Empresário Alexandre Relvas defende aumento do salário mínimo para mil euros com mexidas na lei laboral

11 comments
  1. Não podia estar mais de acordo. E para compensar pode-se baixar significativamente a TSU e o IRC

  2. o iefp ajuda agora tanta empresa, que até podia pagar por si mas vai sempre buscar a ajudinha do estado, que não percebo qual seria o drama de se ajudar empresas que não pudessem no imediato pagar um SMN mais elevado até se ajustarem a um melhor mercado

  3. Era da maneira que ficávamos com um SMN superior ao de Espanha. Só há um problema: produzimos pouco. Só o nosso défice comercial de bens com Espanha ronda os 10 mil milhões de euros. Fora o resto, França, Alemanha. Depois tentamos, com grande sacrifício, compensar minimamente o défice com os serviços, que em 50% são turismo puro.

    Ou seja, está tudo por fazer.

  4. Isto.
    Um acordo de menos tsu e outras medidas em troca de um salário destes é algo que se pode conversar.

    Mais patrões destes que querem conversar para avançar

  5. [https://www.statista.com/statistics/266228/youth-unemployment-rate-in-eu-countries/](https://www.statista.com/statistics/266228/youth-unemployment-rate-in-eu-countries/)

    [https://www.google.com/search?q=minimum+wage+spain&oq=minimum+wage+spain&aqs=chrome..69i57j0i512l9.3054j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8](https://www.google.com/search?q=minimum+wage+spain&oq=minimum+wage+spain&aqs=chrome..69i57j0i512l9.3054j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8)

    1000 euros e’ fixe mas primeiro tem que haver emprego. Nós temos um exemplo mesmo ao lado do que acontece quando um pais sobe a uma grande escala o salario mínimo de forma rápida. Bora não fazer merda e aprender com o exemplo do vizinho

  6. Não dá para perceber o q ele quer mexer na lei laboral. Presumo que seja despedir à sua vontade.

    Quanto ao SMN, o q ele defende é algo que eu teoricamente apoio: limpar as más empresas que fazem concorrência desleal para que as boas sobrevivam e possam viver bem. O problema é que isso é uma revolução radical q vai correr mal.

    Portugal peca por ter uma classe dirigente muito mal formada nas empresas, daí que a maioria das empresas tenha um valor acrescentado muito baixo. Esta medida podia ajudar a ‘limpar’ muitas dessas empresas mas não vai magicamente formar os gerentes para que consigam ter boas empresas. Seria um choque brutal para o país, com desemprego nos píncaros.

    A actual proposta de 850€ quase duplica o SMN numa década. É mais do que suficiente para causar esse choque de forma suave e gradual. Não é preciso mais que isso. Aliás, aceito mt mais a critica q já é um aumento mt grande do que o contrário.

    Não me parece q seja altura para experimentalismos.

  7. Para quem não consegue ler o artigo na totalidade:

    O salário mínimo nacional devia ser de 1.000 ou até 1.200 euros por mês, defendeu o empresário e gestor Alexandre Relvas, um valor que é superior ao que foi já anunciado pelo Governo para alcançar até 2025 — de 850 euros. Essa elevação do salário mínimo devia ser acompanhada por alterações na legislação do trabalho, que não identificou, e pelo reforço de apoios sociais para acautelar o eventual aumento do desemprego, afirmou o antigo administrador da Logopaste esta terça-feira numa conferência sobre as propostas orçamentais para 2022, realizada pelo escritório de Rogério Fernandes Ferreira e Associados.

    As declarações sobre o salário mínimo nacional foram feitas num contexto em que Alexandre Relvas defendeu a necessidade de “um choque de gestão” que permita à classe empresarial reinventar-se ao nível da filosofia de gestão. Lembrando que há cerca de 900 mil trabalhadores em Portugal que estão no patamar do salário mínimo, o gestor considera que o aumento significativo do salário mínimo funcionaria como um fator exógeno que”obrigaria as empresas a reagir para sobreviver”.

    Para o empresário, que é administrador e acionista da Logoplaste e do Observador, as confederações empresariais deveriam promover a discussão sobre a aceleração do aumento do salário mínimo, desde que houvesse compensações ao nível da legislação laboral. Alexandre Relvas admitiu todavia ter dúvidas sobre a aplicação deste aumento ao setor social que pratica muito o salário mínimo e que funciona como uma almofada importante na prestação de serviços sociais.

    Numa apresentação que teve como tema a competitividade das empresas e os desafios, o empresário alertou para o excessivo número de empresas existentes em Portugal, das quais apenas uma percentagem relativamente pequena está operacional, e para a sua reduzida dimensão. E apelou à necessidade de agilizar a legislação de falências e de criar incentivos fiscais e financeiros à reestruturação empresarial.

    A intervenção começou por procurar responder à pergunta: “Porque é que quase não crescemos nos últimos 20 anos?”. Alexandre Relvas apontou dois fatores principais: a falta de qualificação dos recursos humanos (apesar do trabalho “notável” em anos recentes); e a “má” afetação do recursos (seja dos fundos europeus, seja da dívida contraída por Estado e economia). O resultado desta má afetação é que o Estado absorve 45% do Produto Interno Bruto, a carga fiscal subiu para 35%, e 15% da população ativa são funcionários públicos com produtividade mais reduzida, sendo que a produtividade média do trabalho estagnou e está entre as mais baixas da União Europeia.

    As prioridades e os projetos do Plano de Recuperação e Resiliência reforçam esta tendência, tal como os orçamentos do Estado apoiados à esquerda se focam na distribuição de rendimentos. Para o empresário, o principal objetivo deve ser a “criação de riqueza” e a base da criação de riqueza devem ser as empresas. Mas as empresas estão muito endividadas e descapitalizadas, reconhece, com um rácio de capital por nível de trabalhador muito baixo.

    O gestor destacou aspetos positivos que Portugal tem como a qualidade das infraestruturas, que resultou do investimento público (apesar de este não ter tido como preocupação a produtividade) e um bom ambiente de negócios que atrai empresas internacionais. Elogiou o potencial das novas gerações de empreendedores e empresários que olham para o mercado global e assinalou a alteração estrutural na economia portuguesa que elevou o peso das exportações no PIB para cerca de 45%, considerando que existe um potencial para reforçar essa componente.

    Alexandre Relvas deixou ainda dois recados — um mais político para a esquerda: “Não estraguem o que existe” e foi feito na reforma laboral e na sustentabilidade da Segurança Social. E outro para as confederações empresariais CIP (Confederação Empresarial de Portugal), CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) e CCP (Confederação do Comércio e Serviços de Portugal) que, defende, devem ter uma agenda de prioridades e propostas económicas para discutir com as forças políticas: “O que é que a CIP, a CAP e a CCP defendem que tenha marcado o país?”, questionou.

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