A noticia de que a PSP nega aumento de criminalidade violenta em Ramalde no Porto e na Baixa de Lisboa contrasta com a noticia Criminalidade em Lisboa. “As pessoas acabam por achar que não vale a pena queixarem-se" , e mostra a importância que tem apresentar queixa nas autoridades. Numa noticia temos a PSP a indicar que não existe aumento da criminalidade e noutra moradores a descrever a insegurança que vivem no dia a dia. Quem tem razão? Para mim o que a PSP não está a compreender, voluntaria ou involuntariamente, é que eles estão a efetuar conclusões estatísticas sobre as queixas e não sobre a criminalidade em si, a noticia deveria ser PSP nega aumento de queixas de criminalidade violenta em Ramalde no Porto e na Baixa de Lisboa. Este mesmo titulo é "interessante", muito trabalhado pelas relações públicas da PSP, diz nega aumento de criminalidade violenta, se lermos o artigo logo nas primeiras frases está descrito que existe o aumento da criminalidade geral. Poderia deixar esta frase assim mas estaria a ser parcial, a levar o leitar para ter uma certa opinião, o aumento da criminalidade só ocorreu na freguesia de Ramalde. Então o titulo está focado na negação do aumento da criminalidade, o titulo poderia ser PSP emite comunicado sobre a criminalidade nas freguesias de… Não tinha tanto impacto pois não? Nem levava o leitor a pensar que a PSP está a fazer um bom trabalho. A imparcialidade dos jornalistas…

Muitas vezes somos confrontados com situações menos agradáveis ou até mesmo consideradas normal, como por exemplo alguém a aliviar-se na rua, e achamos que fazer queixa nas autoridades não vale de nada porque nunca vão fazer nada. Devemos fazer queixa nas autoridades e ter uma participação cívica mais activa. E fazer uma queixa oficial, já me aconteceu ir apresentar uma queixa na esquadra e o sr.º agente perguntar se queria apresentar uma queixa ou apenas informar o que se tinha passado.  O presidente da junta chega à mesma conclusão e diz que As pessoas acabam por achar que não vale a pena queixarem-se. Façam queixa!!

by Beneficial-Thanks-52

13 comments
  1. Quando tens pessoas que preferem escrever em redes sociais ao invés de escreverem no Livro de Reclamações, acho que não há muito a fazer. Pior, alguns não escrevem nem num lado nem no outro.

    Depois tens os iluminados que dizem que não vale a pena porque “hurrrr a polícia não faz nada”… Eh pá, claro que se forem assaltados a meio da noite, sem testemunhas, sem conseguirem sequer dar uma descrição do fulano, pois, não há muito a fazer, mas daí a não fazer nada vai um grande avanço.

    Outro factor importante é que algumas queixas requerem mais burocracia e pagamento de um valor, pelo que sei, há uma quantidade estupidamente alta de pessoas que se chegam logo atrás, “ui, pagar? nãoo, deixe estar”.

    Isto vai bater no mesmo de sempre, o tuga é demasiado brando e manso. Queixa-se por tudo e por nada mas também nunca quer mexer o cu para que haja mudanças.

  2. Concordo contigo, tem de se fazer queixa e insistir, mesmo quando eles recusam, ou começam a fazer pressão com perguntas “mas o quê que acha que nós podemos fazer?” Estou me cagar o que vocês podem fazer, mas quero a queixa registada para relatar nas estatísticas.

  3. Dá para fazer este tipo de queixas online? Pela minha experiência, os polícias estão sempre muito pouco disponíveis para escrever os relatórios. É sempre a despachar e com má disposição, nunca ficam apontados os detalhes todos

  4. Há sempre pessoas que não estão para se chatear com queixas que não dão em nada. Mas para haver aumento de criminalidade sem aumento de queixas teria que haver aumento de pessoas que sofrem crimes e não apresentam queixa. E também não tens dados para estabelecer isso.

  5. Recordemos que nalgumas freguesias de Lisboa foram emitidos atestados de residência em massa, por vezes muitas dezenas ou mesmo uma centena de pessoas supostamente a viver na mesma casa ….

    *”Esta rua de Lisboa tem 400 metros e 10 mil habitantes: há redes a vender milhares de moradas falsas a imigrantes”*
    [https://expresso.pt/sociedade/2022-08-26-Esta-rua-de-Lisboa-tem-400-metros-e-10-mil-habitantes-ha-redes-a-vender-milhares-de-moradas-falsas-a-imigrantes-957873ff](https://expresso.pt/sociedade/2022-08-26-Esta-rua-de-Lisboa-tem-400-metros-e-10-mil-habitantes-ha-redes-a-vender-milhares-de-moradas-falsas-a-imigrantes-957873ff)

    *”Emissão de atestados de residência “em massa” em Lisboa sob investigação criminal”*
    [https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/20220831-2043-emissao-de-atestados-de-residencia-em-massa-em-lisboa-sob-investigacao-criminal](https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/20220831-2043-emissao-de-atestados-de-residencia-em-massa-em-lisboa-sob-investigacao-criminal)

    Eu gostava de saber como decorreu esta investigação, nunca mais se ouviu falar de nada.

    Imigração sim, controlada, ora o que se passou durante a ultima meia duzia de anos em Portugal foi outra coisa qualquer e ninguém me tira da cabeça que houve gente ligada a poder, central ou local, que tinha algo a ganhar com isto. Fora o que ganharam via imobiliário com a escassez que geraram no mercado de habitação, um estoiro brutal. De recordar que até o ex. PM António Costa investiu as suas poupanças em meia dúzia de casas….

  6. A nomenclatura é a arma de arremesso para o lado de quem nao quer resolver problemas ou fingir que eles nao existem.

    A primeira fase era que Portugal é o ou dos países mais seguros do mundo, segundo um unico indice de uma empresa privada em que tinha lá factores como o terrorismo, ou seja esse indice para avaliar criminalidade nao serve de nada. Entretanto Portugal caiu nesse indice e agora já nao serve de desculpa e passamos à próxima fase.

    Segunda fase, focarmo-nos na “criminalidade violenta” e mesmo que as pessoas falem na criminalidade geral, as entidades responsáveis só se focam na criminalidade violenta para dizer que está tudo bem, que é tudo uma falsa sensação. Quando isto deixar de funcionar, iremos entrar numa terceira fase de negação.

  7. Obrigado pela thread. Foi arquivada em print e webarchive (à hora deste post) para futura referência mesmo se acabar bloqueada, como espero hoje em dia. Bem como todos os links nela contidos.

  8. Vivo em Lisboa há 25 anos. Frequento muitas zonas, tenho amigos a viver em locais muito diferentes da cidade. Não vejo nem oiço falar de nenhum aumento de criminalidade violenta, e acho que a cidade está muito mais segura do que há 25 anos atrás.

    Há sim uma SENSAÇÃO de insegurança, por causa dos macaquinhos da cabeça de muita gente, principalmente sobre a imigração. Há também cada vez mais desigualdade nas cidades, tanto no Porto como em Lisboa, o que aumenta os níveis de pobreza visível.

    Alguém a aliviar-se na rua não é criminalidade violenta!

    Mesmo que haja quem não faça queixa, também há quem faça, e os dados estatísticos são realmente muito importantes.

    A ideia da criminalidade está a ser usada como arma política, como fait divers dos reais problemas do país: a crescente desigualdade económica.

  9. “temos visto um aumento de gangs”
    governo: suprisedpikachu.jpg

  10. Um gajo chega à esquadra e está logo lá um a fazer de bouncer.

    Os sindicatos deviam promover o registo de queixas-crime e participações sempre. Só assim é que o governo central vai detectar o problema e fazer algo.

    Mesma coisa nos centros de saúde: não há consultas porque não há médicos, o governo não contrata mais. O governo não contrata porque não há consultas marcadas.

  11. Só para acrescentar que hoje já vi um PSP na rua em Lisboa. Corrijo, o PSP estava a prestar serviço no Pingo doce. As patrulhas estão fora de moda.

  12. > A imparcialidade dos jornalistas…

    Da agência Lusa queres dizer tu.

  13. A verdade é que a psp não aceita as queixas. Dizem que não podem(querem) fazer nada e as pessoas vão embora.

    É uma farsa.

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