A Estónia desde 2005 passou a permitir que os sufrágios se fizessem através da internet.

[No último sufrágio em 2019, 43.75% dos eleitores votaram através da internet.](https://e-estonia.com/i-voting-the-future-of-elections/)

Isto claramente deixa dúvidas (tanto a nível nacional como internacional) ao nível da segurança, e mesmo o próprio sistema já foi revisto e melhorado várias vezes devido a isso.

No entanto, mesmo tendo a Rússia como constante ameaça à sua democracia (pois Estónia é dos um países que pertenceu à URSS) o sistema têm sobrevido.

Em Portugal, [89,2% dos residentes no estrangeiro não votaram](https://www.pordata.pt/Portugal/Taxa+de+absten%C3%A7%C3%A3o+nas+elei%C3%A7%C3%B5es+para+a+Assembleia+da+Rep%C3%BAblica+total++residentes+em+Portugal+e+residentes+no+estrangeiro-2208) muito devido [às dificuldade de exercerem o seu direito](https://observador.pt/opiniao/a-abstencao-forcada-dos-emigrantes-portugueses/).

Durante estas eleições, devido à pandemia e à gestão do acesso às das mesas de voto, prevê-se uma nova abstenção recorde.

Qual a vossa opinião sobre o assunto? É um vislumbre do futuro ou um projeto condenado ao fracasso?

31 comments
  1. Se o sistema for bem implementado não sei porque não o fazer. Para que é que se criou a chave digital? Não sei porque não usam esse sistema para garantir que quem está a votar é a pessoa em questão. Claro com melhorias no sistema de segurança.

  2. A minha opinião é:

    Se não te dás ao trabalho de te deslocar a um sitio de 2 em 2 anos ou coisa do género para dar o teu contributo para a democracia, talvez não estejas assim tão interessado no assunto.

    Efetivamente pode sempre haver duvidas dos resultados, mesmo que tecnicamente se possa garantir que é impossível. E não é saudável haver dúvidas dos resultados, veja-se o exemplo dos USA nas 2 ultimas eleições.

  3. Um dos pontos chaves do voto é ser anónimo.
    Por isso, é impossível garantir que um dado voto é honesto ou não, e isto é uma facto.

    Com o voto por papel, podes confiar que se alguém quiser alterar os votos tem de fazer uma acção física á vista de vários olhos.
    Alterar um voto se calhar até é fácil mas se quiseres mudar um milhão vai ser extremamente difícil.

    Em comparação, o mundo digital é binário: ou consegues alterar ou não consegues. E se conseguires, não há limite para as alterações que se consegue fazer.

    No máximo, apenas os cadernos eleitorais podem/devem ser digitais, permitido assim, de forma trivial votar em qualquer posto.
    E mesmo assim, uma implementação só seria segura se cada posto imprimisse os dados da pessoa que votou.

  4. Irrelevante. Se não perdes 6 minutos da tua vida para ir votar (foi o que demorei domingo), também não é por ser online que vai fazer a diferença.

  5. Trabalho em tecnologia e sou pro-tecnologia em muita coisa. Mas sabendo os trâmites (e riscos) associados, o voto é aquilo que menos espero vir a ser digitalizado.

    A Tecnologia é uma ferramenta de escala: fazemos mais com menos. E isso funciona pra ambos os lados. Mas especificamente, no caso de eleições, é também muito maior o impacto de corromper eleições e mudar os resultados (a escala possível é muito maior).

    Digitalizem é a burocracia toda que ainda temos, pra assinar papéis e papeizinhos, e esperar meses por documentos que poderiam sair na hora. /rant

  6. Um valente nunca vai acontecer, pelo menos para eleições desta importância. Falando assim por alto vêm me logo 3 problemas à cabeça:

    Voto anónimo não assegurado;
    Possível coação de voto por parte de familiares;
    Desconfiança em tudo o que é votação e sistema on-line em Portugal (caso das eleições do Benfica que se pôs em causa o sistema e houve recontagem de votos)

  7. Não sei porque é que users e partidos ainda martelam nisto, se não é possível garantir o anonimato.

  8. acho que isto de votar é algo que deve sempre acontecer por papel.

    nao ha método seguro pela Internet.

    tudo acabar por ter leaks ou algo parecido.

  9. Trabalho em IT en acho que se deve tornar o máximo possível digital e mais simples, mas o voto é algo que nunca vou querer abandonar o papel, para votar online teria de fazer um login, logo é possível saber em quem votei, e é para ser anónimo. Em papel a autenticação pode ser separada do voto, digitalmente em teoria também mas na prática como posso confiar no sistema? Mesmo que seja open source como sei.que o código que estou a ler é o que está a ser executado nos sistemas de voto? O papel elimina essas duvidas.
    Outra questão é a facilidade de manipular dados, é muito mais fácil somar 10k votos em A e subtrair de B. em papel é outra conversa trocar 10k votos.

    Podes implementar tudo e mais alguma coisa para garantir o anonimato inviolabilidade dos votos etc, mas nunca me vão conseguir provar que o código que está a ser executado nas máquinas é de confiança.

    Se alguém me quiser provar que estou errado agradeço, sempre aprendo algo.

  10. Quem sabe como é que os serviços governamentais da Estónia funcionam, sabe que Portugal tem montes de coisas, muito mais importantes do que o voto digital, para fazer…

  11. Lá porque a Estónia faz um disparate não quer dizer que devamos fazer o mesmo.
    Já muitas pessoas disseram o factos básicos, não há maneira de assegurar a anonimidade, e não há maneira de assegurar que quem está a votar online é de facto a pessoa cujo login estás a utilizar.
    O voto é uma daquelas raras coisas em que o presencial tem vantagens esmagadoras.

    o problema do voto durante a pandemia podia ter sido minimizado também com o voto presencial, podia-se ter aumentado os dias de votação, aumentado o voto em mobilidade….mas os partidos todos da assembleia da republica não fizeram nada sobre isso durante quase 2 anos.

  12. Espero que não. O sistema atual funciona e escala naturalmente com a população, não é preciso porem-se a inventar com soluções menos seguras só para dizerem que somos modernos.

  13. Acho que é fácil de manipular.. especialmente quando um dos teus vizinho é a Rússia… para mim voto é no papel. Hoje e para sempre.

  14. Nem pensar..levantem o cu da cadeira e vão votar…no momento em que for permitido isso em Portugal já sabem que o pouco que restava da democracia em Portugal desapareceu. Já para não falar do facto que os auditores iam ser todos corrompidos infelizmente é assim o factor humano.

  15. Moro na Estónia há 15 anos. Já votei várias vezes aqui usando o voto on-line. Há confiança no sistema mas também sempre houve dúvidas. A percentagem de votos on-line tem vindo a aumentar. Voto para as eleições do parlamento Europeu pela Estónia usando o voto on-line.

    Lendo alguns destes comentários faz-me rir uma beca. Alguma ignorância e arrogância à mistura

  16. Sou programador informático e a ideia assusta. Simplesmente não há sistemas informáticos seguros e as vantagens não compensam os riscos…
    Sou totalmente contra

  17. Acho que antes de digitalizar o voto há muitas outras coisas mais seguras q podemos fazer para tentar diminuir a abstenção (algumas já melhoraram ligeiramente nestas eleições):
    – Aumentar muito mais o n° de dias em que se pode votar;
    – facilitar o voto fora da zona de residência habitual, ou seja, em mobilidade;
    – aumentar o n° de dias em que se pode votar nos nossos consulados e embaixadas por todo o mundo,
    – facilitar o registo para voto por carta (geralmente quando se vai a ver essa possibilidade o prazo para inscrição já terminou ha largos meses),
    – E sobretudo, ter dias coincidentes com todos estes tipos de votos, nos vários locais (residencial, em mobilidade e nos consulados/embaixadas)

    Por exemplo, eu nestas legislativas não poderei votar porque estou na Alemanha. Isto por si só não soa como uma impossibilidade, mas a razão é q a meio do mês estava em Portugal e também AINDA não podia votar, nem antecipado, nem em mobilidade devido aos dias previamente definidos para tal;
    Durante os 3 dias em que poderia votar num consulado PT na Alemanha, ainda estava eu em Portugal. Agora que já cá estou, terminaram os 3 dias e não posso votar aqui.
    No Domingo, já voarei para Portugal, mas para Lisboa. Como sou do Porto, apesar de ser o principal dia das eleições não será possível votar porque estarei em mobilidade e nesse dia já nao é aceite essa modalidade de voto.
    Até mete pena, não consegui fugir a nenhum pingo da chuva, mas devido ao meu trabalho e a esta complexidade de datas reduzidas eu não votarei, e esta infeliz sorte já aconteceu bastantes vezes em anteriores autárquicas e presidenciais.

  18. Não sou especialista nem trabalho na área, por isso tenho mais é que calar a boca. Todos os especialistas dizem que é a pior ideia da história das ideias, talvez de sempre, por isso sou bastante contra.

  19. Nunca seria seguro. É uma ideia estúpida vinda da cabeça de pessoas que não entendem o mundo em que vivemos.

  20. No thanks. Uma urna, todos os partidos a olhar para ela enquanto não se conta os votos. Seguro, sem hipótese de fraude.

    Quem não quer dar ao trabalho de perder 1 hora a ir votar , não merece votar.

  21. Para já espero que não implementem aqui pois todos sabemos os riscos mas ainda bem que alguem começou o processo assim podemos estar atentos ver os problemas e quando estiver maduro podemos adoptar. O voto acontece 1 x por ano no maximo. Acho que não custa muito irem votar 1 x no ano.

  22. Acho que iria ser benéfico no sentido em que haveria muito menos abstenção de voto, pelo menos por parte dos mais jovens.

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