
No desfile das Jornadas Nacionais da JCP até às Festas da Amora a Juventude Comunista pediu o fim dos exames nacionais. Opiniões?
by fabiopires10

No desfile das Jornadas Nacionais da JCP até às Festas da Amora a Juventude Comunista pediu o fim dos exames nacionais. Opiniões?
by fabiopires10
26 comments
Isto é piada certo?
Não tem qualquer sentido nem ponta por onde se pegue. Os exames nacionais são a única forma de avaliar justamente todos, sejam de colégios privados, como de escolas públicas, sejam pobres ou ricos, a prova é igual para todos e todos têm a mesma oportunidade.
Mas será que esta gentinha nunca viu o filme “The Wave” ??? não aprenderam nada? Bem, se calhar não, porque se aprendessem não estavam contra um exame pacífico de fazer.
Como dizem habitualmente: estudassem.
Os exames são uma forma de avaliar todos por igual.
Retirem os exames e veremos o PCP a reclamar que foi uma decisão para beneficiar o grande capital, pois quem tem dinheiro pode ir para uma escola privada e inflacionar as notas para conseguir entrar na universidade.
Eu peço o fim de parvoices comunistas, mas infelizmente ainda cá andam, enfim… é a vida.
Palhaçada.
Esta juventude deve beneficiar com a cunha, discriminação positiva e inflação de notas.
Que triste, estão contra a meritocracia. Querem mais incompetência em cargos de poder.
EDIT: [https://www.jn.pt/3621103351/estudantes-exigem-fim-dos-exames-nacionais-e-querem-avaliacao-continua/](https://www.jn.pt/3621103351/estudantes-exigem-fim-dos-exames-nacionais-e-querem-avaliacao-continua/)
estudasses
Querem aumentar a diferença entre as classes sociais eliminando a única forma de avaliar todos os alunos por igual, clássico comunista a construir a sua utopia
Porque é que uma posição política sobre um assunto perfeitamente secundário de uma insignificante secção jota de um partido decadente e com 4% é digno de um post?
É para dar razão a quem se queixa de anticomunismo primário? Circle jerk do sub?
é uma idiotice, dada a fonte não surpreende.
Também sou contra esta ideia, mas conheço um amigo que é a favor de se abolir exames nacionais.
A ideia é cada universidade ter o seu próprio teste de admissão, específico para as necessidades do curso.
É como se faz, por exemplo no Japão.
Faz com que os exames sejam mais específicos, mas também faz com que os alunos, se se quiserem candidatar a vários cursos/universidades, tenham de fazer vários desses exames.
Tanta coisa que poderiam e deveriam de falar para a educação em Portugal e foram falar de uma das coisas que menos incomoda ou pelo menos que vai funcionando bem no ensino nacional.
Eu sou a favor dos exames. Confesso que ando um pouco a leste de como as coisas funcionam atualmente mas no meu tempo para concluir o secundário não era necessário fazer exames, já para quem pretendia ingressar no ensino superior era. E se continuar assim acho que está muito bem.
Estou tão surpreendido de uma ideia tão estúpida vir do partido comunista.
Se legalizarem cannabis em Portugal e as duas gerações mais velhas morrerem o partido desaparece.
Ahahahahahahahahahahahahahahahahahah pera… ahahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahagagahahahahahahahahahahahahahaha
Claro está, mais uma palhaçada comunista. Só tiros nos pés… São cada vez mais irrelevantes. Então acabam com exames nacionais em que todos os alunos são avaliados por igual no seu conhecimento e metem o quê? Estudo da Biografia do Lenine como prova oral de ingresso na universidade? O comunismo só prospera na miséria dos povos.
Engraçado, o [CNE](https://observador.pt/2024/03/06/conselho-nacional-da-educacao-sugere-substituir-exames-por-provas-de-aptidao/) em Março tambem achava que se devia acabar com isto, mas pronto, deixa-me lá ir ver os comentários…
edit: tou a ficar abismado com tanto *expert* do ensino
a minha opinião é que já se devia ter parado de dar atenção a este partido político.
Querem o retrocesso educativo e cultural porque sabem que na miséria é onde partidos como o pcp prosperam
Mais um post em que o pessoal se espuma todo só porque é sobre algo que os comunistas disseram. Que se lixe argumentos e perceber o que é defendido. O que importa é continuar no disco riscado do “comunismo mau”.
os comunistas podem ir …………………. (deixo ao vosso critério)
Pertenci à JCP e eles batiam sempre na tecla do fim dos exames nacionais, mas nenhum jovem alguma vez quis saber dessa merda. Eram sempre ordens de cima vindas do PCP.
E eles ainda nos davam instruções para fazer protestos a fingir que não era nada associado ao partido para que se pensasse que era um movimento “grassroots”, o chamado “astroturfing”.
Acho que nem quem vinha dar as ordens acreditava ou achava uma questão pertinente.
Aposto que se a ideia não viessem da JC não havia tantos comentários contra
Não sei o que é pior: se é essa iniciativa ou se os comentários feitos aqui. Espero que os meus camaradas de esquerda não queiram acabar completamente com os exames nacionais, sendo que estes facilitam o processo de admissão ao ensino superior para todos. Na minha opinião, não faz sentido haver obrigatoriedade de exames nacionais para conseguir ter o ensino secundário, pois estes mesmos exames deveriam ser usados para a admissão no ensino superior exclusivamente.
Esta thread é de fazer um gajo perder a esperança na juventude… Alguém sabe o que é que a J defende? Alguém entende o fundamento e a alternativa pretendida? Alguém pensou um segundo antes de papaguiar “é da próxima que nao elegem nenhum deputado. Comunismo mau. Meritocracia”?? Quem quiser que discorde da proposta, mas o nível da conversa aqui é só imbecil.
Tendo visto este tópico e os comentários sobre o debate se deve existir ou não exames nacionais, decidi dar o meu contributo, já que tenho uma familiar, professora, e com formação em avaliação. Por isto queria dar uma outra perspetiva. O post vai ser um pouco longo, vou divir em dois que o reddit não me deixa fazer só um post
Pt.1
Para contexto, irei chamar à minha familiar de Carla (nome fictício, por motivos de privacidade). A Carla, fez na altura, Licenciatura em ensino da sua disciplina em 5 anos: 3 anos de formação na sua disciplina de ensino + 2 anos de formação e estágio em ensino da sua disciplina. Pouco depois de concluir o curso, conseguiu ficar efetiva numa escola, na qual ainda leciona, estando agora na casa dos 60+ anos, com já quase 40 anos de serviço na escola e a poucos anos da reforma.
Na altura do Passos Coelho, em que se aplicou uma medida que permite que professores de uma disciplina avaliem professores de outra disciplina, a Carla sentiu que não tinha competências para o fazer e, por isso, foi fazer mais formação. Se não me engano, fez mestrado em Práticas Pedagógicas, e logo de seguida, aproveitando os professores que ela teve e que estavam quase na reforma, e porque ela gosta bastante da área, fez também doutoramento em Avaliação.
Devido a estas formações extra, mestrado + doutoramento, já na era António Costa, com o descongelamento das carreiras docentes, a Carla pediu e viu aprovada a sua progressão na carreira, tendo atingido o topo da carreira docente.
O que irei dizer a partir de agora, é baseado nas conversas que tenho tido com a Carla ao longo dos anos, sobre o tópico do ensino, em Portugal e não só.
A nível académico, uma das coisas que preocupa os especialistas na área da educação, é a forma e a finalidade com a qual os professores ensinam os seus alunos na sala de aula. Segundo entendo, uma das preocupações em relação aos exames nacionais, é que os professores, no nosso caso, no 9º ano e no Secundário, tendem a ensinar para que os alunos passem os exames, quando o objetivo do ensino deveria ser preparar os alunos para a vida adulta, para serem adultos competentes e funcionais. Quando se tenta alterar as práticas de ensino, de forma a evoluir, ainda há professores que recusam isto e argumentam “tenho de dar o programa”. Ora, segundo sei, isto não é verdade, pois desde a década passada que já não existe um programa a nível nacional, que diz o que os professores têm de ensinar em cada ano.
O que existe, é uma orientação mais global para as escolas, e as escolas têm mais autonomia para decidir o seu currículo
Ora, o grande exemplo de práticas educativas, é a Finlândia, reconhecida por ter o melhor sistema de educação do mundo, e estão consistentemente no topo do ranking dos testes PISA.
Para quem não sabe, na Finlândia, quase todas as escolas são públicas, as escolas têm muita independência do estado para decidir cada uma o seu currículo e para cada uma contratar os seus funcionários consoantes as suas necessidades.
Obviamente, não podemos comparar diretamente Portugal com a Finlândia, são sociedades, culturas, populações e estados financeiros diferentes. O que podemos fazer é perceber o que estão a fazer melhor que nós, perceber o porquê, e tentar adaptar isso à nossa sociedade.
Um dos aspetos que se procura adaptar, é que na Finlândia, não existe qualquer exame nas escolas, antes da Universidade. São as universidades que fazem as suas provas de acesso aos alunos, escolhem os seus alunos, e existem depois exames nos cursos. Uma outra coisa que as escolas finlandesas fazem é oferecer uma grande gama de oferta de áreas de aprendizagem, cá em Portugal seria o equivalente a misturar uma escola pública e uma escola profissional numa só escola, aumentando assim a oferta a que os alunos têm acesso, e deixá-los assim aprenderem e desenvolverem o conhecimento e competências que cada aluno quer.
Estudassem.
Amores do meu coração, lamento ter de vos informar, mas enquanto estudante do mestrado integrado em Medicina digo-vos uma coisa, 90% é estudar para exames.
O secundário devia fazer MAIS EXAMES para preparar os alunos para um mundo em que vão passar a vida a estudar para passar em exames.