Bicharada por terras lusas XXI – “Anilhas coloridas”

2 comments
  1. A anilhagem científica de aves terá começado em 1899, na Dinamarca, onde Hans Christian Cornelius Mortensen marcava estorninhos com uma pequena anilha. É essa a essência desta prática: marcar uma ave com uma marca distintiva que permita a identificação individual da mesma. Inicialmente vocacionada para o estudo da migração, hoje em dia esta técnica é aplicada no estudo de outras realidades (dinâmicas populacionais, movimentações, etc).

    Enquanto que para as aves de menor dimensão é comum só se usar uma anilha metálica, no caso de aves de maior porte é normal usar também uma anilha colorida (com um código individual). Estas anilhas coloridas são mais fáceis de ler no terreno, tornando o processo de registo da presença de uma determinada ave mais fácil.

    Por exemplo, este gaivotão-real (*Larus marinus*), a maior gaivota de ocorrência regular na nossa costa, tem uma anilha meálica no tarso esquerdo e uma anilha colorida (com o código 4:CPJ) no tarso direito. Depois de o observar na costa de Vila Nova de Gaia, descobri o projeto a que pertence no site [www.cr-birding.org](https://www.cr-birding.org) e enviei o registo para o responsável do projeto. Depois, o responsável do projeto envia o histórico da ave, com os dados do momento de anilhagem e de todas as observações da ave. Neste caso, a ave tinha sido anilhada em França há já 2 anos e tinha sido registada regularmente na costa norte Portuguesa.

    Se alguma vez virem uma ave com uma anilha, tentem registar o código, contribuindo assim para os esforços científicos e para o conhecimento que temos sobre este grupo de seres vivos.

  2. Quando era novo apanhei um tralhão á ratoeira que tinha uma anilha com diversos números e as letras “DE” (calculo que fosse proveniente da Alemanha).

    Infelizmente nesses tempos idos ainda não havia a internet para se recolher informação e o tralhão lá foi para a brasa e a anilha ficou lá por casa.

Leave a Reply