Orçamento para a Defesa: Portugal deixa por gastar a cada ano 317 milhões
Portugal promete, todos os anos, muito mais do que aquilo que consegue cumprir na área da Defesa. Numa década, os orçamentos desta área têm vindo a crescer na maior parte dos anos, mas os milhões que são anunciados a cada Orçamento do Estado nunca são efectivamente empregues. E nem os apelos públicos do Presidente da República, que, com a Europa em guerra, pediu em 2022 um reforço no Orçamento da Defesa para o ano seguinte, evitaram que 2023 fosse um dos piores anos, com o segundo maior desvio em dez anos entre os gastos planeados e os executados

by ConfidentMongoose

3 comments
  1. Uma das poucas, senão únicas, coisa que concordo com o homem cor de laranja, é que os Países da NATO têm que fazer a sua parte em termos de investimento na defesa.

    Típicamente tuga, anunciamos mundos e fundos para depois tentar passar despercebidos com investimentos de tostões.

  2. Considerando que se trata de uma média a 10 anos, estão a ser também incluídos os anos de cativações, embora os piores anos tenham sido os mais recentes em que já não se praticava cativações.

    O artigo apresenta a principal causa da baixa despesa a ser com a não execução da Lei de Programação Militar. As Forças Armadas e o ministério da defesa não estão a comprar o material programado e esse dinheiro não pode ser desviado para outros lados, sendo que fica por gastar.

    Agora gostaria era de perceber porque é que as compras de material não estão a ser executadas. Trata-se de uma questão política em que falta tempo e vontade política para fazer as compras ou trata-se de uma questão militar em que não têm os meios/capacidades de momento para começar a receber e integrar o material que querem comprar?

    Outro tópico que apresentam é que Portugal inflaciona os números apresentados à NATO, mas isso sempre aconteceu desde que há o chão de 2% do PIB. A NATO permite mesmo que despesas com forças militarizadas sejam contabilizadas.

    Quanto à inclusão de pensões militares nas contas, a NATO também permite mas não vê com tanto agrado, sendo que foi através destes mesmos valores que a Grécia conseguiu ser dos poucos países a cumprir os 2%.

  3. Portugal tem muito por onde gastar milhões de euros. Equipamento militar não é uma delas.

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