> O caso de Portalegre, citado por Pedro Magalhães, é exemplar para fazer as contas ao desperdício. Nas legislativas de 2019, o PS com 23 013 votos conseguiu eleger dois deputados, os únicos deste círculo eleitoral. Os restantes 24 427, sendo 10 375 no PSD, não serviram para nada. Sendo esta a realidade porque nada muda? “Os partidos são muito avessos à mudança porque poderia criar um conjunto de alterações àquilo que são as suas forças relativas. Isso é um receio que os partidos políticos têm. Se mudam as regras do jogo, o resultado do jogo pode mudar. E muito provavelmente este receio tem sido, até agora, mais forte do que o desejo de revolver os problemas que o nosso sistema eleitoral tem”, constata Santana Pereira.
Eu não sei como é que estas pessoas aceitam isto. Provavelmente nem têm consciência da sua situação.
Certamente a iliteracia sobre o sistema eleitoral joga a favor do mesmo.
A Guarda é o exemplo mais gritante (não do “desperdício ” , mas do valor dos seus votos: elege 3 deputados com 150k eleitores (1/50k). Compara com o Porto (1/39900).
Isto para não falar dos votos no estrangeiro. That’s another whole can of worms.
Normal.
Primeiro porque as pessoas sabem que os votos aí têm menos importância e segundo porque há muito mais dispersão populacional.
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> O caso de Portalegre, citado por Pedro Magalhães, é exemplar para fazer as contas ao desperdício. Nas legislativas de 2019, o PS com 23 013 votos conseguiu eleger dois deputados, os únicos deste círculo eleitoral. Os restantes 24 427, sendo 10 375 no PSD, não serviram para nada. Sendo esta a realidade porque nada muda? “Os partidos são muito avessos à mudança porque poderia criar um conjunto de alterações àquilo que são as suas forças relativas. Isso é um receio que os partidos políticos têm. Se mudam as regras do jogo, o resultado do jogo pode mudar. E muito provavelmente este receio tem sido, até agora, mais forte do que o desejo de revolver os problemas que o nosso sistema eleitoral tem”, constata Santana Pereira.
Eu não sei como é que estas pessoas aceitam isto. Provavelmente nem têm consciência da sua situação.
Certamente a iliteracia sobre o sistema eleitoral joga a favor do mesmo.
A Guarda é o exemplo mais gritante (não do “desperdício ” , mas do valor dos seus votos: elege 3 deputados com 150k eleitores (1/50k). Compara com o Porto (1/39900).
Isto para não falar dos votos no estrangeiro. That’s another whole can of worms.
Normal.
Primeiro porque as pessoas sabem que os votos aí têm menos importância e segundo porque há muito mais dispersão populacional.