo não apresenta queixa. E a escola não pode apresentar? Preservando a família.
Who are these parents? Bloody cowards. They need to teach the youngest, no matter how confortable they get to live nowadays, it’s in Portugal legacy to emigrate and face discrimination elsewhere, and that’s not how you treat others facing the struggle of living in a place that gives them something their home couldn’t.
Crianças ignorantes como os pais e com acesso às redes. Brutal…
Incentivar ao ódio dá nisto. As crianças repetem o que ouvem em casa.
Mas que mal algum pode ter feito a alguém um miúdo de 9 anos
Antes que venha o racismo dissimulado do costume perguntar porque é que importa referir a nacionalidade da criança:
«Em relação às motivações do ataque, Ana Mansoa diz que no filme há palavras racistas e xenófobas das crianças agressoras em relação à vítima.
Ana diz que a criança foi agredida também verbalmente com “nomes que não posso proferir”, a que se somaram frases como “vai para a tua terra”, “tu não és daqui”, “não queremos nada contigo” e “mais coisas que não posso dizer”.»
Claro como água: o país era, em muitos aspetos, um ninho de vespas quietinho à espera que alguém o viesse atiçar.
Só que andaram a vender a ideia de que o português genérico integra e se mistura melhor que os outros (aliás, esta ideia até é parte basilar da forma como se ensina um período da história do nosso país). Mesmo depois dos vários incidentes, da discriminação e das coisas horríveis que se diziam sobre os imigrantes da Europa do leste e do Brasil nas últimas duas décadas do século passado (que vinham roubar maridos, que vinham para a prostituição, etc).
Isto é a consequência de um país culturalmente fechado (quase 50 anos de uma dituradura que cerceava boa parte das manifestações culturais de fora), etnicamente muito homogéneo e onde continua a imperar um conservadorismo beato em boa parte do tecido social.
Exemplo óbvio disso é um acontecimento como este, que só pode provocar horror e repúdio, e em que há claramente uma motivação xenófoba, ser recebido com os desvios habituais: “não interessa a nacionalidade”, “isto tem dois lados”, “onde estão as notícias dobre o bullying com crianças portuguesas?”.
É sintomático. Vamos penar muito.
[https://tinygif.com/images/2020/04/15/michael-jackson-eating-popcorn.gif](https://tinygif.com/images/2020/04/15/michael-jackson-eating-popcorn.gif)
Torcendo para que portugal se torne definitivamente uma terra de imigrantes, servindo como karma como resultado das ações dos povos portugueses antigos.
“**A própria escola não denunciou o caso**.”
até a escola normaliza
“portugal não é um pais racista” – dito por muitos
Isto é nojento.
Revolta me imenso , só me apetecia pegar nos agressores e arrancar lhe os dentes ao estalo.
O facto de fazerem isto a uma criança já é doentio, nós como sociedade temos muito a aprender.
Os pais destas crianças deviam ter vergonha de um filho fazer isto a outro ser humano.
Quando é o funeral ?
Edit – Vi agora que não morreu. O título está errado
Incrivel como dizem SEMPRE a nacionalidade das vitimas quando não são portugueses. Se a vitima fosse portuguesa “ah e tal do que é que interessa?”
Vá, dá lá o ban..
Porque não se menciona que os agressores são estrangeiros? Pergunta genuina. Se sabemos a nacionalidade da vítima porque não nos dizem a nacionalidade dos agressores? A escola CEPAP é uma escola para filhos de refugiados.
Já está o pessoal a falar do Chega para quê?!