Professora com processo disciplinar por referir nacionalidade de aluna: hipocrisia e ataque à liberdade de expressão

by Ironbuttcheeks

7 comments
  1. No meu tempo chamávamos paneleiro a um amigo e todos se riam incluindo o panasca.
    Hoje em dia, uma pessoa, que se identifica como pessoa humana do sexo masculino, não pode dizer um caralho

  2. Acho piada que num caso, que se for comprovado tal e qual como o autor diz, é condenável, se tenta passar mais uma vez a mensagem da parte vale pelo todo.

    Se um caso acontece, então é algo comum e recorrente.

    O tema recorrente é a liberdade de expressão. Que aparentemente deve ser total, não interessa se a uso para espalhar mentiras ou incentivar discursos de ódio.

    O bom da liberdade de expressão, em teoria, é uma pessoa informada e de boa fé criticar algo com o qual não concorda. No entanto, muitas vezes assistimos a discusos que visam demonizar determinados grupos.

    Ainda no outro dia, no sub ao lado de nome portugueses vi um vídeo de uns fundamentalistas muçulmanos a partir uma estátua de nossa senhora, a fazer parecer que aconteceu cá ou que virá a acontecer.

    Engraçado que o vídeo tinha uns anos e que era do estado islâmico…

    É esta a liberdade de expressão que tantos assim apregoam? Poderes tudo aquilo que quiseres, mesmo que seja de má fé? Mesmo que magoe outros? Mesmo que incite à violência contra outros grupos?

    O que não falta são postas de pescada, que carecem de fundamento científico a serem disponibilizadas online por indivíduos.

    Devo aceita tais ideias sem fundamentos?

    Eu critico o anti-semitismo que caracterizou determinadas partes da manifestação pela habitação há uns meses

    Critico discursos da treta de que o género não existe ou que é algo novo

    Critico o que tem sido feito pela comunicação social, que para gerar mais aderência, tem passado as notícias sem reflexão nenhuma

    Antes que me digam, sim, tenho perfeita consciência de que estes 3 exemplos são completamente diferentes e provêm de contextos próprios. 

    Mas vão me dizer que esta suposta liberdade de expressão, em que qualquer pessoa pode dizer o que quiser, sem problemas nenhuns não pode ter desfechos gravíssimos?

    Só uma última nota, o conceituado opininante parece preocupar-se muito com as condições socio-económicas da aluna, visto que a professora tentava combater isso mesmo e por isso mencionou a sua nacionalodade.

    Mas nunca o escrever nada sobre isto…

    https://www.jn.pt/3291201542/professora-de-espinho-vai-ser-julgada-por-maus-tratos-a-alunos-estrangeiros/

    Mas fala sobre ideologia de género (saí do ensino público há dois anos e nunca nada sobre este tema nos foi dito), liberdade de expressão e mais conteúdos, onde apenas se preocupa com um lado, o seu…

  3. A professora já devia saber que só se deve mencionar a nacionalidade quando não é uma minoria e/ou é europeia.

  4. Estou de acordo com a ideia geral deste artigo excepto:

    > No caso passado no parlamento, mesmo que possa não ser unânime, pois já temos a esquerda woke em polvorosa a pedir a demissão de Aguiar-Branco, estamos no campo da liberdade de expressão.

    Esta esquerda Woke foi o SOS racismo. O SOS racismo tem nome e era escusado usar estes termos para defender este ponto a menos que se esteja a referir a pessoas no Twitter. Tenho de dizer isto para que quem leia tenha pelo menos a noção de não meter tudo no mesmo saco desde o PS ao MRPP e SOS racismo e trolls do Twitter e tipos de pessoas inventadas.

  5. “Uma professora tem um processo disciplinar, de que se está a defender, porque num documento interno da escola se referiu a uma aluna de uma determinada nacionalidade, dizendo: “a aluna de nacionalidade x com determinado nome” tem uma série de problemas e, ao referir os problemas, visava proteger, apoiar e obter recursos para que esta aluna pudesse ser apoiada convenientemente. Por mencionar a nacionalidade da aluna, apenas e só a nacionalidade da aluna, a professora tem um processo disciplinar por discriminação. Isto é, a mera menção da nacionalidade da aluna foi interpretada como um ato discriminatório, levando à abertura de um processo disciplinar.

    Enquanto isso, vimos recentemente em todas as redes noticiosas a seguinte notícia: “Ministério Público investiga ‘linchamento’ de criança nepalesa em escola de Lisboa”. Assim, com estes argumentos, aplicados pela inspetora que justifica o processo disciplinar à professora, podemos fazer o mesmo, processos disciplinares por discriminação, com todos os OCS que referiram a nacionalidade da aluna?

    Se isto não bastasse, também tivemos, a semana passada, o presidente da Assembleia da República Portuguesa a declarar que “é possível dizer que os turcos são preguiçosos” sem que isso tenha problema algum. Acrescentando que quem faz o julgamento do que é dito na Assembleia da República “é o povo quando formos a eleições”. A flagrante contradição entre os dois casos expõe a hipocrisia de uma sociedade.

    No caso da professora e da notícia, não se trata nem de discriminação, nem de liberdade de expressão. É um facto! E todos temos direito à nacionalidade, conforme está escrito na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948): Art.º 15 “Todo indivíduo tem direito a uma nacionalidade”. A nacionalidade é um direito consagrado à condição humana e nunca um fator discriminatório, apenas algum preconceito pode determinar tal conclusão.

    No caso passado no parlamento, mesmo que possa não ser unânime, pois já temos a esquerda woke em polvorosa a pedir a demissão de Aguiar-Branco, estamos no campo da liberdade de expressão.

    É crucial reconhecer que a liberdade de expressão é um direito fundamental, basilar para uma sociedade democrática. Essa liberdade inclui o direito de expressar opiniões, mesmo que impopulares ou controversas. Limitar a liberdade de expressão sob a alegação de “ofensa” é um caminho perigoso que leva à censura e à autocensura.

    Ao silenciar vozes dissonantes, corremos o risco de criar uma sociedade homogénea e intolerante, onde o debate aberto e a troca de ideias são sufocados. Cabe a cada indivíduo decidir o que o ofende, e não a um grupo minoritário ou à autoridade impor sua visão de mundo.

    A criminalização da linguagem e a obsessão com a cultura do “cancelamento” representam um ataque à liberdade de pensamento e ao progresso social.

    É importante que entendamos os perigos dessa nova era onde a verdade é sacrificada no altar do politicamente correto.

    O caso da professora em questão é um exemplo emblemático da hipocrisia e do autoritarismo que grassam na nossa sociedade. É urgente defender a liberdade de expressão como um valor fundamental, sem a qual a democracia e o progresso social se tornam inviáveis.

    Lembre-se: quem cala consente. Não podemos permitir que a censura e a autocensura ditem o que podemos ou não dizer. É preciso ter coragem para defender a liberdade de expressão, mesmo quando isso significa defender o direito de os outros expressarem opiniões com as quais discordamos.”

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