Educadores do Povo – Artigo de Opinião

3 comments
  1. >Em “The Closing of the American Mind” (1987), Alan Bloom defende que, na universidade, o progressismo acabou por resultar num fechamento da mente, alimentando uma demagogia radical. Bloom, um proscrito à luz da nova ortodoxia, estava certo.

    >Quase três décadas depois, Greg Lukianoff e Jonathan Haidt publicam “The Coddling of the American Mind”. A tese é a de que a combinação entre boas intenções e más ideias está a condenar uma geração inteira ao fracasso, mediante a cristalização de três inverdades perigosas (e, diga-se, contraintuitivas): que o que não nos mata nos torna mais fracos; que devemos sempre seguir as nossas emoções, e que a vida é uma batalha entre os bons e os maus.

  2. Às vezes fico a pensar que essas coisas são as estupidezes da altura que os adolescentes e jovens idealistas ainda a descobrir o mundo formulam como proposta para resolver os seus problemas. O coração está no sítio certo, o cérebro é que não.

    Essa revolta e inconformidade no jovem é necessária e vai causar atrito com o estabelecimento, por vezes com coisas irracionais como a “cancel culture”, e muitos jovens vão sofrer nas suas próprias vidas por terem pensamentos que não os ajudam em nada, mas o mais provável é que ao tornarem-se adultos acabem por aperceber-se de que muitas coisas que acreditavam em jovens é só parvo.

    Do outro lado da medalha temos os seguidores do Jordan Peterson e companhia.

    Em ambos os lados a estupidez compõe a maior parte das ideias, mas no fim quando o pó assentar vão ficar as boas novas ideias que surgiram com esses movimentos e sobreviveram, e assim a humanidade avança, deixando para trás a parvoíce deste tempo, ficando com o que sobrou de bom e abrindo caminho para as parvoíces das gerações seguintes.

  3. Interessante que a autora começa por relatar casos de papers ficticios que foram publicados com sucesso. Só esqueceu de dizer que o mesmo fenómeno acontece em qualquer área. Há papers ficticios relatamdo doenças inexistentes e baseadas em episódios de South Park que foram igualmente publicados com sucesso.

    Pay to publish é uma realidade, mas não é uma questão ideológica.

Leave a Reply