Bom sinal. O estado não emprega operários fabris, empregados de mesa, e restantes profissões que (infeliz e injustamente) tendem a ganhar só o mínimo. O estado emprega desproporcionalmente mais quadros médios e altos do que o sector privado. Portanto isto quer dizer que os salários dos quadros médios e altos estão a crescer acima da média. De pouco serve a quem anda a conduzir tuk-tuks, admito, mas se a economia vai alguma vez mudar de modelo, tem de passar por aqui.
>”No setor institucional das Administrações Públicas, observou-se um acréscimo homólogo de 7% na remuneração total média por trabalhador, que atingiu 1.975 euros em setembro de 2024″, quando um ano antes o salário médio bruto estava nos 1.846 euros, de acordo com o gabinete de estatísticas.
Portanto, mais jornalismo cheio de palavras e números mas sem substância ou conclusões, para lá do superficial. Continua-se sem falar em valores medianos, proporção de trabalhadores por escalão salarial ou fiscal nem dados líquidos e ajustados para a inflação.
>Entre julho e setembro, a **componente regular, que engloba o subsídio de alimentação, prémios e bónus pagos todos os meses, além do ordenado**, aumentou 7,5%, de 1.709 euros para 1.837 euros, e a retribuição base, que exclui outras parcelas remuneratórias, registou um aumento de 6,7%, passando de 1.607 euros para 1.714 euros. “Em termos reais, nas Administrações Públicas, as remunerações total, regular e base aumentaram 4,7%, 5,2% e 4,4%, respetivamente”, de acordo com o INE.
E é por se reportar notícias assim, que a desinformação e frustração se propagam pela sociedade. Há anos que o aumento do salário base não aumenta, ao ritmo da inflação. Só na saúde, uns 50% do que se leva para casa são horas-extra, prestação de serviços convencionados, acumulação de cargos, por haver tanta falta de recursos humanos…
Este governo aprendeu claramente com o AC, como falar da “Economia” com números ilusórios e permitir que os seus representantes e comentadores se sintam empoderados a criticar a integridade moral da greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar **às horas extraordinárias** (depois de 10 dia de pré-aviso), pelos media (como, literalmente ouvi em 2 programas de opinião, só ontem).
Quando a remuneração só aumenta para o trabalho feito, além do horário previsto e por haver menos trabalhadores para mais trabalho, com menos condições, claro que a Função Pública está condenada a desaparecer.
Claro que é isso… só não se sabe mesmo é onde. Por isso é que a função pública está em greve… porque os salários aumentam…
Dá para comparar sequer. A proporção de baixos/medios/altos quadros da função pública não deve ser sequer perto do privado.
No privado à quantidade de pessoas que trabalham a salário mínimo é muito maior provavelmente (em proporção) e tendencialmente essas pessoas só são aumentadas quando há aumento do salário mínimo. Logo é normal que o salário médio do privado suba muito menos que no público.
Esta notícia é uma falácia.
Porque é o privado que o paga!!
E o mediano?
Bom dia.
Que, curiosamente, é o privado a pagar.
Mais um título à lá ECO.
Qual é o salário mediano? Isto sim seria interessante saber.
12 comments
7h / dia graças ao Costa
Ainda bem que melhora para alguém!
Bom sinal. O estado não emprega operários fabris, empregados de mesa, e restantes profissões que (infeliz e injustamente) tendem a ganhar só o mínimo. O estado emprega desproporcionalmente mais quadros médios e altos do que o sector privado. Portanto isto quer dizer que os salários dos quadros médios e altos estão a crescer acima da média. De pouco serve a quem anda a conduzir tuk-tuks, admito, mas se a economia vai alguma vez mudar de modelo, tem de passar por aqui.
>”No setor institucional das Administrações Públicas, observou-se um acréscimo homólogo de 7% na remuneração total média por trabalhador, que atingiu 1.975 euros em setembro de 2024″, quando um ano antes o salário médio bruto estava nos 1.846 euros, de acordo com o gabinete de estatísticas.
Portanto, mais jornalismo cheio de palavras e números mas sem substância ou conclusões, para lá do superficial. Continua-se sem falar em valores medianos, proporção de trabalhadores por escalão salarial ou fiscal nem dados líquidos e ajustados para a inflação.
>Entre julho e setembro, a **componente regular, que engloba o subsídio de alimentação, prémios e bónus pagos todos os meses, além do ordenado**, aumentou 7,5%, de 1.709 euros para 1.837 euros, e a retribuição base, que exclui outras parcelas remuneratórias, registou um aumento de 6,7%, passando de 1.607 euros para 1.714 euros. “Em termos reais, nas Administrações Públicas, as remunerações total, regular e base aumentaram 4,7%, 5,2% e 4,4%, respetivamente”, de acordo com o INE.
E é por se reportar notícias assim, que a desinformação e frustração se propagam pela sociedade. Há anos que o aumento do salário base não aumenta, ao ritmo da inflação. Só na saúde, uns 50% do que se leva para casa são horas-extra, prestação de serviços convencionados, acumulação de cargos, por haver tanta falta de recursos humanos…
Este governo aprendeu claramente com o AC, como falar da “Economia” com números ilusórios e permitir que os seus representantes e comentadores se sintam empoderados a criticar a integridade moral da greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar **às horas extraordinárias** (depois de 10 dia de pré-aviso), pelos media (como, literalmente ouvi em 2 programas de opinião, só ontem).
Quando a remuneração só aumenta para o trabalho feito, além do horário previsto e por haver menos trabalhadores para mais trabalho, com menos condições, claro que a Função Pública está condenada a desaparecer.
Claro que é isso… só não se sabe mesmo é onde. Por isso é que a função pública está em greve… porque os salários aumentam…
Dá para comparar sequer. A proporção de baixos/medios/altos quadros da função pública não deve ser sequer perto do privado.
No privado à quantidade de pessoas que trabalham a salário mínimo é muito maior provavelmente (em proporção) e tendencialmente essas pessoas só são aumentadas quando há aumento do salário mínimo. Logo é normal que o salário médio do privado suba muito menos que no público.
Esta notícia é uma falácia.
Porque é o privado que o paga!!
E o mediano?
Bom dia.
Que, curiosamente, é o privado a pagar.
Mais um título à lá ECO.
Qual é o salário mediano? Isto sim seria interessante saber.
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