by pvicente77

16 comments
  1. Não me faz confusão por si porque já estou à espera há anos que a ideia (serviços só para mulheres) se concretizasse. É senso comum (acontece lá fora noutros moldes) e não foi por falta de aviso o que as iria levar a fazer isto. Mas falha na concretização porque não se resolve um problema atuando numa das consequências. **Resolve-se o problema, falando do problema e atacando o problema.** As mulheres sentirem-se inseguras é uma consequência. O problema são quem, seja quem for, que as fazem sentirem-se inseguras. E é sobre esse problema que se tem que cair e resolver.

    Começar a chamar os bois pelos nomes e exigir reformas e justiça. Apresentarem **sempre** queixa de qualquer problema passível de ser apresentada queixa. É a única forma realmente a sério de tentar resolver alguma coisa.

  2. Quais são os problemas de insegurança que as mulheres sentem e como se podem resolver sem este tipo de empresas ?

  3. Esta é a lógica distorcida desses movimentos que muitos querem importar. Sempre que ouvirem algum grupo ou movimento que se diz defensor de minorias, façam o exercício de trocar a palavra que utilizam pelo oposto do que defendem.

    Se a inversão parecer errada, é porque não faz sentido.

    Basta alguém com o mínimo de discernimento substituir, por exemplo, “mulheres” por “homens” no que eles querem fazer para perceber que o que estão a fazer contradiz a própria missão que alegam defender.

    Isso resulta em segregação e divisão das pessoas em vez de resolver o problema cerne da questão

  4. A outra questão hoje em dia é, o que é uma mulher? Hehehe

  5. Que fantochada. E que tal as plataformas serem fiscalizadas de forma a acabar a impunidade de que qualquer tipo pode ser TVDE? Alguns mem portugues falam. Já nem falo sequer das cartas e documentação.

  6. Oh Maria da Luz Rodrigues António, única vogal do CD do IMT, como é isto?

  7. Não percebo, se o sentimento de insegurança não passa de um sentimento, porque é preciso tal serviço?

  8. É uma empresa privada, se só quer atender mulheres, não vejo qual é o problema. Portugal e os seus tiques autoritários.

  9. Estou parvo com a maioria dos comentários. Cada vez mais acredito que os homens se esquecem que todos nós viemos do mesmo sítio.. a barriga de uma mulher. Espanta-me que não fiquemos aflitos com a falta de segurança que as nossas mulheres sentem, e pior, as cada vez mais normais notícias de violência contra as mesmas.

    Porque raio achamos que nós temos o direito de cancelar um serviço criado por elas, para elas? Eu quero parar de me preocupar cada vez que uma irmã minha tem de apanhar um Uber, por exemplo.

    Como homem hetero que ama mulheres, vejo uma tendência cada vez maior dos homens sentirem raiva do sexo feminino. Conclusão a que chego? Estamos numa sociedade de homens pussy que se sentem tão diminuídos que só sobra… Odiar as mulheres. Homens de hoje, sem valores, que não aprenderam o que é cuidar da família e principalmente das suas mulheres .

  10. A empresa também está a ser parva. Porque não aceitar qualquer cliente e só motoristas do sexo feminino? Continua fiel ao espírito do projeto, o cliente ter a certeza de que vai ser conduzido por uma mulher, e deixa de bater em discriminação de género.

    No fim bate so na discriminação de género em posto de trabalho, mas essa já não é com o IMT.

    Btw, o que não falta são ginásios assim, de mulheres para mulheres

  11. Serviço dedicado a uma clientela especifica, preço premium. Se nao se importam de pagar mais para ser conduzidas por mulheres, siga. Haja dinheiro.

    Infelizemente desconfio que em muito pouco tempo vai haver um choradinho e pedinchice por subsidios e dinheiro publico, os famosos “apoios do Estado”. Afinal estamos num país de tesos. Com a pedinchice ja nao posso concordar. Se nao sao viaveis bye bye.

  12. se o problema é a insegurança, talvez lidar com as causas fosse melhor estrategia.

    quanto a serviço só para mulheres, isso é muito comum lá para o médio oriente…

  13. Por um lado, percebo perfeitamente a existência de empresas/serviços deste género.

    Existindo procura, porque não resolver criando valor?

    Neste caso, violência contra meninas e mulheres, é uma realidade que merece muita mais discussão e reformas da justiça urgentes. Molduras penais revistas, mais apoio às vítimas, unidades de investigação dedicadas, etc. Muitos países já o fazem.

    O problema português é multifacetado.
    Desde passividade social e cultural a uma moldura legal ultrapassada. Vários países têm leis que admitem discriminação em função de sexo para proteção das mulheres. Faz todo o sentido.

    Aqui pela banda, a classe política prefere ignorar o problema como um todo e apenas discutir elementos mais extremistas. Seja um lado que demoniza, seja o outro lado que desvaloriza.

    Estive várias vezes na Índia e não sabia até então da existência de carruagens de comboios apenas para mulheres. Uns pensam que é uma ideia progressista quando na realidade é uma solução básica para uma cultura onde a violência sexual é endémica e destrutiva.

    Em vez de nos focarmos nos problemas, perdemos tempo em pensos rapidos.

    Do ponto de vista legal, compreendo a suspensão da empresa. É de facto inconstitucional essa discriminação mas relembro que estes processos são electivos. Podiam aguardar. Podiam pedir mais esclarecimentos. As leis devem acompanhar a sociedade e de facto proteger os mais desfavorecidos.

    Mas enquanto o problema não for discutido, de forma legítima e séria… Não vamos a lado nenhum

  14. Regressou o bom senso. O ataque a insegurança tem que ser abrangente, e não com medidas deste tipo.

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