Se tens uma vaga para uma auxiliar de educação e metes uma educadora, assumes que essa profissional vai continuar, e bem, a procurar emprego até encontrar vaga noutro lado de acordo com as suas competências.
Estão só a antever essa situação e a evitarem transtornos futuros.
É, mas normalmente não é dito à cara podre.
Resumidamente, quem tem qualificações superiores vai olhar para essa posição como um degrau por onde tem de passar até descobrir algo melhor. Eles querem alguém para manter o status quo a longo prazo, logo é mais seguro irem com alguém que não tenha tantas opções.
Sim, é bastante comum.
Eu próprio quando entrei para a empresa onde ainda hoje trabalho, tive um pequeno problema desses.
O DRH interpretou mal as minhas habilitações e estavam para rejeitar a minha candidatura por habilitações “a mais”.
Faz sentido, não queres dar falsas esperanças aos miúdos
É, nunca levaste com a resposta “tens qualificações a mais”?
é comum. Há um problema, que pode ser até legal, que se tens mais qualificações académicas tens direito a ganhar mais. Pelo menos há uns anos, pessoas faziam cursos e depois quando acabavam pediam aumento ao patrão que penso que tinha que dar.
Se tens 3 auxiliares com o 12ano a ganhar X, e contratas licenciado para fazer a mesma função precisa, o novo contratado pode pedir aumento com base de ter mais qualificações. E pode não ser sequer justo para quem está precisamente a fazer a mesma coisa e se calhar com mais experiência e que até pode fazer melhor.
Há umas complexidades esquisitas no código de trabalho.
Não se excluem os não licenciados de outros trabalhos também?
Sim é.
Experiência própria, enviei o mesmo currículo duas vezes com emails diferentes, fotos diferentes e habilitações literárias diferentes.
Com licenciatura e pós graduação, ninguém me disse nada.
No outro sem licenciatura e post-grad, ligaram-me passados 3 dias e entrevista no final dessa semana.
No decorrer da entrevista, perguntei o porquê de terem aceite um e não o outro. Ninguém soube responder, levantei-me e bazei.
​
Resumindo e baralhando, ninguém tem de baixar as calças para arranjar emprego, e estas situações laborais devem ser denunciadas. Até porque os RH não podem excluir candidatos conforme essa imagem, nem com base em crenças / sexualidade (como também acontece muito – é necessário administrativA e não administrativO. Vergonhoso)
Qualificações “a mais” significa que com as habilitações que tens terias de ganhar muito mais do que aquilo que estão dispostos a pagar.
Países desenvolvidos: Não é normal, tens malta com cursos a fazer part-times ou a tirar formações e que querem pagar as contas
Em Portugal: Sim, é normal.
Acho que é importante esta distinção para o OP não achar que isto é assim no mundo todo.
Sim, é usual.
Em primeiro lugar pelo sentido prático de não querer contratar alguém que tenha grandes ambições, para não ter de entrar numa batalha de ordenados para o manter no futuro.
Em segundo lugar porque a formação académica só é relevante para as pessoas que já estão escolhidas para determinado lugar.
Se és novo, ouvirás certamente no teu futuro: “Ah, diz que ele é muito bom…veio da _______ (inserir universidade de prestígio)” e depois vais-te lembrar daquele teu amigo dessa mesma universidade que está desempregado, a fazer UBER ou a trabalhar numa loja de shopping.
Se eu elencasse aqui algumas das razões que me foram dadas para justificar a minha exclusão de vários procedimentos concursais da função pública, tínhamos matéria de reportagem jornalística. Mais não digo.
12 comments
É comum e compreensível.
Se tens uma vaga para uma auxiliar de educação e metes uma educadora, assumes que essa profissional vai continuar, e bem, a procurar emprego até encontrar vaga noutro lado de acordo com as suas competências.
Estão só a antever essa situação e a evitarem transtornos futuros.
É, mas normalmente não é dito à cara podre.
Resumidamente, quem tem qualificações superiores vai olhar para essa posição como um degrau por onde tem de passar até descobrir algo melhor. Eles querem alguém para manter o status quo a longo prazo, logo é mais seguro irem com alguém que não tenha tantas opções.
Sim, é bastante comum.
Eu próprio quando entrei para a empresa onde ainda hoje trabalho, tive um pequeno problema desses.
O DRH interpretou mal as minhas habilitações e estavam para rejeitar a minha candidatura por habilitações “a mais”.
Faz sentido, não queres dar falsas esperanças aos miúdos
É, nunca levaste com a resposta “tens qualificações a mais”?
é comum. Há um problema, que pode ser até legal, que se tens mais qualificações académicas tens direito a ganhar mais. Pelo menos há uns anos, pessoas faziam cursos e depois quando acabavam pediam aumento ao patrão que penso que tinha que dar.
Se tens 3 auxiliares com o 12ano a ganhar X, e contratas licenciado para fazer a mesma função precisa, o novo contratado pode pedir aumento com base de ter mais qualificações. E pode não ser sequer justo para quem está precisamente a fazer a mesma coisa e se calhar com mais experiência e que até pode fazer melhor.
Há umas complexidades esquisitas no código de trabalho.
Não se excluem os não licenciados de outros trabalhos também?
Sim é.
Experiência própria, enviei o mesmo currículo duas vezes com emails diferentes, fotos diferentes e habilitações literárias diferentes.
Com licenciatura e pós graduação, ninguém me disse nada.
No outro sem licenciatura e post-grad, ligaram-me passados 3 dias e entrevista no final dessa semana.
No decorrer da entrevista, perguntei o porquê de terem aceite um e não o outro. Ninguém soube responder, levantei-me e bazei.
​
Resumindo e baralhando, ninguém tem de baixar as calças para arranjar emprego, e estas situações laborais devem ser denunciadas. Até porque os RH não podem excluir candidatos conforme essa imagem, nem com base em crenças / sexualidade (como também acontece muito – é necessário administrativA e não administrativO. Vergonhoso)
Qualificações “a mais” significa que com as habilitações que tens terias de ganhar muito mais do que aquilo que estão dispostos a pagar.
Países desenvolvidos: Não é normal, tens malta com cursos a fazer part-times ou a tirar formações e que querem pagar as contas
Em Portugal: Sim, é normal.
Acho que é importante esta distinção para o OP não achar que isto é assim no mundo todo.
Sim, é usual.
Em primeiro lugar pelo sentido prático de não querer contratar alguém que tenha grandes ambições, para não ter de entrar numa batalha de ordenados para o manter no futuro.
Em segundo lugar porque a formação académica só é relevante para as pessoas que já estão escolhidas para determinado lugar.
Se és novo, ouvirás certamente no teu futuro: “Ah, diz que ele é muito bom…veio da _______ (inserir universidade de prestígio)” e depois vais-te lembrar daquele teu amigo dessa mesma universidade que está desempregado, a fazer UBER ou a trabalhar numa loja de shopping.
Se eu elencasse aqui algumas das razões que me foram dadas para justificar a minha exclusão de vários procedimentos concursais da função pública, tínhamos matéria de reportagem jornalística. Mais não digo.