Na sequência destas eleições o fantasma do Passos Coelho voltou das cinzas como que um anti São Sebastião para justificar o voto no PS. Vários dizem que PSD nunca mais. Um redditor falava dos pais funcionários públicos que votaram PS porque o Passos lhes cortou tudo.

Hoje dizem-me até que Passos Coelho tentou cortar salários quando isso é proibido pela própria constituição , indo muito além da Troika. Fascista?

Mas hoje a minha mãe lembrou-se que quem lhe cortou o salário foi … José Sócrates. Sim, antes da Troika chegar o governo do PS cortou salários à seria e subiu o IVA para 23% (ainda se lembram quando era 21%?)

https://sol.sapo.pt/artigo/1130/socrates-anuncia-cortes-salariais-ate-10-e-aumento-do-iva-para-23-

É simplesmente impressionante como se distorce a história e lava se os cortes do PS ao ponto de termos pessoas supostamente informadas a jurar “PSD nunca mais, cortaram tudo”.

Como desafio adicional, se responderem, deixem uma medida em que o Passos “foi além da Troika” para vermos se temos uma boa compilação no fim.

Edit: Compilação das medidas “para além da troika”identificadas neste post:
– Parar o TGV
– Eliminação de alguns feriados

A lista está um pouco curta, venham elas!

32 comments
  1. O Sócrates aumentou o IVA para ajudar os pobres redistribuindo de riqueza. O Passos aumentou os impostos porque era um neoliberal que queria lixar os pobres. Não percebes nada pá!

  2. Por acaso estive a rever o debate entre o PPC e o Antonio Costa em 2015, porque na altura estava-me completamente a cagar para politica. Foi interessante e deu para ver a diferenca enorme de personalidade e da maneira de falar dos 2. O PPC era muito mais frio e objetivo a falar, enquanto que o Costa e bem mais aquilo que conhecemos hoje em dia.

    A sensacao que me deu e que sim, o PPC foi mais alem da Troika porque assim achou que era a unica maneira de recuperar o pais a tempo. Concordando ou nao, foi a impressao que me deu. Agora sim, o pais que ele herdou tambem nao ajudou nada.

    Fica aqui o link do debate, para quem quiser ver, nem que seja so por retrospetiva do que se passaria nos anos seguintes https://tvi24.iol.pt/videos/a-caminho-das-legislativas/debate-pedro-passos-coelho-e-antonio-costa/55f09f140cf2a6b037fc1d0c

  3. O maior “ataque” ao SNS foi também pelo Sócrates. O OE de 2011 fez um corte de 500 milhões (ou qual o PSD ainda acrescentou mais 300 milhões).

  4. >Como desafio adicional, se responderem, deixem uma medida em que o Passos “foi além da Troika” para vermos se temos uma boa compilação no fim.

    tens de perguntar ao próprio PPC, foi ele que usou a expressão pela primeira vez, não um adversário político.

  5. O Sócrates é aquele político de Schrodinger. É o mau da fita quando “esbanjou dinheiro” (não conteve despesas) e é o mau da fita quando tentou conter despesas.

    Chamem-lhe nomes por causa dos escândalos, e têm a minha voz no coro. Agora.. isto é só meio parvo.

  6. PPC recebeu o país numa situação caótica onde o único exemplo similar era a Grécia que estava uns meses adiantada em relação a nós. Os juros eram altíssimos (>7%), não havia dinheiro nos cofres do estado e da Europa só de ouvia que era preciso ajustar.

    É lógico que Portugal precisava de muitas reformas (muitas das reformas da Troika ainda hoje fazem sentido ser feitas) mas PPC tinha tudo contra o seu mandato. Na altura o BCE não intervinha nos mercados com a pujança que faz hoje (é ridículo pensar que vivemos com juros negativos e com “máquinas de impressão” ligadas 24/7 a despejar biliões de euros na “economia” Europeia de forma a que não hajam problemas problemas de liquidez nos países com mais dívida,(Portugal, Espanha, Itália, Grécia…). Nada disto existia na altura e eram os mercados a controlar tudo e por isso é que PPC teve de “ir além da Troika” porque após a saída do programa de ajustamento Portugal tinha de estar numa posição sólida para conseguir financiar-se sozinho sem qualquer outro programa como a Grécia acabou por ter.

    O problema do PPC era mais da forma como comunicava ( o oposto de AC que com o Spin consegue com que o aumento dos impostos nos combustíveis, 65% do valor do litro, pareça uma medida ponderada mas simplesmente esse aumento dos impostos foi só para poder reduzir outros impostos, basicamente dá com uma mão e tira com a outra). É lógico que muita gente perdeu com o aumento dos impostos que asfixiou completamente a já débil economia portuguesa mas ele nunca conseguiu transmitir uma ideia de esperança de forma a que os portugueses entendessem o porquê do esforço gigante que estavam a fazer e o porquê de ter de ser assim. Além disso houve muita privatização mal feita (necessárias mas mal feitas e outras não eram necessárias tipo REN) mas quem não tem € arrisca-se a vender ao desbarato e foi o que aconteceu. Dar mérito também ao Paulo Portas por ter começado a vender bem a marca Portugal e começarmos a usar o turismo como ajuda à fraca industrialização do país.

    Depois veio AC e a Europa mudou a política. Não lhe tiro alguns méritos mas teve uma conjuntura externa muito animadora: juros negativos nos mercados, estabilidade internacional, mercados em máximos históricos com a grande liquidez criada artificialmente pelo FED e BCE e acima de tudo uma aposta forte do turismo que já tinha começado no governo anterior. Assim AC teve tudo para poder fazer melhor mas preferiu sempre o crescimento pífio e nivelar por baixo e transformar isso num grande feito.

    Antes de 2019 dizia que estávamos a convergir com a Europa mas na verdade era uma convergência artificial isto porque França, Itália e Alemanha, as 3 maiores economias da zona euro, estavam quase em estagnação e crescimentos muito reduzidos, contudo a distância era tão grande para esses países que nem que as coisas se mantivessem assim 50 anos conseguiríamos chegar ao seu nível. O problema é que países com os quais nos equiparam cresceram muito mais do que nós, inclusive a Grécia, o que nos tem feito ficar cada vez mais na cauda da Europa e está tendência vai continuar sendo que o fosso entre nós e os países do nosso campeonato será cada vez maior.

    Para isto há muitos fatores sendo um o facto desses países estarem muito mais próximos do centro da Europa e como tal recebem dividendos com a proximidade a Alemanha, França e norte de Itália, contudo o principal problema de Portugal é não tem política a médio longo prazo onde haja uma forte aposta em investimento e dinamismo da indústria portuguesa para que em 4-8 anos haja realmente um crescimento sustentado do tecido empresarial. Parece que só queremos ser um país de serviços onde a maioria das empresas são lojas, cafés, padarias ou similares e não temos interesse em produzir nada, onde o único interesse é viver de serviços (já nem o setor primário temos). Temos a geração de jovens mais qualificada de sempre mas não fomentamos as suas qualificações nem damos oportunidades para conseguirem gerar valor e eles acabam por sair de Portugal, não porque vão ganhar mais mas porque cá não vêem futuro, estabilidade nem mudança. Somos um país pequeno e pobre, sem grande sector primário e secundário e queremos tentar viver do mercado interno. Preferimos enfiar 3.5MM na TAP+ 5MM no Novo Banco em vez de criar um programa de dinamização e reindustrialização que nos traga valor a médio longo prazo. Hoje não temos isso e enquanto não existir nunca teremos uma verdadeira hipótese de fugir deste ciclo de pobreza.

    Vamos ver o que o futuro nos reserva e se a inflação for de 5-6% e haja aumento das taxas de juro a boa aura de AC vai acabar. Vai ser impossível manter essa aura com o que aí vira com a gestão de uma dívida de 127% e após o PRR (ridículo o modelo do nosso PRR) vamos voltar aos crescimentos pífios ou, quem sabe, estagnação.

  7. Não importa. O que importa é a retórica do PS, sobre o mauzão do PPC que cortou as reformas aos velhinhos e o subsídio de natal e “foi além da troika”, signifique lá isso o que significar – importante é repetir até à exaustão.

    Felizmente virámos a página da austeridade.

  8. jazuz, voltar a discutir Passos. E nem é só Passos, queres voltar a discutir Sócrates… se é para falar de mortos sempre prefiro discutir o Cavaco q foi no tempo dele q dêmos cabo da capacidade produtiva deste país.

    > uma medida em que o Passos “foi além da Troika”

    ó camarada, foi o PASSOS que disse essa frase.

     

    Quanto ao resto, se nem te deste ao trabalho de googlar os factos, vamos discutir para q? está nos OEs, não é nenhum segredo.

  9. Outro ponto talvez importante é que os cortes do Sócrates foram “normais”.

    Já os cortes do ppc foram em tempos de crise mundial. Todos os meios de comunicação cá e no estrangeiro falavam da crise 24/7, com foco particular no sul da Europa. Tínhamos delegações da troika a aterrar em Lisboa e entrar pelo banco de Portugal e ministério das finanças dentro a debitar ordens. Isso assustou e marcou muita gente (assim como a clara perda de poder de compra de muitas e muitas famílias).

    Portugal é um país de esquerda e sempre será.
    E se os portugueses tivessem boa memória já teriam deixado de votar PS e PSD há muito tempo.

    O Costa está lá desde do tempo do Guterres (1995?), quase 25 anos no poder, participou ou assistiu ao crescimento da dívida que levou à crise mas mesmo assim o PS nem precisa de mudar de cara para ganhar.

    Como dizem os brits “you can’t fix stupid”.

  10. O fantasma do PPC, foi acima de tudo criada por um domínio da esquerda em 3 frentes:

    1. O PS do aparelho de estado, com clientelas políticas
    2. O BE/PS da comunicação social
    3. O PCP da “rua”, com os sindicatos

    Com isto tudo, o PS jgou as suas cartas e demarcou-se de Sócrates de uma maneira quase impressionante, para a comunicação social, Sócrates era o corrupto que corrompeu tudo e todos como se lá estivesse sozinho no Governo e não fosse o resultado de toda uma estratégia de socialismo pós modernos de centralização da economia.

    Tivemos ainda uma estratégia do PSD, onde Rui Rio nunca defendeu a legislatura do PSD nessa altura pois a sua tática era ir buscar votos ao centro-esquerda e achou que se defendesse PPC isso nao iria acontecer. No fundo o PSD tratou pior o PPC do que PS tratou o Sócrates.

    ​

    Uns anitos depois temos maioria absoluta do PS amigos.

    É a vida.

  11. Olha o post perfeito para o pessoal que me tem andado a repetir essa do “para além da Troika” a semana toda, onde é que foram parar agora?

    Devem estar ocupados a festejar a maioria absoluta do partido mais corrupto do país, na altura em que vem o apoio financeiro da UE.

  12. Na altura fui um dos que andou a criticar o Passos, não em relação ao Sócrates, que no fim dos seus 7 anos estava completamente desacreditado, mas durante a governação PSD-CDS.

    Passaram 10 anos e uma década depois vejo a coisa de forma bem diferente.

    O governo do Passos teve momentos maus como todos os governos, nomeadamente o Relvas, mas economicamente falando temos que olhar para aqueles anos como anos em que estávamos muito condicionados. Nenhum governo gosta de cortar salários, mas acontece que em 2011, quando o Sócrates pediu ajuda, fê-lo após não ter outra alternativa. Se não tivesse pedido, simplesmente passado um mês e meio não havia liquidez para pagar salários aos funcionários públicos. Culpa de quem?

    Quem nos emprestou dinheiro, fê-lo na condição de implementarmos reformas, incluindo esses cortes. E essa condição manteve-se durante o governo PPC. Não há reformas -> Não há dinheiro.

    O “ir além da Troika”, “mandar portugueses emigrar”, são tudo exemplos do poder que os media têm para distorcer o discurso politico e passarem a ideia que querem. São frases tiradas do contexto, ou simplesmente coisas que saíram menos bem, o que é normal em 4 anos de governo. Para que se veja a diferença de tratamento, pense-se em Eduardo Cabrita.

    Quase uma centena de portugueses morrem queimados. Atropela um homem em excesso de velocidade. Um ucraniano foi espancado até à morte à guarda do estado e é tudo abafado. -> Cumpre o mandato quase até ao fim e só sai porque é inconveniente durante as eleições.

    Descobre-se que o Relvas não concluiu a licenciatura -> [https://www.youtube.com/watch?v=fxx2VGc9Psc](https://www.youtube.com/watch?v=fxx2VGc9Psc)

  13. As pessoas não se esquecem do Sócrates e do que fez mal. O problema que muitos têm com o Passos e que como primeiro ministro esperavam que ele as defendesse da austeridade e que funcionasse como protetor das pessoas quando estivessem mal. É isso que muitas pessoas esperam do governo e do PM.

    Ora, nem defendeu como disse que queria aplicar mais austeridade, tudo com uma falta de empatia medonha.

    Fazendo uma comparação, a relação Sócrates-Passos e o eleitorado, e como se o eleitorado fosse um jovem com pais divorciados e a morar só com um (no caso, o Sócrates). O pai Sócrates estoura o dinheiro todo no jogo e perde a casa, e foge deixando o jovem sozinho. O jovem, para não virar sem abrigo, pede ao pai Passos se pode morar com ele. O pai Passos diz que não tem posses e que não o chateie, e que existe perto uma ponte debaixo da qual o jovem pode dormir abrigado. Passados uns anos, o pai Passos passa debaixo da ponte e diz que foi aumentado e já tem margem na vida, e que o jovem já pode ir almoçar lá a casa volta meia. Yay?

    Sim, o pai Sócrates criou a situação mas o pai Passos também não fez grande coisa pelo filho, pelo que a opinião que o jovem tem dos dois e igualmente má.

  14. Tens toda a razão.

    Já cansa explicar o que aconteceu entre 2011 e 2015, pois está intrinsecamente ligado ao que aconteceu entre 2005 e 2011, e este período ninguém quer analisar. Ou porque são preguiçosos, ou porque são intelectualmente desonestos…não sei… mas também já perdi a esperança.

    Kudos para quem não perdeu.

  15. As pessoas são ignorantes por escolha. Ir verificar se foi PPC que fez os cortes ou não, dá trabalho. E ninguém está para isso.

    Depois a máquina socialista da imprensa, encarrega se de repetir a mensagem até que seja verdade.

    O país só conseguirá dar o salto quando toda a geração do 25 de abril, morrer.

    As gerações seguintes, vão ter muito trabalho. Os mais velhos não vão deixar nada para quem vier depois.

    Neste momento, apesar de haver muito mais consciência política que há uns anos, sobretudo nos jovens, não são em número suficiente para contrariar os velhos do Restelo.

  16. > Como desafio adicional, se responderem, deixem uma medida em que o Passos “foi além da Troika” para vermos se temos uma boa compilação no fim.

    Compensação de fim de contrato era 30 dias por ano.
    O acordo da troika previa reduzir esse valor para 20 dias.
    Passos Coelho reduziu para 12 dias.

  17. A diferença é que o Passos herdou um país na merda graças ao corrupto do Sócrates, e o Costa herdou um país já com medidas de austeridade que deu para ver os resultados positivos no mandato dele, não era preciso fazer muito, basicamente o Costa teve uma sorte do crl por isso em 2026 tenho pena de quem for herdar o governo porque mais 4 anos de PS, vai levar as contas a falência porque a UE não vai andar a dar dinheiro para sempre.

  18. Governo PSD do Passos – Corte do subsídio de férias e de Natal aos funcionários públicos e pensionistas com vencimento superior a 1000€. Btw não sou nem nunca fui funcionário público

  19. A eliminação de feriados que referes pode ser um só pormenor, mas é o tipo de medidas altamente impopular que não resolve nada e é só para “parecermos sérios e esforçados”. O “não sejam piegas” e o convite à emigração também têm o mesmo problema: o conteúdo podia ser inevitável e até nem ter corrido assim tão mal, mas a forma deixava muito a desejar, parecia que estavam orgulhosos daquilo em vez de estarem simplesmente a corrigir os disparates do Socras…

  20. Que achado vou colocar na minha bibliografia… ouço sempre essa treta também.

    Na verdade não é a primeira vez que tentam branquear a história de certos e determinados eventos históricos… mas acho que agora faz parte de tácticas políticas…

  21. Sócrates desceu o IVA de 21% de para 20% depois pela troika aumentou todas as taxas em 1p.p. a subida de 21% para 23% foi feita pelo PPC senão estou em erro.

    Infelizmente a ideia em Portugal e muitos países europeus é a de que a divisão esquerda-direita é como os filmes da Disney: bem contra o mal. Se o Sócrates cortou salários sendo de esquerda, não o quis, foi sem querer. Já a direita é o que quer é cortar gastos e despedir

  22. Durante os 4 anos e meio do ppc eu desloquei a custo elevado a minha empresa de volta para Portugal porque para o bem ou para o mal o homem pareceu me um gajo que queria reformar o sistema de modo a torná-lo sustentável sem destruir a base económica que realmente podia crescer nem extorquir quem criava dinheiro só porque sim. Os impostos continuavam a ser altíssimos mas pelo menos tinham um função útil que não fosse pagar a qualidade de vida dos outros. Com esta eleição decidi finalmente cortar os últimos laços económicos com Portugal e voltar a tomar uma posição short contra a dívida pública ( fiz uma fortuna com isto no tempo do Sócrates e estou quase certo que a menos de 5 anos o país vai precisar de ajuda outra vez…. ). Tristemente acho que não sou só eu, das mensagem que mais recebe ontem e segunda foi: sabes de alguma coisa boa para se fazer fora desta terriola ? ( provavelmente a maioria serão eleitores IL pelo que para a esquerda até e positivo que saiam )

  23. Um dos melhores episódios do PPC foi quando anunciou que os cortes “temporários” nos vencimentos passariam a ser definitivos. Foi a sentença de morte do artista.

    Outro episódio interessante foi quando a Cristas veio dizer que pretendia fixar o preço da água a 1€/m^3.

  24. Em paralelo com isso ha uma coisa tambem muito assustadora. E um bias escondido nos media na forma como apresentam as noticias.

    Mostro sempre este belo exemplo: a noticia a 6 de Abril de 2011 alertar para a falta de caixa para pagar as pensoes e salarios. Quem e que esta na capa? O Socrates? Nao lol.

    https://imgur.com/a/piPwP8W

  25. Algumas medidas que talvez façam algumas pessoas dizerem “Passos Coelho Nunca Mais”:

    – O salário mínimo manteve-se no 485€ durante os 4 anos de Governação de Passo Coelho;

    – Cortes nos salários acima de 675€ brutos (81% da população activa ganhava mais que isso na altura);

    – Eliminação dos 2 subsídios de férias e de Natal para a funcionários públicos e pensionistas que auferissem mais de 1000€ brutos;

    – Eliminação de um dos subsídios( de férias ou de Natal) para funcionários públicos e pensionistas que auferissem entre 485€ e 1000€;

    – Congelamento dos salários da função pública, bem como da progressão na carreira;

    – Cortes nas pensões acima de 600€ brutos;

    – RSI e o abono de família foram retirados a 40 mil crianças e jovens;

    – O complemento solidário para idosos passou de 418 para 409 euros;

    – O desemprego chegou a máximo absolutos, 16,2% em 2013, isto quando em 2021 chegámos aos 5,9% de desemprego, valor mais baixo dos últimos 20 anos. Na altura Passos Coelho disse que o desemprego podia ser uma oportunidade, ao mesmo tempo que incentivou os jovens a emigrar;

    – Aumento do IVA do sector da Restauração de 13 para 23%

    – Eliminação de 4 feriados

  26. O célebre aumento da TSU de 11% para 18% para todos os trabalhadores que ia causando um tumulto nacional e que felizmente não foi para a frente.

    Numa altura em que já se estava com o cinto bastante apertado, o governo de PPC achou por bem dar uma estocada final de 7% em todos os salários. Isto pouco tempo depois de ter reduzido a percentagem de TSU paga pelas empresas em 4%, fazendo com que esta medida (se tivesse avançado) tivesse sido apenas uma transferência de riqueza dos trabalhadores, já sufocados, para as empresas.

  27. Numa altura em que a câmara era gerida pelo PSD, a água e o saneamento do concelho foram concessionados em 2004, por 30 anos, à Águas de Barcelos (AdB).

    Entretanto, e por os consumos ficarem muito aquém do previsto, a AdB requereu a reposição do reequilíbrio financeiro, tendo o tribunal arbitral condenado o município a pagar 172 milhões de euros, até 2035.

  28. Este OP sofre do mesmo mal que os gajos que defendem o PS, só defende é outra coisa com outro cheiro mas és igual a eles. Odeio o Costa como odiei o PPC. O primeiro é um corrupto cínico e péssimo gestor e o segundo era um gestor muito razoavelzinho e péssimo líder. Não vamos embelezar o que é ou o que foi uma valente merda.

    Parece-me os tópicos do Messi vs Ronaldo em que para gostares de um tens de odiar o outro, haja paciência.

  29. como diz o outro, “é o país que temos”. As pessoas são facilmente manipuláveis pela imprensa, imprensa essa que já todos sabemos para que lado pende ;).

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