Mau… mas as escolas andam a perder professores? Eu também perdia lá canetas e borrachas, mas um professor nunca perdi, e eu tinha desculpa, era puto…
Finalmente vamos ter a redução da função pública que este sub tanto pede
Sempre podem recrutar professores do Brasil total aqui a chavalada já fala mais brasileiro que português, têm é de aceitar os bonitos salários e as colocações a 200 Km de casa.
Professores sao precisos, mas quem e que se quer sujeitar a ser colocado a 200 ou 300km de casa para ir dar aulas e receber pouco mais do que ficar na area de residencia?
É como a GNR e a malta dos centros de inspeções vão 1 ou 2 anos para fora da area de residencia e so depois podem voltar caso tenham vaga, sim que passado 2 anos se tiverem que facilitar a algum amigo ja nao o vão fazer…
Problema maior é que mesmo que haja agora um recorde brutal de novas entradas no ensino superior para a vertente de docente não vamos ter professores suficientes para fazer as avaliações e estágios…
Fantástico.
Obrigado PS e PSD pela vossa sistémica incapacidade de governar com visão a longo prazo porque o que interessa é o Partido e o país que se lixe!
Era útil saber em que locais isto se está a passar para ver se o preço da habitação finalmente se torna um bocadinho mais elástico.
Ainda bem. Com a crise demográfica já não serão precisos. Depois é fechar as escolas.
Sempre podem ir buscar professores a Marrocos, Brasil, Angola, Cabo Verde, etc como querem fazer para as industrias com falta de mão de obra s
Mal pagos, a cada a ano pegam na mala e vão parar sabe se lá onde e aturar putos cada vez com pior educação em casa, quem n quer isto para a vida?
Oitavo ano : NÃO A PROFESSORES MESMO COM SALÁRIOS DE 5000€ limpos
É de espantar?
Um assassinato de carácter da função de docente constante na comunicação social e salários péssimos com má progressão onde ninguém que entre agora conseguirá alguma vez atingir o topo de carreira.
E isto piorou a começar com uma certa maioria absoluta… Depois venham pedir complacência com os resultados eleitorais.
Existe algum website para estágios/emprego no ensino?
Eu estou a estudar (PhD) para ser Professor e investigador e nem morto me apanham a dar aulas no secundário ou 2º e 3º ciclo.
Óbvio que estou a exagerar, mas as condições tinham de ser mesmo muito boas para pensar ir aturar pré-adolescentes e adolescentes.
Ninguem quer andar a tirar um mestrado(requisito para novos professores) e andar a ser mandado de escola em escola(muitas vezes a lecionar em mais que um sitio ao mesmo tempo) por todo o país para andar a limpar 1000€/mês para sempre porque não há progressão de carreira.
Tinham mas é de ou querer *muito* ser professores ou ser malucos.
É natural. Os sucessivos governos tudo têm feito para afastar quem tem habilitações para o ensino da profissão. Eu estou em contraciclo, voltei há poucos anos para o ensino, quando me cansei de ser super-explorada enquanto trabalhadora independente e comecei a encarar a possibilidade de um dia ter de procurar trabalho e as portas serem-me fechadas por causa da idade.
Já foram referidos alguns pontos negativos, mas não resisto a deixar uma pequena lista para quem não conhece a profissão:
– instabilidade laboral: não só não sabemos em que escola estamos no ano lectivo seguinte como ainda podemos apanhar substituições e mudar três ou 4 vezes de escola ao longo de um único ano; também não sabemos quanto vamos receber em cada escola, porque podemos calhar num horário incompleto e, em vez de 1000, podem ser 800 ou 500 euros. E, para bónus, se apanharmos um horário com 15 horas ou menos, não são declarados os 30 dias à Segurança Social, apesar de o nosso contrato de trabalho esperar exclusividade;
– Ordenados estagnados (na prática perda de poder de compra) há mais de 10 anos: desmotivação e pessoal que dantes até não se importava de mudar de cidade para trabalhar, agora simplesmente não tem folga orçamental para o fazer;
– Aumento da carga burocrática (tudo tem de ser registado numa grelha qualquer) e do número de alunos por professor: eu tenho 120 alunos este ano e dou-me por feliz. Já tive cerca de 200 e há quem vá aos 300, isto tudo enquanto é preciso fazer relatórios e avaliações individualizadas de alunos com dificuldades específicas, apesar de nem sabermos o nome de todos os alunos;
– Direções que deixaram de dialogar com os professores e assumem tiques autoritários: desde ameaças de processos disciplinares a tentativas de contornar a lei, pressionando, por exemplo, para a aceitação de horas extraordinárias, horas que vão contra a lei de acompanhamento de filhos menores de 12 anos ou mudando os horários sem sequer consultar o professor em causa;
– Carreira inexistente e desvalorização do investimento dos contratados na sua formação;
– Em cima disto tudo, uma comunicação social que perpetua a imagem do professor que nada faz e tem 3 meses de férias (basta lembrar o Rodrigo Moita Deus sobre os professores “baldas”), que faz sucesso na opinião pública. O professor é cada vez menos aquele que ensina e cada vez mais alguém que entretém os meninos enquanto os pais trabalham.
Diante disto, claro que quem pode vai-se embora. Eu ainda não desisti de conseguir um plano B para mim (já agora, adoro dar aulas a adolescentes e acho que eles percebem como sou feliz com eles).
As condições que dão a quem quer iniciar carreira são tão horríveis que praticamente só masoquistas é que, na atualidade, vão para professores.
Aqueles contratos temporários de 1 mês a receber 70% do salário de professor. Ter de andar nisso para conseguir algo estavel ao fim de 6 ou 7 anos. Estavel no sentido de conseguir colocação em outubro/novembro até julho. Porque nos restantes meses recebes 0.
Uma empresa ao fim de 3 anos tem de passar para os quadros alguém. No estado como em Agosto são “férias”, os contratos na sua maioria acabam em julho e assim andam os professores 6, 7 ou 10 anos até conseguirem passar para os quadros.
18 comments
Mau… mas as escolas andam a perder professores? Eu também perdia lá canetas e borrachas, mas um professor nunca perdi, e eu tinha desculpa, era puto…
Finalmente vamos ter a redução da função pública que este sub tanto pede
Sempre podem recrutar professores do Brasil total aqui a chavalada já fala mais brasileiro que português, têm é de aceitar os bonitos salários e as colocações a 200 Km de casa.
Professores sao precisos, mas quem e que se quer sujeitar a ser colocado a 200 ou 300km de casa para ir dar aulas e receber pouco mais do que ficar na area de residencia?
É como a GNR e a malta dos centros de inspeções vão 1 ou 2 anos para fora da area de residencia e so depois podem voltar caso tenham vaga, sim que passado 2 anos se tiverem que facilitar a algum amigo ja nao o vão fazer…
Problema maior é que mesmo que haja agora um recorde brutal de novas entradas no ensino superior para a vertente de docente não vamos ter professores suficientes para fazer as avaliações e estágios…
Fantástico.
Obrigado PS e PSD pela vossa sistémica incapacidade de governar com visão a longo prazo porque o que interessa é o Partido e o país que se lixe!
Era útil saber em que locais isto se está a passar para ver se o preço da habitação finalmente se torna um bocadinho mais elástico.
Ainda bem. Com a crise demográfica já não serão precisos. Depois é fechar as escolas.
Sempre podem ir buscar professores a Marrocos, Brasil, Angola, Cabo Verde, etc como querem fazer para as industrias com falta de mão de obra s
Mal pagos, a cada a ano pegam na mala e vão parar sabe se lá onde e aturar putos cada vez com pior educação em casa, quem n quer isto para a vida?
Oitavo ano : NÃO A PROFESSORES MESMO COM SALÁRIOS DE 5000€ limpos
É de espantar?
Um assassinato de carácter da função de docente constante na comunicação social e salários péssimos com má progressão onde ninguém que entre agora conseguirá alguma vez atingir o topo de carreira.
E isto piorou a começar com uma certa maioria absoluta… Depois venham pedir complacência com os resultados eleitorais.
Existe algum website para estágios/emprego no ensino?
Eu estou a estudar (PhD) para ser Professor e investigador e nem morto me apanham a dar aulas no secundário ou 2º e 3º ciclo.
Óbvio que estou a exagerar, mas as condições tinham de ser mesmo muito boas para pensar ir aturar pré-adolescentes e adolescentes.
Ninguem quer andar a tirar um mestrado(requisito para novos professores) e andar a ser mandado de escola em escola(muitas vezes a lecionar em mais que um sitio ao mesmo tempo) por todo o país para andar a limpar 1000€/mês para sempre porque não há progressão de carreira.
Tinham mas é de ou querer *muito* ser professores ou ser malucos.
É natural. Os sucessivos governos tudo têm feito para afastar quem tem habilitações para o ensino da profissão. Eu estou em contraciclo, voltei há poucos anos para o ensino, quando me cansei de ser super-explorada enquanto trabalhadora independente e comecei a encarar a possibilidade de um dia ter de procurar trabalho e as portas serem-me fechadas por causa da idade.
Já foram referidos alguns pontos negativos, mas não resisto a deixar uma pequena lista para quem não conhece a profissão:
– instabilidade laboral: não só não sabemos em que escola estamos no ano lectivo seguinte como ainda podemos apanhar substituições e mudar três ou 4 vezes de escola ao longo de um único ano; também não sabemos quanto vamos receber em cada escola, porque podemos calhar num horário incompleto e, em vez de 1000, podem ser 800 ou 500 euros. E, para bónus, se apanharmos um horário com 15 horas ou menos, não são declarados os 30 dias à Segurança Social, apesar de o nosso contrato de trabalho esperar exclusividade;
– Ordenados estagnados (na prática perda de poder de compra) há mais de 10 anos: desmotivação e pessoal que dantes até não se importava de mudar de cidade para trabalhar, agora simplesmente não tem folga orçamental para o fazer;
– Aumento da carga burocrática (tudo tem de ser registado numa grelha qualquer) e do número de alunos por professor: eu tenho 120 alunos este ano e dou-me por feliz. Já tive cerca de 200 e há quem vá aos 300, isto tudo enquanto é preciso fazer relatórios e avaliações individualizadas de alunos com dificuldades específicas, apesar de nem sabermos o nome de todos os alunos;
– Direções que deixaram de dialogar com os professores e assumem tiques autoritários: desde ameaças de processos disciplinares a tentativas de contornar a lei, pressionando, por exemplo, para a aceitação de horas extraordinárias, horas que vão contra a lei de acompanhamento de filhos menores de 12 anos ou mudando os horários sem sequer consultar o professor em causa;
– Carreira inexistente e desvalorização do investimento dos contratados na sua formação;
– Em cima disto tudo, uma comunicação social que perpetua a imagem do professor que nada faz e tem 3 meses de férias (basta lembrar o Rodrigo Moita Deus sobre os professores “baldas”), que faz sucesso na opinião pública. O professor é cada vez menos aquele que ensina e cada vez mais alguém que entretém os meninos enquanto os pais trabalham.
Diante disto, claro que quem pode vai-se embora. Eu ainda não desisti de conseguir um plano B para mim (já agora, adoro dar aulas a adolescentes e acho que eles percebem como sou feliz com eles).
As condições que dão a quem quer iniciar carreira são tão horríveis que praticamente só masoquistas é que, na atualidade, vão para professores.
Aqueles contratos temporários de 1 mês a receber 70% do salário de professor. Ter de andar nisso para conseguir algo estavel ao fim de 6 ou 7 anos. Estavel no sentido de conseguir colocação em outubro/novembro até julho. Porque nos restantes meses recebes 0.
Uma empresa ao fim de 3 anos tem de passar para os quadros alguém. No estado como em Agosto são “férias”, os contratos na sua maioria acabam em julho e assim andam os professores 6, 7 ou 10 anos até conseguirem passar para os quadros.
A plebe não precisa de ser educada…
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Os outros tem dinheiro para irem para privados.