>Ministério das Infraestruturas integrou adjunto que fez consultoria para a Barraqueiro
>Adjunto do Ministério das Infraestruturas e Habitação fez consultoria externa para a B-Rail, empresa detida pelo Grupo Barraqueiro que tem em vista a entrada no mercado dos transportes ferroviários já em 2029, em competição direta com a CP.
>António Veiga Ferrão foi nomeado adjunto da Secretária de Estado da Mobilidade no dia 6 de junho, mas antes disso realizou o plano de negócios da B-Rail para a aquisição de comboios de alta velocidade, segundo o objetivo da empresa de operar no eixo ferroviário Lisboa-Porto.
>Como consultor da Leadership Business Consulting, o atual adjunto do Ministério das Infraestruturas prestou serviços e traçou o plano para que a B-Rail, uma empresa privada que pertence ao grupo Barraqueiro, pudesse começar o processo para operar na ferrovia portuguesa em concorrência com a Comboios de Portugal (CP).
>Ao [Público](https://www.publico.pt/2024/08/17/economia/noticia/consultor-trabalhou-barraqueiro-adjunto-ministerio-infraestruturas-2100961), o Ministério das Infraestruturas e Habitação, tutelado por Miguel Pinto Luz, não assumiu qualquer conflito de interesses, afirmando que “durante o tempo de permanência na LBC, o dr. António Veiga Ferrão sempre exerceu funções sob subordinação hierárquica, nunca tendo desempenhado cargos de administração ou similares e, consequentemente, nunca existiu qualquer ligação contratual entre este e a B-Rail, o Grupo Barraqueiro, ou qualquer empresa ou entidade pública para a qual a sua entidade patronal tenha prestado serviços”. A Leadership Business Consulting faz consultoria para um vasto universo de empresas públicas na área das infraestruturas, nomeadamente para a Comboios de Portugal.
>A notícia, que foi avançada por investigação do jornal Público, ganha particular relevo à luz das afirmações recentes do Ministro das Infraestruturas e da Habitação na Assembleia da República sobre a ferrovia. Miguel Pinto Luz anunciou que o Governo não irá ao encontro das expectativas da Comboios de Portugal na compra de novo material circulante e que “não é saudável para o mercado investir tanto em comboios”. O investimento previsto pela CP, que previa cerca de €455 milhões para reforçar as linhas ferroviárias da empresa pública, previsivelmente não se concretizará.
>Não menos relevante será o facto de no dia anterior a estas declarações do Ministro, o administrador do grupo Barraqueiro, Luís Cabaço Martins, ter anunciado que a B-Rail vai investir cerca de €300 milhões para que o seu serviço ferroviário possa operar a partir de 2029, com a compra de oito comboios de alta velocidade. Ora, esse plano de negócios foi exatamente aquele no qual António Veiga Ferrão trabalhou enquanto consultor da B-Rail.António Veiga Ferrão foi nomeado adjunto da Secretária de Estado da Mobilidade no dia 6 de junho, mas antes disso realizou o plano de negócios da B-Rail para a aquisição de comboios de alta velocidade, segundo o objetivo da empresa de operar no eixo ferroviário Lisboa-Porto.
Boa! Espero que aproveite e privatize a CP. Mais uma greve ou atraso de 20 minutos do comboio e eu vou bater panelas para a frente do parlamento.
Já perdi vários autocarros para lisboa por causa de atrasos de comboios, ganhem vergonha!
Pessoa que trabalhou durante a sua e vida vai para o governo. Escândalo.
Boy que nunca fez nada a nao ser pertencer à J. Tranquilo
O escândalo é que foi escolhido para adjunto do ministro das infraestruturas alguém que já percebe de infraestruturas em vez de alguém das jotas?
Trabalhou no privado na área da ferrovia e agora foi para o público. É normal contratar alguém com experiência na área. A não ser que haja indícios que ele receba benefícios por favorecer a antiga empresa, não vejo qual é o mal em tê-lo no governo. Por vezes é esta mania em querermos virgens puros nas instituições públicas que acabamos só com os boys dos partidos em altos cargos, que não têm qualquer historial ou experiência.
O BE faz de tudo para tentar ser relevante, notícia ridícula.
Tecnicamente, todos os deputados (quase, estou a olhar para si, Sra. Begonha) foram alguma coisa antes de serem deputados.
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A notícia numa outra fonte ([Esquerda.net](https://www.esquerda.net/artigo/ministerio-das-infraestruturas-integrou-adjunto-que-fez-consultoria-para-barraqueiro/91945)):
>Ministério das Infraestruturas integrou adjunto que fez consultoria para a Barraqueiro
>Adjunto do Ministério das Infraestruturas e Habitação fez consultoria externa para a B-Rail, empresa detida pelo Grupo Barraqueiro que tem em vista a entrada no mercado dos transportes ferroviários já em 2029, em competição direta com a CP.
>António Veiga Ferrão foi nomeado adjunto da Secretária de Estado da Mobilidade no dia 6 de junho, mas antes disso realizou o plano de negócios da B-Rail para a aquisição de comboios de alta velocidade, segundo o objetivo da empresa de operar no eixo ferroviário Lisboa-Porto.
>Como consultor da Leadership Business Consulting, o atual adjunto do Ministério das Infraestruturas prestou serviços e traçou o plano para que a B-Rail, uma empresa privada que pertence ao grupo Barraqueiro, pudesse começar o processo para operar na ferrovia portuguesa em concorrência com a Comboios de Portugal (CP).
>Ao [Público](https://www.publico.pt/2024/08/17/economia/noticia/consultor-trabalhou-barraqueiro-adjunto-ministerio-infraestruturas-2100961), o Ministério das Infraestruturas e Habitação, tutelado por Miguel Pinto Luz, não assumiu qualquer conflito de interesses, afirmando que “durante o tempo de permanência na LBC, o dr. António Veiga Ferrão sempre exerceu funções sob subordinação hierárquica, nunca tendo desempenhado cargos de administração ou similares e, consequentemente, nunca existiu qualquer ligação contratual entre este e a B-Rail, o Grupo Barraqueiro, ou qualquer empresa ou entidade pública para a qual a sua entidade patronal tenha prestado serviços”. A Leadership Business Consulting faz consultoria para um vasto universo de empresas públicas na área das infraestruturas, nomeadamente para a Comboios de Portugal.
>A notícia, que foi avançada por investigação do jornal Público, ganha particular relevo à luz das afirmações recentes do Ministro das Infraestruturas e da Habitação na Assembleia da República sobre a ferrovia. Miguel Pinto Luz anunciou que o Governo não irá ao encontro das expectativas da Comboios de Portugal na compra de novo material circulante e que “não é saudável para o mercado investir tanto em comboios”. O investimento previsto pela CP, que previa cerca de €455 milhões para reforçar as linhas ferroviárias da empresa pública, previsivelmente não se concretizará.
>Não menos relevante será o facto de no dia anterior a estas declarações do Ministro, o administrador do grupo Barraqueiro, Luís Cabaço Martins, ter anunciado que a B-Rail vai investir cerca de €300 milhões para que o seu serviço ferroviário possa operar a partir de 2029, com a compra de oito comboios de alta velocidade. Ora, esse plano de negócios foi exatamente aquele no qual António Veiga Ferrão trabalhou enquanto consultor da B-Rail.António Veiga Ferrão foi nomeado adjunto da Secretária de Estado da Mobilidade no dia 6 de junho, mas antes disso realizou o plano de negócios da B-Rail para a aquisição de comboios de alta velocidade, segundo o objetivo da empresa de operar no eixo ferroviário Lisboa-Porto.
Boa! Espero que aproveite e privatize a CP. Mais uma greve ou atraso de 20 minutos do comboio e eu vou bater panelas para a frente do parlamento.
Já perdi vários autocarros para lisboa por causa de atrasos de comboios, ganhem vergonha!
Pessoa que trabalhou durante a sua e vida vai para o governo. Escândalo.
Boy que nunca fez nada a nao ser pertencer à J. Tranquilo
O escândalo é que foi escolhido para adjunto do ministro das infraestruturas alguém que já percebe de infraestruturas em vez de alguém das jotas?
Trabalhou no privado na área da ferrovia e agora foi para o público. É normal contratar alguém com experiência na área. A não ser que haja indícios que ele receba benefícios por favorecer a antiga empresa, não vejo qual é o mal em tê-lo no governo. Por vezes é esta mania em querermos virgens puros nas instituições públicas que acabamos só com os boys dos partidos em altos cargos, que não têm qualquer historial ou experiência.
O BE faz de tudo para tentar ser relevante, notícia ridícula.
Tecnicamente, todos os deputados (quase, estou a olhar para si, Sra. Begonha) foram alguma coisa antes de serem deputados.