by Idk_tho_is_just_me

29 comments
  1. Em teoria, é. Na práctica, é pintada de cor de rosa. Em parte, o Marquês de Pombal foi re-interpretado pela historiografia pós-Republica como republicano ex ante, pela sua legislação iluminista e, especialmente, anti-clerical. Assim, em vez de ditador, foi visto como um reformador progressista que teve de fazer uso de métodos mais violentos para uma finalidade nobre. Como a disciplina de História, mesmo nas universidades, é uma piada, e a maior parte dos estudantes não sabem patavina sobre história da historiografia nacional, comem com treta que era quase literal propaganda do início do século XX.

  2. Até é, mas é preciso estar atento às aulas.

  3. Porque as monarquias absolutas, como foi o caso em Portugal desde 1128/43 até à revolução liberal, são, para todos efeitos, regimes ditatoriais, ou seja, na prática, sempre se tinha vivido num país revestido de totalitarismo.

    Agora, a única exceção aqui é que D. José delegou imensos aspetos da governação para o seu secretário do Reino, o Marquês, mas só mudou quem exercia o poder. A fama de tirano também o marcou porque o Marquês acreditava numa espécie de absolutismo esclarecido de Luís XIV (Rei Sol) e, conjugando isso com o movimento iluminista, começou a reduzir o poder e influência do clero e da nobreza na sociedade. Eventualmente houve toda a questão com o processo dos Távoras, que veio cimentar ainda mais o seu poder, no entanto, eu pelo menos falei muito dessa questão na escola.

  4. Lamento desapontar-te mas o D Afonso Henriques também não era propriamente um grande democrata…

    Os personagens históricos são pessoas do seu tempo, que viveram de acordo com o modo de pensar desse tempo. O Marques de Pombal foi tão ditador como qualquer governante do seu tempo.

  5. Porque os portugueses têm memória curta e tendem a esquecer a história e votam uma e outra vez no pai tirano opressor …

  6. Eu na escola aprendi o bom e o mau do Marquês de Pombal.

    Tanto na sua contribuição para a reestruturação de Lisboa como para as mortes e perseguições levadas a cabo pelo seu punho de ferro.

  7. Devias andar distraído nas aulas de historia do 8ª ano. O Marquês tanto é apresentado como um reformador (reconstrução de Lisboa, reabilitação do vinho do Porto) como um despota no caso do processo dos Távora.

  8. O ensino nas escolas portuguesas é baseado em portugal ter sido um grande imperio às custas de tráfico humano, e não é so na disciplina de historia mas também em português. A cena é passado é passado, mas é não é etico ter orgulho desses atos atualmente

  9. A História portuguesa está cheia de mitos e mentiras e como quem faz a História são os vencedores, o Marquês foi um pouco endeusado. Contudo quando Governou era muito polémico e vastos sectores da sociedade odiavam-no. É preciso dizer que no século XIX o Marquês encontrou muita simpatia entre os Liberais, e o mesmo sucedeu na República. Estamos a falar de regimes fortemente anticlericais, e com muita influência da Maçonaria. E existem indícios de que o Marquês foi Maçom. A própria ditadura também tinha a sua admiração pelo Marquês, tanto que lhe fizeram a estátua em Lisboa. Hoje em dia já temos análises mais sérias e isentas do Regime do Marquês, infelizmente não vêm em programas escolares e ficam um pouco restritas a alguns nichos. As políticas do Marquês foram desastrosas na Educação e na Economia. Uma das coisas boas que fez foi acabar com os Autos da Fé e com a discriminação dos cristãos-novos. Essa medida foi muito positiva. Mas não acabou com a Inquisição. 

  10. *cof* pela mesma razão que os descobrimentos são só celebrados *cof*

  11. Principalmente tendo em conta que ele é, em parte, culpado de parte dos “problemas” do Portugal moderno: À uns séculos atrás o Brasil (já como colónia) tinha uma língua “de facto” muito diferente da da metrópole. Essas duas línguas não eram mutualmente inteligíveis, logo o marquês de Pombal tornou ilegal falar essa língua na colónia (dificultava os negócios, e provavelmente sua própria existência num polo comercial tão importante seria uma afronta ao poder da metrópole), reduzindo drasticamente o número de pessoas que a falavam década pós década. Tendo em conta que a língua, como herança do passado colonial, é a primeira ligação entre dois países e a primeira ponte que alguém que queira emigrar vê… Se não fosse o marquês de pombal, provavelmente, hoje terias um verdadeiro “brasileiro”, e a vida de grande parte de nós seria um bocadinho mais difícil, ou com menos memes.

  12. Eu sou de humanidades e foi dado em grande detalhe o bom e o mau do Marquês de Pombal. Penso que, pelo menos há mais de 20 anos, um miúdo do 9o ano não teria maturidade para o pior desta personagem (o julgamento dos Távoras é um exemplo). O Estado Novo também era abordado muito superficialmente nesse ano escolar sendo mais desenvolvido posteriormente.

  13. pelo que percebi mais recentemente, um dos coveiros do país. A expulsão dos jesuítas contribuiu para um atraso brutal na educação. A entrada maciça do ouro do Brasil também não ajudou (maldição dos recursos naturais na ausência de boas instituições).

  14. Eu aprendi. E na altura não era ditadura. Monarquias eram, por omissão, regimes absolutistas.

    É como ensinar que o sol nasce todos os dias. Chega a uma altura que tens de ter bases de conhecimento para compreender as coisas.

  15. No manual tinha condenação dos Távoras, não é propriamente uma sitcom.

  16. Eu por acaso lembro-me, de no 4°ano a “Estudo do Meio” (melhor disciplina da primária!), a nossa professora se referir ao Marquês de Pombal como “tiranozinho”.

    Talvez fosse descendente dos Távora…

  17. Ensinada é. Uns simplesmente prestaram mais atenção que outros.

    Também não esquecer o contexto de ter de meter mão não só num império ultramarino em declínio, como também ter de fazê-lo no século XVIII e após o maior desastre natural da nossa história. Eram outros tempos, sem populismo e mostras de agressividade e força seria difícil agarrar as rédeas

  18. Por acaso é ensinada, mas penso que apenas a partir do décimo ano.

    Se há algo que não é bem explicado é o período do 25 de abril até ao ano seguinte que culmina no 25 de novembro. Isso, lembro-me bem, falava-se imenso nos reacionários, mas pouco do PCP e demais partidos satélites criados pela estrutura do partido.

    O que só demonstra que história não deve ser confundida com factos, mas sim como uma narrativa contextualizada à luz de factos conhecidos.

  19. Porque o Marquês deu cabo do sistema de educação português e ainda não recuperámos.

  20. Não tenho uma cultura woke que renega as origens e a história nacional.

    Não tenho qualquer apreço pelo estado novo e pela figura do Salazar, mas também não entendo como ao longo dos séculos não existe um escrutínio tão apurado da história portuguesa como os efeitos nefastos da época do estado novo. Certamente ao longo dos séculos como descobridores que fomos, teremos histórias também tão nefastas e cruéis. Será porque a transição democrática apenas ocorreu à 50 anos ou porque neste período ostracizámos o nosso próprio povo enquanto as outras épocas foram outros povos?

  21. Yah ele foi um bocado uma fraude.

    É engraçado descobrir que muitas das fontes da epoca que o elogiavam eram escritas por pseudónimos dele proprio.

    Que ele recebeu credito de cenas q nao foi responsavel como por exemplo a cena das ruas passarem a serem largas e paraelelas em Lisboa etc.

    Que era grande tirano.

    Que fez umas reformas economicas com consequencias meio mediucres ou mesmo negativas (os monopolios).

    Que quando saiu do cargo era o homem mais rico de Portugal.

    Que fodeu a educacao em Portugal. Os jesuitas tinham defeitos mas davam a maior parte da educacao ca em Portugal. Essa educacao nao foi recuperada atraves doutro meio qlq pelo Marques.

    Eu quando tinha tipo 9 anos fui para o Carnaval vestido de Marques e uns anos mais tarde qd timha para ai 13 anos e aprendi os podres dele foi engracado.

    E nao, nao foi a escolaa que me disse os podres a unica cena q eles ensinam verdadeiramente foi a cena dos Tavoras.

  22. Eu sendo de pombal , na escola não me recordo em vez nenhuma mencionarem o marquês de pombal a ser uma má pessoa

  23. O impulsionador da reconstrução de Lisboa e o destruidor do sistema de ensino em Portugal

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