Carta escrita por um soldado Português na 1ª Guerra Mundial

38 comments
  1. Imaginem se não tivéssemos queimado o dinheiro do Império em estatuas de Jesus e em Igrejas e investido em educar o pais onde estaríamos

  2. Nem fonte nem data estão descritos, mas a linguagem levanta um tema interessante, diria “ingraçado”, a maioria dos jovens soldados foram recrutados na zona a Sul do Tejo (Este soa alentejano), rapazes de instrução mínima num tempo em que escola era casa rara. No Algarve ainda subsiste um termo aos que voltaram de lá, “gazeados”, que ainda hoje quer dizer malucos. No meu concelho há vários. Quem luta é sempre o povo.

  3. “Minha mãe

    Aqui estou neste inferno onde tudo se esquece e tudo nos alembra!!! Estamos numa terra onde se fala uma língua muito engraçada. Assim, para se dizer menina chama-se: mademasegue e para pedir por favor diz-se sirva a pele.”

    Não estou a querer faltar ao respeito à memória ao corrigir, apenas a ajudar a entender.

    As palavras que o soldado queria usar eram:

    Mademoiselle, francês para senhora (jovem) ou menina, em contexto mais formal. A forma mais vulgar para rapariga é “fille”. Pronuncia-se “Mádemuazéle”

    S’il vous plaît, frances para se faz favor. Pronuncia-se como “si vu plê”.

  4. Temos uma carta do meu bisavô exactamente com um conteúdo parecido.

    Aparentemente sobreviveu em França agarrando-se a parte de dentro de um sino. Muito cloro levaram eles.

  5. Minha mãe,
    Aqui estou neste inferno onde tudo se esquece e tudo nos lembra!!! Estamos numa terra onde se fala uma lingua muito engraçada, assim para se dizer “menina” chamava-se “mademouiselle” e para se dizer por favor diz-se “sirvol a pele”.

  6. A minha avó ainda hoje em dia escreve assim. Escreve tal e qual como fala, era super engraçado quando em pequeno me deixava recados em papel.

  7. Que bonito! Faz lembrar os lenços dos namorados, onde as quadras eram originalmente escritas com erros ortográficos e assim se mantêm hoje em dia!

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