
Impressionante a massa de gente a se achar realmente provocadora e inteligente com essa observação. A Ucrânia toca mais a reação dos europeus pela mesma razão que o conflito no Azerbaijão comoveu a Turquia, o conflito entre Camboja e Vietname mobilizou a China, o do Zimbabue fez tremer a África do Sul, o conflito na Palestina arrebatou as nações árabes mais que tudo, o da Geórgia mexeu mais com a Arménia, que as revoluções em Cuba e Venezuela sequestraram as agendas e paixões pelo continente americano etc enquanto as regiões mais distantes desses locais reagiram com muito menos comoção e onde houve bem menor destaque midiático-emocional: porque as comunidades humanas todas se chocam mais com o que acontece àqueles que de uma forma ou de outra (ligações históricas, geográfica, política, religiosa, étnica, linguística etc) são vistos como seu próximo, figurativamente, e de quem os resultados que deles transbordem terão impacto geopolítico muito mais consequente nas suas próprias fronteiras e vidas vizinhas (este o maior de todos os motivos para medir o medo das pessoas) em termos de economia, segurança, crise social etc.
Sem falar do irritantemente óbvio: nenhum outro conflito ativo (na categoria de “hot war”, e não uma guerra fria, como Paquistão e Índia, por exemplo) no mundo envolve dois pólos adversários nuclearizados. É idiota ou desonesto não ver como isso empresta um peso diferente a tudo.
E já agora, quando o Iraque estava a ser invadido entre 2002 e 2003 a média de pessoas que participaram nos protestos contra a invasão nas capitais da Europa foi de um milhão de pessoas. Em Roma e em Madrid foram para 2 milhões nas ruas. https://en.m.wikipedia.org/wiki/Protests_against_the_Iraq_War
E se alguém aqui estava vivo e tinha idade suficiente durante o conflito de independência de Timor contra a Indonésia vai se lembrar da enorme mobilização, omnipresença e solidariedade em Portugal a favor daquele país, com as pessoas a estabelecer o dia da solidariedade com Timor e a vestirem todos branco. Por que? E por que só em Portugal e não na Espanha ou na Alemanha? Porque, uma vez mais, havia um sentido de denominador comum com aquele povo específico.
Eu acho lindo, sem nenhuma ironia, acho belo e necessário que a gente exprima a nossa revolta, rechaço e solidariedade com todos os povos agredidos, independentemente de qualquer fator supranacional e do agressor, mas esse discursinho que parafraseei no título do post repetido aos quatro ventos é muito ingênuo ou muito cretino.
47 comments
“E os outros conflitos?”
Quem vem com isso merece um selo oficial de “🤡sou um palhacinho do whataboutism🤡”
Lá vem os comunas para o reddit, prepara-te para os downvotes.
>Sem falar do irritantemente óbvio: nenhum outro conflito ativo no mundo envolve dois pólos adversários nuclearizados.
Falso. [https://www.cfr.org/global-conflict-tracker/conflict/conflict-between-india-and-pakistan](https://www.cfr.org/global-conflict-tracker/conflict/conflict-between-india-and-pakistan)
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>mas esse discurso aí do cidadão agora repetido aos quatro ventos, é muito ingênuo ou muito cretino.
Deves ter chegado agora à idade adulta.
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Dito isto, o que se retira do teu comentário é que achas mal as pessoas protestarem contra um conflito e não contra outro é isso?
Se sim, e quê?
Se não, então o que caralho tentaste dizer?
Sim, e?
Então não podemos dar mais importância a um conflito do que outro?
honestamente só te preocupas quando te bate á porta, o que é o caso aqui. além de que os outros conflitos não envolvem capacidade de destruição mútua assegurada como já aqui foi dito. isso é conversa de revolucionário de café.
Eu acho um aproveitamento para ter oportunidade de dizer que é boa pessoa. Que esteve na manifestação. Que gritou a plenos pulmões ” fora Putin” . Bem ele não quer saber.
E eu também não sinto simpatia por esta demonstração de nada.
Por outro lado, o fenómeno Ucrânia, na minha opinião só aconteceu porque contra todas as expectativas eles ficaram. E ficaram para lutar. Não ficaram para morrer
Com alguma vergonha eu chamei coninhas aos Ucrânianos quando os vi fugir. Pensei : Lutem caramba. Não fujam.
A minha admiração por eles começou exatamente quando ficaram.
Eu admiro pessoas que lutam e morrem e mesmo assim acreditam. E mesmo assim lutam
E é por isso que admiramos os ucranianos. Por isso e porque secretamente, provavelmente fugíamos.
Vir para a rua é uma maneira de enterrar que afinal os coninhas não estão na Ucrânia. Estão aqui na rua a fazer barulho e a partilhar nas redes sociais.
desviar a atenção dos outros para o que nos interessa é o âmago do ser humano.
por isso vês as ruas cheias de publicidade, por isso vês apenas e só determinadas notícias em determinados media, por isso o teu vizinho só fala do bmw que comprou, por isso a tua namorada suspira mais quando aparece uma publicidade qualquer na televisão sobre viagens.
na minha perspetiva este conflito ajudou a acelerar uma europa unida politicamente, a depender menos de combustíveis fósseis, a abrir as suas fronteiras sem condicionalismo a refugiados, a acelerar a constituição de um exército da ue, etc… (neste momento estou a usar este espaço para desviar a atenção para aquilo que me interessa).
ora se de uma parte tens razão, por outra não. não há melhor altura de relembrar as pessoas que o mundo não é a preto e branco. e que todos temos culpa no cartório. (também faz parte da minha agenda referir isso da culpa partilhada).
obrigado pela atenção.
Tenho todo o respeito sobre conflitos no zimbabue ou na siria.
A diferença aqui é a maior potência nuclear do mundo estar a expandir se, e querer recuperar a união sovietica o que leva a uma guerra fria, ou o pior.
[deleted]
Ó meu Zé Maria Pincel, pensa lá nisto que te vou dizer em vez de andares aí a cavalgar no Whataboutism. Quais são os factores que influenciam o envolvimento social? Quais os factores que influenciam o relevo noticioso de algo? E, especialmente, quais são os factores que influenciam o impacto que um elemento causa noutro?
Vou-te dar, gratuitamente, algumas ideias:
A) proximidade, quando mais próximo é um evento, maior é o impacto desse mesmo evento.
B) similitude, quanto mais te identificas com as pessoas que experienciam o evento, mais impacto ele tem nessa comunidade.
C) Contemporaneidade, é preciso explicar?
Estás a comparar o incomparável e a ser um idiota profundo. Tragédias são tragédias. Deixam quem quer evitar esta e reduzir o número de vidas desperdiçadas….e SE QUERES SALVAR MAIS ALGUÉM ENTÃO LUTA POR ELAS. Pela tua ordem de ideias ou se salvam todos ou não se salva nenhum.
Acontece o mesmo quando dizem “esta gente defende mais os animais do que as pessoas” ou “gasta dinheiro nisto e há tanta gente sem dinheiro nenhum”. Cada um defende o que quer..
OK obrigado
A guerra em Moçambique, especificamente para Portugal, não teve metade da atenção pela mídia e muito menos pela população portuguesa.
A tua observação/opinião é uma pouco confusa de se perceber.
Haverão sempre opiniões e mobilizações diferentes para distintos problemas no mundo, especialmente qd temos religião, etnias e ideologias à mistura.
Não podemos esquecer q nem toda gente tem o mesmo nível de conhecimento, capacidade de raciocínio ou acesso à informação. Há pessoas mais suscetíveis a propaganda e manipulação. E depois há os extremos..
Infelizmente o que mais há são esses pseudo-iluminados que não acreditam em nacionalidade e acham que somos todos irmãos. Não sei bem se é hipocrisia ou se dão mesmo ingénuos mas é uma coisa que aparece sempre que há uma notícia que choca.
Um atentado em Barcelona vai sempre chocar muito mais que um genocídio na Somália. Não tem a ver só com etnia e acho muito cínico e desonesto dizer isso. Envolve também distância geográfica, cultural, social, etc. São pessoas com as quais não nos identificamos tanto por isso também empatizamos menos (não querendo isso dizer que não haja empatia).
Se eu fosse passar um ano à Somália tenho a certeza que ia sentir tanto uma guerra lá como uma guerra na Ucrânia porque ia passar a conhecer as gentes, os costumes, as tradições, a cultura. Deixava de ser uma mancha anónima no mapa.
As pessoas que fingem que somos todos iguais no fim do dia só se enganam a eles próprios… Mas acabam por ser irritantes para todos.
Vou deixar aqui o comentário que tive que deixar numa thread que fiz de apoio à Ucrânia quando me acusaram precisamente de ser racista:
> Pah, lamento… Mas faz parte da natureza humana ter uma aproximação maior com alguns grupos de que com outros. A Ucrânia é um país Europeu, com cultura e história semelhante à nossa. É uma das maiores comunidades de imigrantes em Portugal e facilmente várias pessoas contactaram com Ucranianos mútiplas vezes. Realisticamente o Congo, o Sudão o Afeganistão, etc não me dizem muito. Não conheço ninguém de lá, não vejo semelhanças históricas ou culturais, pelo que não sinto a mesma afinidade.
> O nosso cérebro evoluiu para este tipo de tribalismos. Sinto mais por quem sinto que me seja mais próximo. Um ataque em Lisboa vai chocar-me mais que um ataque em Madrid. Um ataque em madrid vai-me chocar mais que um ataque em Kiev e um ataque em Kiev vai chocar-me mais do que um ataque em Mogadishu.
> Por isso é que fiquei horrorizado a ver as torres gémeas a cair, ou quando acompanhei o atentado no Bataclan, e não sinto o mesmo horror (apesar de ficar naturalmente chocado) ao ver uma explosão em Kabul. E por isso é que fico destroçado a ver esta invasão na Ucrânia e não sinto a mesma urgência quando a invasão é em Teerão. É fodido e injusto mas é a vida e a natureza.
> Sinceramente acho que é preciso muita hipocrisia para eu ter até que explicar uma coisa tão simples que uma criança consegue compreender.
O pessoal tem que parar de ler as coisas na diagonal.. Não encontro subjectividade no que escreveste para que tanta gente aqui esteja a interpretar como completamente o oposto.
Nem mais uma noticia sobre a COVID. Obrigado Putin por nos livrares deste terror psicologico que a merd* do jornalismo Portugues tenta impor. Obrigado Putin por esta distraçao que fez finalmente com que as pessoas parassem de falar da COVID, COVID, COVID, NOVA VARIANTE, NUMEROS, CASOS, MORTOS, SNS, VACINA, REFORCO, VACINA, MASCARA, VACINA, SIIIII CARALH*
É o conhecido como *whataboutismo.*
Vou te dar uma opinião muito pouco popular, mas eu pessoalmente acho ignorante achar que as pessoas tenham de ter interesse onde não tem um osso para roer.
Tu tens Centenas de milhares de de história registada sobre o egoísmo do ser humana, não é por termos Social Media onde podemos saber o que está a acontecer em todos os cantos do mundo que tenho de me interessar ou preocupar.
E pessoalmente acho que algumas das situações que indicaste são bastantes diferentes da Atual da Ucrânia.
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Conflito no Azerbaijão (Ditadura)
Conflito entre Camboja e Vietnam ( Países Sub- Desenvolvidos a percorrer o seu percurso natural de desenvolvimento) Tal como aconteceu a todos os países da historia da Humanidade incluído Portugal já tiveram Guerras com Países Vizinhos.
Zimbabué nem vou comentar, um pais que vive em 1200.
O da Palestina acho horrível que o Israel posso cometer atrocidades contra um Pais que tem o exercito 500 anos atras em Tecnologia
Mas os problemas/conflitos jaezem de uma só causa por norma regimes autoritários.
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Não só expert em Geopolítica, vivo no meu canto do mundo, vivo a minha vida e o Mundo é demasiado Grande e Diverso de Humanos, Religiões e Ideologias para me preocupar com todas deste Mundo.
Não quero ser rude, mas há dois tipos de pessoas:
– “Só se lembram de fazer quando lhes interessa”
– “É sempre a mesma coisa! Ninguém faz nada!”
Decidam-se…
https://en.wikipedia.org/wiki/Whataboutism
Eu tenho empatia por ambos os países, mas o meu problema foi mesmo o Putin ameaçar com um inverno nuclear. Isto torna tudo muito, mas muito mais pessoal.
[deleted]
Independentemente do que possa acontecer haverá sempre quem se ache “big brain” com este tipo de comentários.
Há e haverá sempre algo com que reclamar em TUDO.
Gostei de ler.
Alguém faz um resumo? Ele(a) escreveu bué!
haverá varios motivos para os analistas estudsrem. entre eles:
* o invasor ser a Russia, liderada por Putin
* argumentos vãos da Russia
* a prximidade da EU
* o poder escalar para uma WW3
* a identificação com a coragem, na defesa de uma nação. liderada pelo presidente ucraniano
* muito boa propaganda da Ucrânia
Um fumador com cancro do pulmão ou uma criança com leucemia. Ambos são trágicos, mas não na mesma proporção. É o mesmo com os países: alguns têm décadas de instabilidade e governos frágeis e um tipo já não se surpreende se desatarem aos tiros; outros não.
No meu caso, conheço montes de ucranianos, trabalho com alguns, sou amigo de outros e isso muda tudo.
A malta que diz que é por medo da russia: até admito que possa ser uma factor, mas nunca vi p povo português tão mobilizado como depois do massacre de santa cruz e ninguém tinha medo de qualquer tipo de represália indonésia.
Isto do “e os outros conflitos?” parece aquele argumento dos meninos da África.
Tendo em conta que a Rússia é uma das maiores potências nucleares e possivelmente a mais imprevisível de todas, secalhar é normal mexer mais com as pessoas.
Não é bem verdade que seja o primeiro conflito entre duas potências nucleares – ver Índia vs. Paquistão.
Mas no geral concordo com o teu post, OP. Há muita malta “inactivista” por aí que não pode ver pessoas a defender boas causas, têm logo que mandar abaixo. Já houve alturas da minha vida em que me irritava a sério com essas pessoas, agora simplesmente cortei-as da minha vida e rodeio-me de pessoas que se fazem ouvir quando acreditam em alguma coisa.
Nos últimos dias já troquei ideias com pessoas que falam sobre este tema só se preocupam com a ucrania. e os outros? Deixam entrar refugiados da ucrania, mas e os outros?” e por aí fora.
A minha opinião é a seguinte. Guerras são todas péssimas. A morte de pessoas na ucrania tem o mesmo valor da morte de pessoas num país qualquer em áfrica ou ásia.
A questão é, nós, humanos, não somos máquinas que pesam tudo da mesma forma. Temos emoções, sentimo-nos mais ligados a umas pessoas/povos do que a outros. Posto isto, parece-me totalmente compreensível que nós, europeus (e mundo ocidental em geral) nos sintamos mais sensibilizados com a situação da ucrania do que com situações que se passam em outros países.
Podem dizer que isto é uma posição hipocrita porque nos preocupamos mais com uns do que com outros… amigos, todos somos assim. Vocês preocupam-se mais com a vossa prima que torceu o pé e ficou sem andar uma semana do que com uma familia de 5 pessoas que mora a 400km de vossa casa e ficou sem teto e perdeu tudo o que tinha.
O ser humano é assim, os animais em geral são assim. Preocupamo-nos mais com os “nossos” do que com os “outros”. E sendo a ucrania um país “nosso” na medida em que partilha do nosso estilo de vida, boa parte dos costumes/cultura e fica na europa é perfeitamente normal que estejamos mais sensibilizados com o que lá se está a passar.
Sim. Porém… mesmo em países longe da europa que nada se ligam à ucrânia repercute fortemente devido a uma pressão midiática muito maior enquanto que outras guerras nem se fica sabendo que existem.
Não posso estar mais em desacordo contigo. O principal motor mobilizador na sociedade actual é a posição adoptada e grau de importância dado pela comunicação social que é vista como um status quo pelos indivíduos.
Tanto texto para dizer que te preocupas mais com os Ucranianos porque são brancos.
eu penso assim.
“como não é em Portugal, quero lá saber disso…”
toma lá um dedo pro teu whatssapautismo
Isso que falas é próprio de twitteiros que querem atenção.
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Eu acho tão óbvio que nem perco tempo. Eu tenho respeito por todos os conflitos, mas a mim é óbvio que este me toca mais, para além de ser aqui ao lado, há uma forte comunidade de gente ucraniana em Portugal em que já há uma 2ª geração nascida cá, andaram connosco na escola, nas universidades, etc.
O Putin veio criar uma união brutal na UE, isto andava tudo meio morto e separado… ainda mais com covid andava tudo virado para o seu umbigo e com isto estamos a ver que a UE realmente existe e age com uma união brutal.
> porque as comunidades humanas todas se chocam mais com o que acontece àqueles que de uma forma ou de outra (ligações históricas, geográfica, política, religiosa, étnica, linguística etc) são vistos como seu próximo, figurativamente, e de quem os resultados que deles transbordem terão impacto geopolítico muito mais consequente nas suas próprias fronteiras e vidas vizinhas (este o maior de todos os motivos para medir o medo das pessoas) em termos de economia, segurança, crise social etc. qu que pius
Nao so isto mas a Ucrania e um pais de emigrantes, o que significa que muitos de nos no mundo ocidental temos ligacoes pessoais aos ucranianos e ao pais.
Eu acho que parte do desinteresse que as pessoas ocidentais têm por outros conflitos e pelos refugiados do medio-oriente tem **também** a sua componente racista. É uma das partes feias da humanidade. E o mesmo se aplica a outros povos e respectivos conflitos.
Agora, não me vão ver a tentar desviar a atenção de um problema que é actual com o que aconteceu nas décadas passadas. Também nao me vao ver a tentar criar falsas dicotomias de que “se és contra o imperialismo americano, tens que apoiar a Russia”. Whataboutism é a arma de debate principal do hipócrita.
Eu já esgotei o meu plafond de desgaste emocional por conflitos longe de onde estou. Para mim este é mais um. Acho bem que punam a Rússia… mas não vi punições aos Estados Unidos, ao Reino Unido e outros que tais. E acolhamos refugiados ucranianos… mas o espaço que estes vão ocupar supostamente não existia para refugiados sírios e afegãos.
Acho que não é preciso ser um génio para descobrir o porquê dos europeus se mobilizarem mais quando existe uma guerra na Europa. Está-me a falhar algo?
Acho que não ingénuo ou cretino. Sobretudo, é mal intencionado.
Quem vem aqui falar “mas e o o Iraque/Palestina/Vietname/etc…” não vem a pedir que se lembrem esses mortos. Vem a desculpar as posições da esquerda portuguesa que sempre está do lado oposto ao americano ou ocidental. Não posso, nunca, reconhecer boas intenções a partidos que sempre foram ANTI-NATO e ANTI-UE.
Facto é que estas duas organizações têm sido a nossa maior garantia de paz, visto que a UE tornou uma guerra entre a Alemanha e a França mais negativa que benéfica e que a NATO veio permitir que todos se defendam de ditaduras como a URSS, a Rússia ou a China sem derreter dinheiro como derretem a Suécia ou a Finlândia, que lutam sozinhas.
E o Hitler? esse é q era mau
A guerra é entre a potência nuclear Rússia e a Ucrânia, um país desnuclearizado num tratado com a Rússia com a promessa que nunca seriam invadidos por ela se o realizassem… Isto começou com a anexação da Crimeia, que levou à descomunização da Ucrânia e deu força à extrema-direita do país. Com a perda da influência comunista, agora a Rússia usa o pretexto da “desnazificação” para a invasão, forças que eles próprios instigaram com a invasão da Crimeia. É óbvio que há um problema de extrema-direita na Ucrânia, mas esse é um problema para a própria Ucrânia resolver. A anexação da Ucrânia pela Rússia era um plano já há muito elaborado pelo Putin com a sua visão saudosista da antiga Rússia e com o pretexto de que Bielorrússia, Ucrânia e Rússia são todos o mesmo país. Os EUA estão decrépitos, a NATO estava à beira da morte, não foi isso que instigou a invasão.