Especialistas defendem que é preciso combater estigma sobre doentes obesos e cirurgia – Atualidade

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  1. “Numa sociedade modernizada como a nossa, o último preconceito ainda tolerado é o preconceito relativo à obesidade”, disse à agência Lusa o diretor do Centro de Responsabilidade Integrado de Obesidade do Centro Hospitalar e Universitário de S. João, no Porto.

    Eduardo Lima da Costa observou que, “não só em Portugal, mas em todo o mundo ocidental se criticam atitudes discriminatórias, e muito bem, para os mais variados assuntos”, mas ainda se continua “a tolerar alguma discriminação” em relação a estes doentes.

    “Há sempre aquele estigma que um doente obeso falhou alguma coisa na sua atitude e é uma forma muito redutora, muito simplista, e de todo verdade que seja um problema dependente em absoluto da pessoa, mas mesmo que fosse as pessoas têm o direito de o resolverem”, defendeu.

  2. Mais um exemplo de como a ideologia continua a “infetar” os cuidados de saúde… Obesidade é um problema de saúde grave, com graves consequências, especialmente nas crianças que estão cada vez mais obesas em Portugal.

  3. Bem, não me revejo nisso; sempre apreciei senhoras “fofinhas”.

    Mas falando mais sério, é de facto uma idiotice estigmatizar pessoas que já por si sofrem de um grave problema. Mas como em tudo há sempre (e parece que cada vez mais) uns mentecaptos com esse tipo de mentalidade.

  4. Nunca ouvi qualquer estigma relacionado com a cirurgia bariátrica. Conheço inclusivamente 2 pessoas que fizeram, conseguiram perder imenso peso e sentem-se saudáveis como nunca.

    Todos temos metabolismos diferentes. Alguns nascem com a lotaria em que podem comer tudo e mantêm um peso estável. Outros têm que ter cuidados diários senão engordam. Outros comem que nem uns desalmados e não conseguem ganhar peso. É completamente absurdo atacar pessoas pelo seu peso.

    Dito isto também não devemos promover a obesidade como algo saudável como tem vindo a acontecer nos EUA. A solução passa por tentar ajudar o melhor possivel as pessoas que estão nesta situação e tentar educar já desde pequenos os miudos explicando que cada vez levamos vidas mais sedentárias, a importância do exercicio fisico (que também ajuda e muito mentalmente) e condenar o consumo regular de fast food e açucar refinado entre outras.

    Se é verdade que muitos não têm culpa também é verdade que os nossos hábitos alimentares têm vindo a piorar nos últimos anos. Mas em suma e mais importante que tudo isto. Quer estas pessoas decidam que querem ajuda ou não, não devem ser atacadas de maneira nenhuma.

  5. Mais importante era mesmo combater a obesidade. Podíamos fazer como o Japão, e multar as pessoas obesas. Campanhas de aceitação da obesidade como normal são uma sentença de morte às nossas futuras gerações. O cancro é a segunda principal causa de morte e, a seguir ao tabagismo, a obesidade é o seu maior fator associado.

  6. Sou gordo como a merda, e estou na lista para a minha intervenção bariátrica.

    Falar disto ás pessoas tem sido interessante. 50% das pessoas parece-lhes perfeitamente normal, 49% acham completamente ridiculo porque “perder peso é fácil, é só fechares a boca e ires correr” ou coisa que o valha, e 1% é a minha avó, que acha que vou morrer na mesa de operação.

  7. Em vez de andarem a meter bandas gástricas a torto e a direito, procurem o atual problema da pessoa que muitas vezes são depressões.

    A saúde mental em portugal como noutros países em desenvolvimento não interessa.

  8. Permitam-me acrescentar: a cirurgia bariátrica é uma cirurgia bastante invasiva e ainda é uma cirurgia que acarreta muitos riscos. A cirurgia é a ÚLTIMA linha no tratamento para a obesidade, e isso não deve ser tomado de ânimo leve.

    Concordo plenamente que a obesidade não deve ser encarada como uma “variante do normal”. É uma situação patológica com sérias repercussões no organismo. É preciso tratar. Uma coisa é termos auto-estima suficiente para não ficarmos obcecados pela forma do nosso corpo. Outra coisa é ter a consciência dos malefícios da obesidade.

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