Portugal é o país da UE onde a falta de acesso à habitação mais se agrava

by Castro_Laboreiro

15 comments
  1. É alarmante, e quem tem poder para alterar este paradigma não faz nada. Existem países e regiões que estão a salvaguardar o direito à habitação, como o Alemanha e Barcelona.

    Com esta inércia governamental dos anteriores executivos (PS, PSD, CDS-PP), sob o mote de que “é o mercado a funcionar”, e da receita oriunda dos impostos de venda de património luxuoso e turismo, sofrem todos os portugueses que não têm acesso à habitação.

    A Habitação é um direito consagrado na Constituição Portuguesa, e a situação gritante que vivemos em termos da falta de acesso a habitação condigna, está a deixar esta sociedade no limiar da sua resiliência.

  2. Já tivemos uma medida excelente por parte deste governo, a isenção do IMT para os jovens

  3. Barcelona: vamos acabar com os AL em 4 anos e não vamos ter medidas compensatórias porque em 4 anos de exclusividade de licenças tem lucro suficiente para pagar o investimento .

    Portugal/AD: vamos revogar aleventual caducidade das licenças dos AL ao fim de 7 anos(2030) bem como as contribuiçao extraordinária.

    Nota: Portugal tem um problema de habitação incomparavelmente mais grave que Espanha e creio que também mais grave que Barcelona especificamente (mas não me apetece confirmar 😀 )

  4. A receber mais de 300mil imigrantes por ano, é um problema sem solução

  5. Tenho 33, minha namorada tem 37 e estamos há algum tempo para cá a querer casar e procurar casa mas está impossivel.

    Juro, com toda a sinceridade, que não percebo como há jovens que conseguem comprar casas e ainda fazer férias

  6. Na minha opinião, só há uma solução, o estado entrar diretamente no mercado. Acordos entre o estado, a CGD e empreiteiros em todos os distritos do país sem oferta imobiliária acessível, construir de forma massificada prédios de apartamentos, tudo T2, colocar os mesmos no mercado com a condicionante de serem apenas para primeira habitação e estarem impedidos de serem arrendados ou colocados como AL.

    O sistema seria aluguer durante 3 anos, com obrigatoriedade de comprar ou deixar a casa no final do contrato, o valor da renda a ser descontado no valor final do imóvel.

  7. Cada vez vamos ver mais testemunhos como o rapaz que postou ontem que até tem um bom ordenado, mas que vive com a mãe e não sabe onde vão parar se o contrato atual acabar.

    As soluções que toda a gente põe na mesa é: ir para o interior. As rendas no interior também têm subido, e isto não é uma solução universal que funcione para toda a gente ou de todas as formas. E, que futuro teremos se a solução para a habitação por sempre andar de trouxa arrumada prontos para mudar de casa todos os anos consoante os valores das rendas?

    Sendo que o mercado de trabalho e muitos círculos sociais se mantêm nas grandes áreas metropolitanas – importa desenvolver os transportes para que seja mais rápido e cómodo ir trabalhar e voltar vivendo mais longe, e importa haver uma estratégia e uma lógica para a habitação. A habitação é um direito humano e é inadmissível haver fundos de investimento a parasitar todas estas vidas. O Airbnb era para ser uma ferramenta para permitir a pessoas que têm um quarto a mais/ou têm uma casa a mais que não está temporariamente a ser utilizada, emprestá-la a alguém. O AL podia ser excelente sobre uma economia de partilha, mas rapidamente a ganância tomou conta. Não faz sentido que empresas e fundos comprem múltiplas casas e esgotem o stock disponível de alojamento para especulação e proveito próprio.

    Se querem o mercado a funcionar, não se queixem depois quando os jovens forem funcionar para outro mercado. Entre ir viver a 5 horas de distância de avião dos pais, e viver a 5 horas de distância de carro – consigo melhor salário e condições de vida no estrangeiro. Entre ser indesejado em Portugal por meio tostão de salário e um tostão de alojamento, prefiro (e muitos de nós) ser indesejado no estrangeiro por dois tostões de salário e um tostão de alojamento.

    Estamos todos lixados e ainda há muita gente sem a empatia para perceber a gravidade do problema e do que muitas famílias honestas passam.

  8. quem diria que um país com poder de compra castrado, mercado de trabalho ranhoso e crise habitacional similar à restante europa se transformasse em algo pior.

    isto é algo que devia ser atacado de forma imediata e a várias frentes, mas não podemos esperar isso da nossa governação.

    Usando uma analogia para como se resolve em Portugal os problemas: quando o carro se arrasta para andar, anda tudo a tentar mudar os pneus, os rolamentos, os veios, a transmissão, o motor. Mas ninguém controla se a qualidade de como se está a trocar as peças é a devida, logo é tudo montado às três pancadas e no fim quando se volta a testar o carro continua a arrastar e fica tudo a olhar com cara de burro, e voltam a pedir para trocar novamente as peças por ainda mais caras, mas nem reparam que o mecânico está a usar uma picareta no pneu para encaixar a roda mas acham estranho como os pneus aparecem furados…

    por isso estamos destinados a definhar pois nadamos a tentar resolver problemas sem olhar a tudo.

  9. Establishment português fazendo de tudo para o Chega crescer nos próximos anos.
    Porra, AD, faz alguma coisa carai

  10. O que seria ter tido um partido com maioria absoluta para alterar este paradigma

  11. Lei da Oferta e procura, parece que os senhores da AD não querem resolver o problema porque lucram com ele…

    Primeiras medidas do governo , ZERO de apoios ou incentivos à construção. Volta a pressionar a diminuição da oferta com a re-liberalização dos AL.

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