Plataforma Casa para Viver convoca manifestação para 28 de Setembro

by ZaGaGa

12 comments
  1. Pessoal, eu já sei como isto é aqui no sub,

    1) sempre que há manifestações pela habitação há acusações de esquerda e direita. Podem discutir o que quiserem mas a maioria das pessoas com quem falei nas últimas manifestações não são nem uma coisa nem outra. Não deixem de participar por causa disso.

    2) se forem divulguem nas vossas redes, junto dos vossos amigos, família, etc. há interesses instalados que têm conseguido junto dos media desvalorizar estas manifestações. Basta comparar a atenção dada às últimas manifestações cuja dimensão não tem paralelo com outras como a dos professores (nada contra os professores mas têm muito mais visibilidade porque têm estruturas profissionais dedicadas) ou a do AL (ridículo mesmo a atenção dada a poucas dezenas de manifestantes, muitos pagos para lá estar)

    3) há aqui o Reddit e noutras plataformas, contas dedicadas a defender os interesses do imobiliário/sector do turismo. Temos por exemplo uma que só está ativa quando há uma discussão sobre o AL e que spamma tudo o que é comentário mais adverso ao setor com um discurso pré-trabalhado que a um leigo na matéria parece fazer sentido, mas na realidade são apenas números trabalhados para parecer outra coisa.

    TLDR se estão contra o rumo do governo nesta matéria e defendem que, resumidamente, têm de ser tomadas medidas com vista à descida dos preços, não faltem. O cidadão anónimo tem muito poucas ferramentas para se manifestar, ao contrário dos grupos económicos, não as desperdicem.

  2. Até achei interessante ate ler o manifesto e os apoiantes.

  3. Está aqui o manifesto: https://www.casaparaviver.pt/

    As medidas que listam na última (ainda não têm no site o manifesto para esta manifestação em concreto, pode ser que adicionem em breve, alguém diga qualquer coisa quando aparecer o desta para que altere o comentário) são:

    > – baixar as prestações pondo os lucros da banca a pagar;
    > – baixar e regular as rendas e prolongar a duração dos contratos;
    > – pôr fim aos despejos, desocupações e demolições, sem alternativa de habitação digna, que preserve a unidade da família na sua área de residência;
    > – a revisão imediata de todas as formas de licenças para a especulação turística;
    > – o fim do Estatuto dos Residentes Não Habituais, dos incentivos para nómadas digitais, das isenções fiscais para o imobiliário de luxo e fundos imobiliários;
    > – colocar no mercado de imediato os imóveis devolutos dos grandes proprietários, fundos e empresas que só têm como fim a especulação
    > – aumentar o parque de habitação pública do Estado.

    As medidas que listam na antepenúltima e não na última (ou que apresentam diferenças) são:

    > – Baixar as rendas e fixar os valores, indexando aos rendimentos dos agregados familiares, nunca excedendo os 20%, e garantir a renovação dos contratos em vigor e a estabilidade residencial;
    > – Controlar preços nos sectores essenciais (alimentação e água; electricidade e aquecimento; arrendamentos de casas; saúde e cuidados);
    > – Baixar as prestações do crédito à habitação para um valor suportável nos orçamentos familiares, nos rácios internacionalmente estabelecidos, como é o caso das indicações da ONU, bem como fixar pelo banco público um spread máximo de 0,25%, e recorrer a medidas de urgência como as tomadas no tempo da pandemia nesta matéria;
    > – Criar rapidamente mais alojamento estudantil e tomar medidas de urgência para garantir que todas as pessoas colocadas no ensino superior não abandonam o mesmo por falta de condições para ter acesso à habitação;
    > – Acabar com os paraísos fiscais;
    > – Adoptar energia renovável descentralizada, baseada na comunidade e controlada democraticamente, para atingir os 100% de eletricidade renovável até 2025;
    > – Tornar os transportes públicos gratuitos para toda a gente.

  4. Não li nada sobre a Palestina no manifesto. Como é que querem resolver o problema da habitação sem libertar a Palestina, como?

  5. Amigos, não é preciso concordar 100% com um protesto para simpatizar com o seu propósito.

    Pelo menos alguém se organiza para se manifestar e tentar discutir algo. Prefiro uma manifestação onde concordo a 50% do que ignorar o problema porque não é a manifestação perfeita.

  6. O manifesto da manifestação é basicamente a fórmula do PREC do roubar o que está feito (ocupações, proibições de despejos, arrendamento forçado, limitação de rendas). Ou seja, até funcionaria nos primeiros 5 anos mas depois o parque habitacional ficava como Cuba ou Venezuela, com zero de construção nova e manutenção da existente.

  7. A primeira reação é 😃: esperança, ver que há algo _físico_ no qual posso participar para contribuir como posso na demonstração de insatisfação

    A segunda reação é pensar que isto está ou vai estar associado a éne outras causas estúpidas que retiram foco

    A terceira reação é ler’ os “manifestos”…

    E agora, que fazer… 😞

  8. > Acabar com os paraísos fiscais;

    > pôr fim aos despejos, desocupações e demolições, sem alternativa de habitação digna, que preserve a unidade da família na sua área de residência;

    > Acabar com os paraísos fiscais;

    > Adoptar energia renovável descentralizada, baseada na comunidade e controlada democraticamente, para atingir os 100% de eletricidade renovável até 2025;

    Isto é claramente liderado por alguém que ainda está no 3º ciclo e aprendeu política no twitch. Não meterem “fim a todas as guerras” e “acabar com a fome” já é surpreendente.

  9. Andam a anos a falar nesta crise aqui no reddit

    Alguém tenta levar para o mundo real, a resposta é assim não

    Foda-se jovens a sério?!

Leave a Reply