
Estes dois rapazes vão todos os dias de Alcochete para o Monte da Caparica (para quem não conhece, ambas a localizações na margem sul) e precisam de ir a Lisboa e voltar para ir às aulas, na FCT Nova. Passam as duas pontes numa manhã.
Um percurso que leva normalmente de cerca de meia hora de carro custa-lhes 2h e muitas dores de cabeça.
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by GajaDaMargem
24 comments
O problema é que a Península de Setúbal tem de desenvolver a sua Metrópole e não estar dependente de Lisboa. Eu achei muito positivo a criação das duas CIM’s para as duas margens do Tejo por isso mesmo: https://lisboaparapessoas.pt/2022/11/11/grande-lisboa-peninsula-de-setubal-aml-cim-nuts/ Assim a Península de Setúbal tem a oportunidade (e recursos financeiros) para criar a sua rede interna de transportes, que façam sentido na sua Metrópole. Que estará ligada via as pontes (e barcos) com a Metrópole do outro lado. Já em 2025 irá começar a funcionar a CIM da Península de Setúbal: https://eco.sapo.pt/2024/07/29/autarcas-da-peninsula-de-setubal-criam-cim-para-esbater-assimetrias-e-captar-fundos-europeus/
Também acontece do Barreiro para o monte da caparica infelizmente que é bem mais perto do que alcochete
Infelizmente, não se resolve com autocarros, mas sim com ferrovia.
Como já disse noutro post sobre o assunto, só há transportes para os centros, quem quer ir de periferia para periferia está condenado a ir de transportes próprios ou a perder horas de vida para fazer o percurso.
Espera até saberes que já houve ponte entre Seixal e Barreiro mas por causa da queda da ponte pedonal/ferroviária, nunca mais houve passagem entre estas duas margens, fazendo com que o tempo de transporte seja acima de 20min de carro / 1h de transportes, para fazer um percurso que na ponte eram de 300m.
A margem sul está cheia de vergonhas destas e as câmaras de Almada e Seixal não resolvem os imensos imbróglios pendentes de décadas (hello Lisnave).
Isto não é um problema de transportes, é um problema de centralização de transportes (Lisboa).
Mas isso vai ser sempre quase impossível de resolver, porque simplesmente não existe procura e não é um problema só em Portugal mas em todos os sítios ao redor de grandes cidades.
Tenho pena deles, mas eles têm soluções que lhes possam trazer melhorias. Se a viagem demora 30 minutos será que existe mesmo a necessidade de usar o autocarro? Uma bicicleta não é uma opção viável? Mais vale perder 1 hora na bicicleta do que 2 no autocarro.
Há 20 anos atrás eu também ia de Cascais a Benfica de transportes para estudar, é difícil mas são dores de crescimento
Em 2008 quando acabei o secundário os meus colegas que foram para o monte da Caparica já faziam este percurso, ou o barco Montijo-Cais do Sodré, Cais do Sodré -Cacilhas. Parece que 15 anos depois continuamos exatamente com as mesmas infraestruturas de transporte público.
O “Engenheiro ” Socas já ia para a terceira autoestrada Lisboa Porto , e fez a pte Vasco de Gama sem ferrovia, fechou linhas férreas, etc.
A solução é dar carta aos miúdos para usarem carro.
Agradece ao comunismo, decadas de camaras governadas pelo PCP.
Uma vez, aqui no Reddit, numa daquelas discussões sobre a quantidade de carros com apenas um passageiro na ponte 25 de Abril, disse que eu era um deles já que, na altura morava no Seixal e trabalhava em Albarraque, tinha mesmo de ir de carro porque não era viável ir de transportes.
Ainda me sugeriram que fosse de bicicleta…
Como já aqui comentaram, ir de uma periferia para o centro é mau, ir para outra periferia é surreal.
Ambas na Margem Sul a mais de 50km… o melhor mesmo é adoptar uma scooter.
Achas que é exclusivo da Margem Sul? Eu ia de Loures a Miraflores para o trabalho em hora de ponta.
De carro: fazer a CRIL em 20 minutos
De transportes: apanhar autocarro para o Campo Grande, apanhar metro para o Marquês de Pombal, apanhar autocarro para Miraflores. Hora e meia a duas horas.
É o que é e nunca vai mudar, porque só pensamos numa lógica de transporte radial de/para Lisboa, e não em transporte intermunicipal na AML. Não devia ter de ir a Lisboa quando quero ir de Loures para Oeiras, mas é o que temos e é o que teremos no futuro.
Que fossem viver lá para perto ou então iam estudar para outro lado. A vida é feita de escolhas.
Honestamente, os transportes públicos na margem sul não são grande coisa (e muitas outras partes do país também).
Há 15 anos atrás o tempo que uma pessoa demorava das Olaias até ao Campo d’Os Belenenses era cerca de 20 minutos de carro e cerca de 2 horas de transportes públicos. Isto é de Lisboa para Lisboa.
Penso que nada mudou desde então, mas já não faço essa viagem desde então.
Tudo o que não for os grandes centros urbanos, o resto é treta… A margem sul sempre foi um dormitório, só que cada vez tem mais gente.
A Fertagus, MTS e barcos ainda safam, os barcos maior parte das vezes em greve, mas tens de chegar a estes de carro, porque os autocarros são deficientes.
Já em novo, dentro do Barreiro, ou dentro do Seixal arranjava-se sempre transportes. Mas 15km fora do centro, andava-se 1h para lá chegar, com transportes de hora em hora. Agora não está muito diferente, com a desvantagem de haver muito mais gente.
Acredito que parte do trânsito rodoviário seria resolvido com melhores transportes, e infraestrutura.
Margem sul é dormitório.
Eu estou a 15 min de carro de distância ao meu liceu, demorava 1h de autocarro e só tinha 2 autocarros para cada sentido por dia
Espera até descubrires como functionam mesmo em Lisboa. Só tinha o 750 para ir para a faculdade, há tipo 5 anos atrás. Passava de “15 em 15 minutos”. A minha regra pessoal era esperar até 50 minutos, ponto em que desistia e voltava para casa. Faltei facilmente mais de 100 vezes no curso todo.
Os transportes em Portugal não funcionam, e tanto quanto sei, nunca funcionaram.
Várias vezes comento aqui que basta saírem de Lisboa, para perceber o porquê da primeira escolha de muita gente, que assim que começa a trabalhar, é um transporte próprio.
E depois tens aí gente a sugerir bicicletas. E coisas do gênero.
Estamos é a precisar de um TGV Porto Lisboa Madrid xD
Portugal tem alergia a densidade e a transportes públicos.
Também não há orçamento que aguente ligar os dormitórios carrocêntricos da margem sul com transportes públicos em condições.
Foram *décadas* a vender a ilusão que todos podiam viver numa moradia com quintal.
Agora só deitando abaixo e fazendo de novo.
Existe locais na margem sul que compensa mais ir a pé e chegar ao local em 20 minutos do que estar plantado 45 minutos na paragem do autocarro e mesmo assim correr o risco do mesmo não aparecer
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