Hospital meteu idoso num táxi para casa e fê-lo pagar 100 euros. MP abriu inquérito

by Admirable-Cell-2658

9 comments
  1. Não é na América que os metem num táxi e não querem saber?
    Será novo modelo de gestão importado?

  2. a gestão é má, ok, mas no meio daquilo tudo nao houve um funcionario ou utente capaz de intervir para ajudar o idoso?

  3. Ora…

    Perguntas que incomodam, mas tem de ser feitas – já que não sou assinante e não vou pagar para ler apenas uma notícia:

    1. Porque é que o homem estava sozinho no hospital?

    2. O taxista aceita a viagem sem destino certo e sem saber mais nada?

    3. Mandaram embora porquê?

    4. Tentaram o contacto com a família e responsáveis?!

    Isto de *rage bait* é fixe e tal, mas acaba por ser um desperdício de energia de todos os envolvidos.

    Nota: com conhecimento de causa, não é a primeira vez que deixam os velhos nos hospitais para irem de fim de semana… E muitas vezes são os lares a despachá-los para o hospital e a lavar as mãos do caso…

    Há muita coisa que não sei. Só sei que meio artigo elaborado para a reação mais enfática é desonesto…

  4. E não haverá uma família que recusa receber o doente ou que despejou o doente no hospital?
    É que desses casos estão os hospitais atulhados.

  5. Eu não consigo ler a notícia mas tenho umas perguntas.

    1 onde estava a família no momento da alta?
    2 o idoso é consciente e orientado? Se sim foi ele que pediu para ir?
    3 quem era disposto pagar o táxi?

  6. Resumo para quem não tiver o jornal:
    Idoso de 86 anos que se desloca em cadeira de rodas e tem um quadro de confusão mental (segundo a família). Hospital a 50 km de casa. Idoso foi internado a 5/11, ia lhe ser dada alta a 6/11.

    Alega a família que:

    Às 21:37 ligou uma enfermeira a avisar da alta, e que tinha alguém de ir lá buscar.

    Dada a distância e as dificuldades do pai, a filha do utente tentou arranjar transporte de ambulância. Às 21:44 os bombeiros indicaram não ter disponibilidade naquela noite, só poderiam ir buscar de manhã.

    A enfermeira ao ser informada desta limitação terá dito que não queria saber, que ele não podia lá ficar, que havia táxis aos montes e que ele podia ir num taxi.

    Filha pediu uns minutos para contactar um táxi da sua confiança, mas no entretanto a enfermeira enfiou o idoso no primeiro táxi que apareceu, e nem ficou com um contacto telefónico. O idoso foi vestido com muito pouca roupa, para o frio que estava ainda por cima.

    O taxista não conseguiu perceber onde era a morada (dado o estado mental do senhor) e precisou da ajuda da GNR para lá chegar. Foram ainda cobrados €100 da viagem.

    Diz o hospital que:

    Foi acordado o transporte de taxi com a filha do utente (mas não diz em que circunstâncias).

  7. noticia para quem nao consegue ler:

    A família de um homem de 86 anos apresentou uma queixa no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Viseu, que já abriu o inquérito, contra o Hospital de [São Teotónio, ](https://www.publico.pt/2024/08/21/sociedade/noticia/ministerio-saude-vai-lancar-novos-concursos-aproveitar-verbas-prr-2101448)em Viseu, pela prática do crime de exposição e abandono. Em causa está o facto de o idoso ter sido enviado para casa, que fica a 50 quilómetros do hospital, num táxi, sem a morada certa e sem o contacto de um familiar, tendo pagado 100 euros pela viagem.

    Segundo o que é descrito pela família na queixa, o homem não tem autonomia física (desloca-se em cadeira de rodas) e apresenta já um quadro de confusão mental. A abertura do inquérito foi confirmada ao PÚBLICO pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

    De acordo com a queixa dos familiares, o episódio teve lugar na noite do dia 6 de Novembro, depois de o idoso ter estado em observação desde o dia anterior com uma situação clínica delicada. Terá sido por volta das 21h37 que a filha do doente recebeu um telefonema de uma enfermeira do hospital que lhe disse que o pai já tinha alta clínica e, como tal, era necessário que alguém o fosse buscar.

    A filha explicou que tinha de solicitar uma ambulância, “atendendo à distância entre a residência do pai e o hospital e ao seu frágil estado de saúde”. De acordo com a queixa, às 21h44 a filha conseguiu falar com os bombeiros, que lhe transmitiram que não conseguiam assegurar o transporte àquela hora, uma vez que apenas dispunham de dois elementos que estariam a responder a emergências, mas que estavam disponíveis para ir buscar o pai às oito horas da manhã do dia seguinte, ou seja, dia 7 de Novembro.

    Minutos depois, a filha do doente recebe um novo telefonema. Na queixa é descrito que era novamente a enfermeira que, depois de ouvir que os bombeiros só poderiam ir buscar o doente na manhã seguinte, proferiu as seguintes frases: “Está a dizer-me que não quer vir buscar o seu pai? Está a dizer-me que vai [abandonar](https://www.publico.pt/2024/05/22/sociedade/noticia/associacao-aponta-abandono-idosos-causa-aumento-internamentos-sociais-2091465) o seu pai? Há aqui imensos táxis! Ele pode ir de táxi! Ele está a dizer-me que quer ir de táxi! Se eu lhe tivesse ligado às três horas da manhã até percebia, agora são 21 horas e nós precisamos de camas disponíveis!”

    Perante a reacção da enfermeira, a filha do doente alega que pediu que “não colocasse o seu pai num táxi desconhecido e que aguardasse alguns minutos, uma vez que iria contactar um taxista da sua confiança”.

    No entanto, “a enfermeira, sem qualquer critério, negando o pedido da filha do doente, coloca-o dentro de um táxi e transmite à filha que o seu pai iria a caminho de casa”, lê-se na queixa, que acrescenta que a filha ainda pediu “à enfermeira que desse o seu contacto telefónico ao taxista para que pudesse, dessa forma, acompanhar a viagem do pai, mas esta não o fez”.

    # Sem morada, taxista foi pedir ajuda à GNR

    Na queixa, os familiares do idoso também mostram indignação pelo facto de ninguém se ter “dado ao trabalho de o vestir adequadamente”. “Encontrava-se sem meias, em pleno mês de Novembro, em Viseu, local onde as temperaturas mínimas rondam os seis graus”, lê-se no documento, que descreve que o próprio taxista, um homem com 70 anos, depois de andar às voltas por não ter a morada certa, e com o aproximar da meia-noite, decidiu dirigir-se a um posto da GNR para pedir ajuda.

    O idoso acabou por chegar a casa com a ajuda de dois militares da GNR, que também o auxiliaram na subida das escadas, algo que a filha e a mãe não poderiam fazer sozinhas. Os familiares também não compreendem porque foi o doente a pagar o táxi quando foi o hospital que não quis esperar pelo transporte no dia seguinte.

    O PÚBLICO questionou a Unidade Local de Saúde (ULS) de Viseu Dão-Lafões, à qual pertence o Hospital de São Teotónio, que tem uma versão diferente sobre o assunto. Fonte da ULS de Viseu Dão-Lafões disse que, “durante a permanência no Serviço de Urgência, [o idoso] esteve sempre consciente, orientado e colaborante”. “O familiar de referência (filha), que também esteve presente e a quem foram permitidas visitas e acompanhamento ao utente, foi sendo informado do respectivo estado clínico, através das informações prestadas pelos profissionais de saúde”, sublinhou a ULS, acrescentando que, “após receber os cuidados necessários à sua situação clínica e estarem reunidas todas as condições para alta hospitalar, foi efectuado contacto com o familiar de referência (filha), que concordou com o transporte de táxi até ao domicílio, evitando que o familiar passasse a noite no hospital, visto que o transporte através dos bombeiros só poderia ser efectuado no dia seguinte”.

    “Importa ainda salientar que a ULS Viseu Dão-Lafões prioriza a recuperação num ambiente próximo e familiar, garantindo não só o conforto, como a segurança do utente, tendo em vista a redução do risco de infecção hospitalar”, sustentou.

  8. Eu não vou falar desse caso em específico, mas posso dizer-te de um familiar meu foi internado.

    Família percebeu a gravidade e por iniciativa própria começou a inscrevê-lo em lares, serviços de apoio em casa, porque não sabiam qual seria o resultado do internamento e estavam muito limitados no que podiam prover ( alguém com disponibilidade 24h para o acompanhar).

    O que não nos foi explicado, só mais tarde por amigos e vizinhos é que o hospital tem assistentes sociais com conhecimentos/listas dos lares/serviços de apoio na zona.

    Todo o processo de inscrição é moroso. Lares têm de ser verificados antes de se tomar uma decisão. Podem imaginar. Por isso deve ser feito com a maior antecedência possível para quando a pessoa tenha alta, tudo esteja pronto para a receber.

    Só quando exigimos falar com uma assistente é que foi facultada uma.

    Felizmente as coisas resolveram-se, mas graças à inscrição prévia feita pela família. A ajuda da assistente não resultou em nada de concreto.

    Apoio por parte do hospital para quem está perdido numa situação daquelas e não sabe como proceder foi zero. Sei que não é a função dos enfermeiros resolver mas devem direccionar as pessoas.

    A prioridade do hospital era pô-lo na rua.
    Conclusão: infelizmente não me surpreende que façam as coisas assim. Tudo falha nesta cadeia.

Comments are closed.