Lançada petição que pede mudança na lei eleitoral para aproveitar votos que agora não elegem deputados | PÚBLICO

17 comments
  1. Diria que este tema nem é uma sobre uma posição partidária, mas sim democrática.

    A ideia que o voto de alguém pode valer ou mais ou menos que o meu é aberrante.

    Não deve haver votos “melhores” e votos “piores”, a falácia do CDS-PP ter mais votos que o PAN e LIVRE e ter ficado sem representação parlamentar mostra bem que o sistema eleitoral atual não é verdadeiramente democrático.

    Agora tudo depende do PS, já que são eles que têm a faca e o queijo na mão. Esta mudança na lei eleitoral só os vai prejudicar.

    Eis o link para a petição: https://omeuvoto.com/agir/

  2. O círculo de compensação também não é grande coisa. Para mim o mais justo era círculo único nacional, até porque nem sempre os deputados são do círculo que representam ou fazem algo mais por ele. Quantas vezes metem deputados a concorrer por um círculo em lugar elegível sem que o deputado alguma vez lá tivesse residido. O PR também não dá o exemplo nisto, sempre com aquele circo de ir votar à terra da avó.

  3. Mudar o método de Hondt por um que não tenha um viés tão grande a favor dos maiores partidos. Mudar os círculos eleitorais para que não haja círculos só 2 ou 3 deputados. Um círculo de compensação como nos Açores. Não têm que ser aplicadas todas estas medidas, mas só uma delas já ajudaria muito, e é algo que tem que ser discutido

  4. É giro, mas com um único círculo nem o Pan nem o livre elegiam deputados e o PS teria perto de 70% dos deputados.

    É o que dá o desinvestimento na educação em Portugal, surgem propostas surreais…

    Edit: é ainda mais giro ver os downvotes vindos de pessoas que não fazem a mínima ideia de como são distribuídos os lugares no parlamento. Têm acesso a internet, vá la, é simples e a informação está plenamente disponível em todo o lado.

  5. Pessoalmente não concordo com a totalidade desta petição, apesar de concordar (e achar importante) círculos de compensação e uma revisão dos existentes (lisboa tem a mais por exemplo), tenho problemas com os círculos grandes pois é indiferente o nome dos deputados.

    Pois para mim retira por completo a representatividade. Neste momento ter lá 230 deputados ou ter 7 ou 8 partidos que tem % de voto é igual. As pessoas não representam ninguém e não temos representatividade.

    Já temos uma solução pouco democrática (quem manda na verdade são os órgãos de gestão do partido no qual não elegemos e não os deputados, que podem trocar a meio da legislatura e fomenta o caquismo) e isto não ia melhorar muito a democracia ou representatividade.

    Acho bastante mais aconselhável uma solução do estilo alemã com círculos de compensação mas também representatividade individual.

    Como proposto pela [SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social) e da APDQ (Associação para uma Democracia de Qualidade)](https://www.dn.pt/politica/sedes-propoe-modelo-eleitoral-com-minimo-de-8-deputados-por-circulo-14061580.html)

    (E estava a estranhar a referência ao IL. Eles apoiam o círculo de compensação mas não o aumento dos círculos, pois tinham a proposta de uma redução com 2/3 de uninominais)

  6. Se o voto fosse verdadeiramente democrático os assentos ficariam distribuídos (possivelmente) da seguinte forma:

    PS – 96 assentos (-21)
    PSD – 64 assentos (-7)
    Ch – 17 assentos (+5)
    IL – 12 assentos (+4)
    BE – 10 assentos (+5)
    PCP – 10 assentos (+4)
    CDS – 4 assentos (+4)
    PAN – 4 assentos (+3)
    L – 3 assentos (+2)
    Coligações CDS PSD – 4 assentos (-1)
    RIR – 1 assento (+1)
    JPP – 1 assento (+1)

    Total 226
    Assentos vazios (partidos demasiado pequenos, nulos e branco) – 4
    Maioria – 114

    Esquerda (sem RIR nem JPP): 123
    Direita (sem chega): 89
    Direita (com chega): 106

    Arredondei para cima se tivessem mais de 0,4 acima da unidade. Para não desperdiçar votos e mesmo assim o total de assentos apenas seria 226 ou seja ficariam 4 assentos na assembleia o que significa que votos em branco e nulos teriam expressão direta na composição da assembleia tornando-se definitivamente votos de protesto.

    Seria uma assembleia mais diversa com mais representação democrática e parece-me bem mais interessante.

    Mas como é óbvio os partidos do poder seriam os mais prejudicados por isso isto nunca vai acontecer. Muito menos com maioria absoluta do PS que seria de longe o mais prejudicado nisto.

  7. Acho que mais importante que isto era mesmo uma petição para que os votos em branco contassem e não fosse possivel formar governo se a maioria dos votos fossem em branco.

  8. Penso que é urgente pensar os círculos eleitorais em Portugal.
    Bem sei que há mais população nos grandes centros, mas não estará a proporção feita automaticamente com essas diferenças de população entre grandes centros/interior?
    Acho demasiado redutor as pessoas do interior terem basicamente apenas dois partidos onde vale a pena votar, na realidade. Os círculos eleitorais de Vila Real, Bragança, Viseu, guarda, Castelo Branco, Portalegre e Beja juntos não chegam ao número de deputados que Lisboa elege.
    Poderia haver uma uniao de círculos eleitorais do interior, mas admitindo que porto e Lisboa são o motor financeiro e cultural do país, era continuar com círculos eleitorais autonomos, bem como ilhas e estrangeiro. É uma ideia, mas algo tem de ser feito.

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