>Novas linhas para ligar o interior ao litoral do país, permitindo comboios mais rápidos e frequentes. Esta é a receita para combater a desertificação, no entender do Novo Movimento Pelo Interior (NMPI). A posição foi manifestada na última sexta-feira num debate realizado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A ferrovia é a única chave para promover a coesão territorial, depois do fracasso resultante da construção da rede de mais de 3000 quilómetros de autoestradas nos últimos 40 anos.
>“As autoestradas revolucionaram a mobilidade, mas as velocidades estão limitadas a 100 ou a 120 quilómetros por hora, conforme o tipo de veículos. A tendência é para que a velocidade máxima venha a ser reduzida, por razões ambientais”, salientou Alberto Aroso, um dos coordenadores do NMPI. Como consequência da aposta rodoviária, “os polos de menor dimensão, no interior, foram absorvidos pelos polos de maior dimensão do litoral”, recordou o especialista.
>A migração do interior tem pressionado cada vez mais o litoral do país: os empregos estão cada vez mais concentrados nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, onde o metro quadrado fica cada vez mais caro e as famílias são obrigadas a morar nos subúrbios. Sem haver planeamento do território, essas pessoas ficam a depender do automóvel para chegarem ao emprego, porque as redes de transporte não conseguem responder atempadamente a estes movimentos. As pessoas ficam presas nas filas, no para-arranca, acabam por gastar mais combustível, agravando a importação de bens e rompendo com qualquer estratégia de descarbonização dos transportes, um dos maiores emissores de gases com efeitos de estufa. Há menor qualidade de vida.
Se calhar hospitais, escolas, oportunidades de emprego, etc. teriam um maior impacto…
será que há gajas boas no interior?
A receita deles não é tornar o interior apetecível e com economia e serviços, mas torná-lo mais conectado ao apetecível litoral? Também me parece redutor uma receita de um ingrediente. E nem era essa a posição do movimento quando renasceu. Aliás, nesta notícia de fevereiro nem mencionavam comboios entre as medidas que achavam importantes.
Mas seria interessante ver o documento original do movimento em 2018.
Isto também pode ser um artigo focado apenas num ponto e ter havido uma discussão mais alargada com outros tópicos.
A única coisa necessária, como sempre foi na história da humanidade, é atividade económica … O resto vem por arrasto.
[removed]
O que a malta do interior precisa é de combóios.
Quem diz isto, nao vive no interior
Até podem ter 30 TGVs para o interior, mas centros urbanos só existem com atividade económica. O problema é que para bastantes empregos, especificamente qualificados mas não só, é preciso ir para a AMP e AML.
Precisamos de mais negócios no interior que atraiam pessoas para viver nessas regiões. Depois podemos pensar nos comboios.
8 comments
>Novas linhas para ligar o interior ao litoral do país, permitindo comboios mais rápidos e frequentes. Esta é a receita para combater a desertificação, no entender do Novo Movimento Pelo Interior (NMPI). A posição foi manifestada na última sexta-feira num debate realizado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A ferrovia é a única chave para promover a coesão territorial, depois do fracasso resultante da construção da rede de mais de 3000 quilómetros de autoestradas nos últimos 40 anos.
>“As autoestradas revolucionaram a mobilidade, mas as velocidades estão limitadas a 100 ou a 120 quilómetros por hora, conforme o tipo de veículos. A tendência é para que a velocidade máxima venha a ser reduzida, por razões ambientais”, salientou Alberto Aroso, um dos coordenadores do NMPI. Como consequência da aposta rodoviária, “os polos de menor dimensão, no interior, foram absorvidos pelos polos de maior dimensão do litoral”, recordou o especialista.
>A migração do interior tem pressionado cada vez mais o litoral do país: os empregos estão cada vez mais concentrados nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, onde o metro quadrado fica cada vez mais caro e as famílias são obrigadas a morar nos subúrbios. Sem haver planeamento do território, essas pessoas ficam a depender do automóvel para chegarem ao emprego, porque as redes de transporte não conseguem responder atempadamente a estes movimentos. As pessoas ficam presas nas filas, no para-arranca, acabam por gastar mais combustível, agravando a importação de bens e rompendo com qualquer estratégia de descarbonização dos transportes, um dos maiores emissores de gases com efeitos de estufa. Há menor qualidade de vida.
Se calhar hospitais, escolas, oportunidades de emprego, etc. teriam um maior impacto…
será que há gajas boas no interior?
A receita deles não é tornar o interior apetecível e com economia e serviços, mas torná-lo mais conectado ao apetecível litoral? Também me parece redutor uma receita de um ingrediente. E nem era essa a posição do movimento quando renasceu. Aliás, nesta notícia de fevereiro nem mencionavam comboios entre as medidas que achavam importantes.
https://www.jn.pt/4221992457/movimento-pelo-interior-renasce-e-quer-ouvir-partidos/
Mas seria interessante ver o documento original do movimento em 2018.
Isto também pode ser um artigo focado apenas num ponto e ter havido uma discussão mais alargada com outros tópicos.
A única coisa necessária, como sempre foi na história da humanidade, é atividade económica … O resto vem por arrasto.
[removed]
O que a malta do interior precisa é de combóios.
Quem diz isto, nao vive no interior
Até podem ter 30 TGVs para o interior, mas centros urbanos só existem com atividade económica. O problema é que para bastantes empregos, especificamente qualificados mas não só, é preciso ir para a AMP e AML.
Precisamos de mais negócios no interior que atraiam pessoas para viver nessas regiões. Depois podemos pensar nos comboios.