Quando um instrumento estatístico começa a ser usado para a política este perde todo o seu valor.
Acontece o mesmo com o número de desempregados ou valor da inflação.
Não sabe do que fala.
A DGS diz que os número de internados _NESTE MOMENTO_ estão inflacionados em 25%. A incidência está altíssima, que faz com que pessoas internadas por outras doenças tenham coincidentemente covid, e assim contam para os números de internamentos covid.
Não significa que o mesmo tenha acontecido nos últimos 2 anos. Nunca em outra onda tivemos uma incidência tão alta que fosse fazer uma diferença significativa nos números de “falsos” internados.
25% de erro neste caso é irrelevante (25% de erro de perceção, e não de mortos a mais, note-se). Se achássemos que estavam a morrer 25% menos pessoas, em nada teria mudado a abordagem. Se fosse na ordem dos 80% ou assim, acho que o problema seria maior.
Até porque “pessoas a morrer com covid” é um ***upper bound*** de “pessoas a morrer de covid”, e os números andam de par a par. Para chegar ao primeiro é um teste, para chegar ao segundo é preciso uma autópsia. Como tal, é uma heurística necessária para a coisa.
Se calhar podia ter sido mais bem comunicada, mas é uma imprecisão e não propriamente um erro crasso. Já fizeram pior.
8 comments
“Segundo a análise de Marques Mendes.”
Sinto que isto faz falta ao título do tópico.
Era inevitável.
Quando um instrumento estatístico começa a ser usado para a política este perde todo o seu valor.
Acontece o mesmo com o número de desempregados ou valor da inflação.
Não sabe do que fala.
A DGS diz que os número de internados _NESTE MOMENTO_ estão inflacionados em 25%. A incidência está altíssima, que faz com que pessoas internadas por outras doenças tenham coincidentemente covid, e assim contam para os números de internamentos covid.
Não significa que o mesmo tenha acontecido nos últimos 2 anos. Nunca em outra onda tivemos uma incidência tão alta que fosse fazer uma diferença significativa nos números de “falsos” internados.
25% de erro neste caso é irrelevante (25% de erro de perceção, e não de mortos a mais, note-se). Se achássemos que estavam a morrer 25% menos pessoas, em nada teria mudado a abordagem. Se fosse na ordem dos 80% ou assim, acho que o problema seria maior.
Até porque “pessoas a morrer com covid” é um ***upper bound*** de “pessoas a morrer de covid”, e os números andam de par a par. Para chegar ao primeiro é um teste, para chegar ao segundo é preciso uma autópsia. Como tal, é uma heurística necessária para a coisa.
Se calhar podia ter sido mais bem comunicada, mas é uma imprecisão e não propriamente um erro crasso. Já fizeram pior.
https://youtu.be/QeQnAsZaiFE
A sério? Quem dá credibilidade ao que este senhor diz? Ele dá uma para a caixa?
Ahh se idiotice televisiva pagasse imposto..
Este pequenino está a fazer o caminho do Marcelo. Mais uns bons anos na TV e tenta ser presidente