Tem acontecido muito ultimamente. Pessoalmente, nunca lhes dei as informações que pedem, mas costumam ser pessoas bem vestidas, com tablet, faladores, possivelmente dirão que o vosso nome é o nome de alguém que conhecem ou outra coisa qualquer para imputar confiança, e ultimamente nem tentam vender – aliás, jogam a carta do "não estou aqui para vender nada".

Geralmente pedem para ver facturas ou outras coisas com informação sensível. Podem alegar que estão a mando de alguma entidade (estado, DST, etc) e estão a fazer inquéritos por algum motivo.

No espaço de 3 semanas apareceram-me cá duas vezes, pessoas diferentes. Acho também engraçado que a mim disseram uma coisa e aos meus vizinhos, pelo que sei, disseram outra.

https://www.deco.proteste.pt/casa-energia/eletricidade-gas/dicas/verificar-contador-fatura-energia-domicilio

Cuidado. Peçam uma identificação, peçam explicações detalhadas dos motivos de ali estarem e não se deixem levar por propostas de desconhecidos.

by Oppidanus

11 comments
  1. O problema são os mais velhos que podem cair nessas artimanhas.

  2. Tive a sorte de, na primeira vez que abri a porta a um desses, ter tido o discernimento de nao lhe dar nenhuma fatura para a mao.

    Hoje em dia está muito dificil, particularmente para os mais velhos. As vendas sao muito agressivas e facilmente lhes dao um nó às ideias.

    ja instrui os meus pais para nao atenderem numeros desconhecidos ou abrirem a porta à toa, mas mesmo assim às vezes confiam demais e depois eu é que sou chato. Eles querem ser independentes, fazer as coisas como sempre, mas nao têm noçao das burlas que ha hoje em dia.

  3. Enrolar a conversa, dizer que demoram a encontrar a fatura e deixá-los à porta à espera. Se tiverem pachorra, façam faturas falsas com dados inventados, para eles tentarem obter os tais dados sensíveis e depois não dar em nada. A melhor ferramenta contra scams é fazê-los perder o máximo de tempo possível, matá-los de tédio se possível!

  4. Felizmente penso que nunca tive este problema. Se calhar por morar na periferia.

    O máximo que já tive foram testemunhas de Jeová e mesmo assim aparecem 1x em cada 3 anos.

    Agora se tocarem à porta já nem me dou ao trabalho de ir ver. No smartphone vejo logo quem é pela câmara e como tenho smart-lock apenas eu, a minha mulher e os meus pais temos a combinação de 6 dígitos e como tal não andamos com chaves de casa de todo. É raríssimo alguém aparecer não anunciado, os estafetas dos CTT/DHL/Paack agora até ligam antes de chegar.

    Infelizmente há muito idoso que acaba por ser burlado. A mim se me pedirem fatura nem tenho nada que raramente recebo correio, tenho literalmente tudo em débito direto.

    Vantagens de casar com uma contabilista é que desde que casei nunca mais recebi aquelas cartas da autoridade tributária e aduaneira que ela certifica-se sempre que está tudo direitinho. Na caixa do correio só cai lixo da publicidade e tem lá colado um [destes](https://cdn.weasy.io/users/comnovo/catalog/autocolante_publicidade_n_o_endere_ada_aqui_n_o-2.png)…

    É espalhar informação o mais possível sobre estas burlas.

  5. Uma vez apanhei um desses “fregueses” na casa dos meus pais (calhou bem ter ido lá almoçar no dia de folga).
    Tocam à porta e a minha mãe vai ver, um representante do mercado energético… Lá começa a debitar a “missa” muito animado (até falou da gata dos meus pais ao ver passar), tudo para cativar o interesse e passar aquela ideia de “sou um porreiro, um amigalhaço”.

    Com esta história toda, eu na sala a ouvir sem que ele me tivesse visto. Às tantas pede para ver o contador e faturas da luz ao que a minha mãe chamou por mim, não sou um gajo muito grande mas, aquela conversa ativou o modo “desconfiança” e fui direito ao tipo a pedir identificação.

    O “artista” primeiro diz que pertence a uma certa companhia de energia e depois já é representante da ERSE isto tudo sem mostrar identificação.
    Digamos que cortei logo o esquema apesar desta gente ser muito convincente (têm a escola toda). Disse que não havia mais nada a falar e que se eu quisesse mudar de serviço, logo iria à procura.

    O tipo desceu as escadas, e assim que se apanhou na rua desapareceu do mapa. Dias mais tarde fiquei a saber que algumas pessoas da zona tiveram os contratos de energia elétrica mudados.

    Claro que reportei a situação, ao qual responderam que seriam uns “caça contratos” não estando vinculados a qualquer empresa.

    Avisei os meus pais para terem cuidado e qualquer coisa deste tipo para falarem comigo antes de passarem qualquer documento para a mão de desconhecidos.

  6. Tentaram essa há pouco comigo. A dizer que toda a gente deve ter um desconto da energia na fatura do mês passado e que, se eu não tiver, que me estão a enganar. E atira o nome dois vizinhos a dizer que a EDP e a Galp não meteram os descontos e deviam, que viu as últimas faturas dos vizinhos. Tentou pressionar-me para ir buscar as faturas. Disse que não morava ali, estava só de férias. Perguntou se o responsável estava e eu disse que não. Ele disse que então voltava mais tarde. Já fiz questão de avisar a minha família em relação a isto. Aposto que a conversa seguinte seria que a empresa para a qual ele trabalha (tinha um pólo da Gold Energy, por isso suponho que isso não fosse tentar esconder) e que essa oferecia desconto. Bem pode esperar sentado.

  7. Apresentar queixa contra a empresa também, pois aceitam contratos efectuados por estes agentes porta a porta que nem para eles trabalham. Ou seja, a empresa beneficia deste tipo de práticas, e depois ainda dificulta o cancelamento da mudança de contrato.

  8. Vira e mexe tenho desses à porta. Eles bem tentam, mas não trabalhei um ano numa loja da EDP Comercial a ouvir reclamações de velhotes para cair no conto do vigário.

  9. Digam que trabalham na concorrência e que o servico que eles querem tratar voces nao pagam. Benefícios da empresa.

    Sempre funcionou comigo.

  10. Eu dou a tanga de que a casa não é minha. É do meu irmão (nem tenho irmão) e que fico em casa dele para alimentar o gato e tomar conta da casa enquanto ele trabalha. Quando perguntam quando é que ele está em casa digo “daqui a seis ou sete meses porque ele esta numa plataforma petrolífera em Angola”. Desistem logo.

Leave a Reply