Não podia estar mais de acordo. E para compensar pode-se baixar significativamente a TSU e o IRC
Como assim? Um empresário a defender aumento de ordenados?!
Não sei se o Observador consegue pagar salários tão elevados.
o iefp ajuda agora tanta empresa, que até podia pagar por si mas vai sempre buscar a ajudinha do estado, que não percebo qual seria o drama de se ajudar empresas que não pudessem no imediato pagar um SMN mais elevado até se ajustarem a um melhor mercado
Era da maneira que ficávamos com um SMN superior ao de Espanha. Só há um problema: produzimos pouco. Só o nosso défice comercial de bens com Espanha ronda os 10 mil milhões de euros. Fora o resto, França, Alemanha. Depois tentamos, com grande sacrifício, compensar minimamente o défice com os serviços, que em 50% são turismo puro.
Ou seja, está tudo por fazer.
Isto.
Um acordo de menos tsu e outras medidas em troca de um salário destes é algo que se pode conversar.
Mais patrões destes que querem conversar para avançar
1000 euros e’ fixe mas primeiro tem que haver emprego. Nós temos um exemplo mesmo ao lado do que acontece quando um pais sobe a uma grande escala o salario mínimo de forma rápida. Bora não fazer merda e aprender com o exemplo do vizinho
Não dá para perceber o q ele quer mexer na lei laboral. Presumo que seja despedir à sua vontade.
Quanto ao SMN, o q ele defende é algo que eu teoricamente apoio: limpar as más empresas que fazem concorrência desleal para que as boas sobrevivam e possam viver bem. O problema é que isso é uma revolução radical q vai correr mal.
Portugal peca por ter uma classe dirigente muito mal formada nas empresas, daí que a maioria das empresas tenha um valor acrescentado muito baixo. Esta medida podia ajudar a ‘limpar’ muitas dessas empresas mas não vai magicamente formar os gerentes para que consigam ter boas empresas. Seria um choque brutal para o país, com desemprego nos píncaros.
A actual proposta de 850€ quase duplica o SMN numa década. É mais do que suficiente para causar esse choque de forma suave e gradual. Não é preciso mais que isso. Aliás, aceito mt mais a critica q já é um aumento mt grande do que o contrário.
Não me parece q seja altura para experimentalismos.
Para quem não consegue ler o artigo na totalidade:
O salário mínimo nacional devia ser de 1.000 ou até 1.200 euros por mês, defendeu o empresário e gestor Alexandre Relvas, um valor que é superior ao que foi já anunciado pelo Governo para alcançar até 2025 — de 850 euros. Essa elevação do salário mínimo devia ser acompanhada por alterações na legislação do trabalho, que não identificou, e pelo reforço de apoios sociais para acautelar o eventual aumento do desemprego, afirmou o antigo administrador da Logopaste esta terça-feira numa conferência sobre as propostas orçamentais para 2022, realizada pelo escritório de Rogério Fernandes Ferreira e Associados.
As declarações sobre o salário mínimo nacional foram feitas num contexto em que Alexandre Relvas defendeu a necessidade de “um choque de gestão” que permita à classe empresarial reinventar-se ao nível da filosofia de gestão. Lembrando que há cerca de 900 mil trabalhadores em Portugal que estão no patamar do salário mínimo, o gestor considera que o aumento significativo do salário mínimo funcionaria como um fator exógeno que”obrigaria as empresas a reagir para sobreviver”.
Para o empresário, que é administrador e acionista da Logoplaste e do Observador, as confederações empresariais deveriam promover a discussão sobre a aceleração do aumento do salário mínimo, desde que houvesse compensações ao nível da legislação laboral. Alexandre Relvas admitiu todavia ter dúvidas sobre a aplicação deste aumento ao setor social que pratica muito o salário mínimo e que funciona como uma almofada importante na prestação de serviços sociais.
Numa apresentação que teve como tema a competitividade das empresas e os desafios, o empresário alertou para o excessivo número de empresas existentes em Portugal, das quais apenas uma percentagem relativamente pequena está operacional, e para a sua reduzida dimensão. E apelou à necessidade de agilizar a legislação de falências e de criar incentivos fiscais e financeiros à reestruturação empresarial.
A intervenção começou por procurar responder à pergunta: “Porque é que quase não crescemos nos últimos 20 anos?”. Alexandre Relvas apontou dois fatores principais: a falta de qualificação dos recursos humanos (apesar do trabalho “notável” em anos recentes); e a “má” afetação do recursos (seja dos fundos europeus, seja da dívida contraída por Estado e economia). O resultado desta má afetação é que o Estado absorve 45% do Produto Interno Bruto, a carga fiscal subiu para 35%, e 15% da população ativa são funcionários públicos com produtividade mais reduzida, sendo que a produtividade média do trabalho estagnou e está entre as mais baixas da União Europeia.
As prioridades e os projetos do Plano de Recuperação e Resiliência reforçam esta tendência, tal como os orçamentos do Estado apoiados à esquerda se focam na distribuição de rendimentos. Para o empresário, o principal objetivo deve ser a “criação de riqueza” e a base da criação de riqueza devem ser as empresas. Mas as empresas estão muito endividadas e descapitalizadas, reconhece, com um rácio de capital por nível de trabalhador muito baixo.
O gestor destacou aspetos positivos que Portugal tem como a qualidade das infraestruturas, que resultou do investimento público (apesar de este não ter tido como preocupação a produtividade) e um bom ambiente de negócios que atrai empresas internacionais. Elogiou o potencial das novas gerações de empreendedores e empresários que olham para o mercado global e assinalou a alteração estrutural na economia portuguesa que elevou o peso das exportações no PIB para cerca de 45%, considerando que existe um potencial para reforçar essa componente.
Alexandre Relvas deixou ainda dois recados — um mais político para a esquerda: “Não estraguem o que existe” e foi feito na reforma laboral e na sustentabilidade da Segurança Social. E outro para as confederações empresariais CIP (Confederação Empresarial de Portugal), CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) e CCP (Confederação do Comércio e Serviços de Portugal) que, defende, devem ter uma agenda de prioridades e propostas económicas para discutir com as forças políticas: “O que é que a CIP, a CAP e a CCP defendem que tenha marcado o país?”, questionou.
11 comments
e as tascas e o interior do pais sobrevive como?
ah pera com imigracao que nao pode declarar
Que PME conseguem pagar este salario minimo?
Não podia estar mais de acordo. E para compensar pode-se baixar significativamente a TSU e o IRC
Como assim? Um empresário a defender aumento de ordenados?!
Não sei se o Observador consegue pagar salários tão elevados.
o iefp ajuda agora tanta empresa, que até podia pagar por si mas vai sempre buscar a ajudinha do estado, que não percebo qual seria o drama de se ajudar empresas que não pudessem no imediato pagar um SMN mais elevado até se ajustarem a um melhor mercado
Era da maneira que ficávamos com um SMN superior ao de Espanha. Só há um problema: produzimos pouco. Só o nosso défice comercial de bens com Espanha ronda os 10 mil milhões de euros. Fora o resto, França, Alemanha. Depois tentamos, com grande sacrifício, compensar minimamente o défice com os serviços, que em 50% são turismo puro.
Ou seja, está tudo por fazer.
Isto.
Um acordo de menos tsu e outras medidas em troca de um salário destes é algo que se pode conversar.
Mais patrões destes que querem conversar para avançar
[https://www.statista.com/statistics/266228/youth-unemployment-rate-in-eu-countries/](https://www.statista.com/statistics/266228/youth-unemployment-rate-in-eu-countries/)
[https://www.google.com/search?q=minimum+wage+spain&oq=minimum+wage+spain&aqs=chrome..69i57j0i512l9.3054j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8](https://www.google.com/search?q=minimum+wage+spain&oq=minimum+wage+spain&aqs=chrome..69i57j0i512l9.3054j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8)
1000 euros e’ fixe mas primeiro tem que haver emprego. Nós temos um exemplo mesmo ao lado do que acontece quando um pais sobe a uma grande escala o salario mínimo de forma rápida. Bora não fazer merda e aprender com o exemplo do vizinho
Não dá para perceber o q ele quer mexer na lei laboral. Presumo que seja despedir à sua vontade.
Quanto ao SMN, o q ele defende é algo que eu teoricamente apoio: limpar as más empresas que fazem concorrência desleal para que as boas sobrevivam e possam viver bem. O problema é que isso é uma revolução radical q vai correr mal.
Portugal peca por ter uma classe dirigente muito mal formada nas empresas, daí que a maioria das empresas tenha um valor acrescentado muito baixo. Esta medida podia ajudar a ‘limpar’ muitas dessas empresas mas não vai magicamente formar os gerentes para que consigam ter boas empresas. Seria um choque brutal para o país, com desemprego nos píncaros.
A actual proposta de 850€ quase duplica o SMN numa década. É mais do que suficiente para causar esse choque de forma suave e gradual. Não é preciso mais que isso. Aliás, aceito mt mais a critica q já é um aumento mt grande do que o contrário.
Não me parece q seja altura para experimentalismos.
Para quem não consegue ler o artigo na totalidade:
O salário mínimo nacional devia ser de 1.000 ou até 1.200 euros por mês, defendeu o empresário e gestor Alexandre Relvas, um valor que é superior ao que foi já anunciado pelo Governo para alcançar até 2025 — de 850 euros. Essa elevação do salário mínimo devia ser acompanhada por alterações na legislação do trabalho, que não identificou, e pelo reforço de apoios sociais para acautelar o eventual aumento do desemprego, afirmou o antigo administrador da Logopaste esta terça-feira numa conferência sobre as propostas orçamentais para 2022, realizada pelo escritório de Rogério Fernandes Ferreira e Associados.
As declarações sobre o salário mínimo nacional foram feitas num contexto em que Alexandre Relvas defendeu a necessidade de “um choque de gestão” que permita à classe empresarial reinventar-se ao nível da filosofia de gestão. Lembrando que há cerca de 900 mil trabalhadores em Portugal que estão no patamar do salário mínimo, o gestor considera que o aumento significativo do salário mínimo funcionaria como um fator exógeno que”obrigaria as empresas a reagir para sobreviver”.
Para o empresário, que é administrador e acionista da Logoplaste e do Observador, as confederações empresariais deveriam promover a discussão sobre a aceleração do aumento do salário mínimo, desde que houvesse compensações ao nível da legislação laboral. Alexandre Relvas admitiu todavia ter dúvidas sobre a aplicação deste aumento ao setor social que pratica muito o salário mínimo e que funciona como uma almofada importante na prestação de serviços sociais.
Numa apresentação que teve como tema a competitividade das empresas e os desafios, o empresário alertou para o excessivo número de empresas existentes em Portugal, das quais apenas uma percentagem relativamente pequena está operacional, e para a sua reduzida dimensão. E apelou à necessidade de agilizar a legislação de falências e de criar incentivos fiscais e financeiros à reestruturação empresarial.
A intervenção começou por procurar responder à pergunta: “Porque é que quase não crescemos nos últimos 20 anos?”. Alexandre Relvas apontou dois fatores principais: a falta de qualificação dos recursos humanos (apesar do trabalho “notável” em anos recentes); e a “má” afetação do recursos (seja dos fundos europeus, seja da dívida contraída por Estado e economia). O resultado desta má afetação é que o Estado absorve 45% do Produto Interno Bruto, a carga fiscal subiu para 35%, e 15% da população ativa são funcionários públicos com produtividade mais reduzida, sendo que a produtividade média do trabalho estagnou e está entre as mais baixas da União Europeia.
As prioridades e os projetos do Plano de Recuperação e Resiliência reforçam esta tendência, tal como os orçamentos do Estado apoiados à esquerda se focam na distribuição de rendimentos. Para o empresário, o principal objetivo deve ser a “criação de riqueza” e a base da criação de riqueza devem ser as empresas. Mas as empresas estão muito endividadas e descapitalizadas, reconhece, com um rácio de capital por nível de trabalhador muito baixo.
O gestor destacou aspetos positivos que Portugal tem como a qualidade das infraestruturas, que resultou do investimento público (apesar de este não ter tido como preocupação a produtividade) e um bom ambiente de negócios que atrai empresas internacionais. Elogiou o potencial das novas gerações de empreendedores e empresários que olham para o mercado global e assinalou a alteração estrutural na economia portuguesa que elevou o peso das exportações no PIB para cerca de 45%, considerando que existe um potencial para reforçar essa componente.
Alexandre Relvas deixou ainda dois recados — um mais político para a esquerda: “Não estraguem o que existe” e foi feito na reforma laboral e na sustentabilidade da Segurança Social. E outro para as confederações empresariais CIP (Confederação Empresarial de Portugal), CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) e CCP (Confederação do Comércio e Serviços de Portugal) que, defende, devem ter uma agenda de prioridades e propostas económicas para discutir com as forças políticas: “O que é que a CIP, a CAP e a CCP defendem que tenha marcado o país?”, questionou.