Ministério recusa abrir vagas para contratar médicos no SNS

by Ok_Neighborhood2239

22 comments
  1. Contenção de custos, para quê contratar mais, é melhor rebentar de vez com os que estão lá…

  2. Bom, com a quantidade de vagas por preencher, abrir mais umas quantas vai mudar alguma coisa?

    Acho que quando forem preenchidas faz sentido abrir novas, até lá só iria levar à alocação dos fundos (que me parece ser o que a FNAM quer, porque assim tem mais margem nas negociações salariais).

  3. Já se pode falar das decisões de merda deste governo ou ainda é cedo?

  4. Já ouvi a teoria de que estão a atrasar o concurso público para deixar que os privados façam o recrutamento primeiro, com menos concorrência.

  5. E então, já deu para perceber ao que vieram ou ainda não? Olha a bela competição livre da carochinha

    Comemos o que aceitamos comer, meus amigos, nada mais nada menos

  6. O PSD está a governar para a elite colonial de Lisboa (o município, não a Região) e seus hospitais privados.

  7. Isto está numa decadência enorme, já que também jovens como eu não querem seguir medicina por varias razões.
    Demasiado tempo(5 anos acho nas universidades )e esforço(18/19 de 0-20 em notas )para exercer essas situações
    Mesmo que o salário seja mais adequado não compensa a falta de tempo livre
    Tempos natalícios e assim que a pessoa quer tar com a família não pode tem que estar nos hospitais.
    Existe pessoas que têm fobia de coisas “sujas” como velhos a pagarem se, verem sangue etc.
    Os que tiram curso cá fazem melhor vida lá fora então abandonam o país também.
    Má gerência “global” (não só na área de medicina) em Portugal
    Então o número de médicos ativos diminui drasticamente.

  8. Tem sido tradição abrir vagas para as deixar por preencher. Já [**em 2023**](https://cnnportugal.iol.pt/vagas/medicos/ha-1-300-novos-medicos-e-nenhum-concurso-aberto-especialistas-temem-que-jovens-fujam-para-o-privado-e-que-vagas-no-publico-fiquem-outra-vez-por-preencher/20230421/643e78ea0cf2c84d7fd20023) isso acontecia. Não abrir vagas.

    > Desde março que há centenas de médicos recém-formados e o Governo ainda não divulgou o mapa de vagas a concurso – até agora veio apenas a promessa da intenção de contratar 900 médicos de família (mesmo que só se tenham formado pouco mais de 300). Ordem dos Médicos, sindicato, especialistas e estudantes de Medicina não hesitam nas críticas e antecipam um cenário que tem vindo a ser já crónico

    Procurando sobre o assunto, não há nada que indique que agora seria diferente. Mais valia abrir seja como for, para depois poderem usar esses dados como resposta. Mas não é de agora as queixas de alguns hospitais sobre quererem contratar X e as Finanças só deixarem contratar Y.

    E visto que os problemas de *resiliência* [**têm atingido ambos os governos**](https://www.publico.pt/2021/11/24/sociedade/noticia/marta-temido-preciso-contratar-medicos-resilientes-sns-1986296), indica que há outros problemas a resolver que não apenas a contratação.

    > Marta Temido diz que é preciso contratar médicos mais resilientes para o SNS
    Na audição, a ministra deixou também um reparo aos médicos que têm denunciado a falta de condições no CHS, lembrando que “a melhor forma de atrair recursos humanos é conquistá-los para projectos de trabalho e não passar uma imagem, ou intensificar uma imagem, de que a instituição vive enormes dificuldades e num clima de confronto”.

    Além disso… Não convencem [**estas pessoas**](https://cnnportugal.iol.pt/medicos/vagas/temos-falta-de-medicos-em-portugal-nao-ao-contrario-do-que-nos-dizem-os-politicos-nao-estao-e-onde-fazem-falta/20231112/65492dc2d34e65afa2f742b7) abrindo apenas vagas.

    > Conclusão: praticamente metade dos médicos a trabalhar em Portugal não está no SNS. Onde estão eles? Se não estão no público, estão no privado.

  9. Com o fim do SNS, que sentido faz pagar impostos ao estado Português?

  10. Já nem tentam esconder

    Os parvos nem se queixam pensam eles

  11. Claro, então depois as empresas que fornecem tarefeiros ao SNS iam perder negócio, era chato, pá.

  12. Um problema de má gestão não se resolve a contratar mais médicos. Não me parece que seja o caso de quererem acabar com o SNS como todos dizem por aqui

  13. Um dia irei perceber como é socialmente aceitável dizer que se vai ignorar ativamente a solução óbvia para um problema sem qualquer reacção.

    Não percebo a sério.

  14. Como é possível? O meu centro de saúde tem 2 médicos para uma freguesia inteira. São meses e meses de espera para uma consulta, quando não faltam ou estão de férias.

  15. Privatização da SNS pela pior ministra da saúde denque tenho memória. O rosta da incompetência deste governo. Criminoso.

    No entanto na se importam de pagar muito mais por um médico tarefeiro que dá a ganhar à empresa dos amigos do PSD…

    Espero que este governo caía e rapidamente enquanto existe um SNS…

  16. Para que também abrir vagas, se o sistema em si está podre?

    O problema não é as vagas, é mesmo o SNS em si

  17. OP existem forças opostas em jogo e com interesses bem distintos…

    De um lado temos a ordem dos médicos que não autoriza o aumento agressivo do nº de vagas de acesso ao ensino académico da profissão. Segundo os mesmos o aumento das vagas iria permitir o acesso ao curso de alunos com mediana qualificação académica o que levaria a que tivéssemos profissionais pouco qualificados. Colocando isto por miúdos e para que todos entendam: existe um claro interesse de tornar a profissão uma profissão elitista e dessa forma tornar refém o estado e os privados com recurso a lei da oferta e da procura (poucos médicos ordenados principescos muitos médicos ordenados medianos).

    Do outro lado temos o Estado que claramente se movimenta para uma privatização do SNS em tudo semelhante a efetuada no Reino Unido a uns anos atras.

    Depois temos os jovens portugueses que vão para a Eslováquia, Estónia, Letónia tirar medicina com médias baixas de acesso, pagando entre 50 a 60 mil euros de propinas e que te dizem que o sistema lá ainda preserva alguns traços do sistema comunista. Não é a media de acesso que define a tua propensão para a profissão. O que interessa nesses países é formar médicos suficientes para dar resposta as necessidades do Estado Social.

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